Artigo de São José Almeida, publicado no jornal Público de Sábado, 29 de Julho de 2006 (Nacional, Semana Política)
O clima de relativização e de branqueamento do passado da ditadura faz parte do caldo de cultura que se criou em Portugal e que leva à rejeição da política e à desvalorização do valor único da política como essência vital da vida democrática. Um clima que assume contornos terríveis e perigosos na comunicação social e que esta semana escolheu como vítima Manuel Alegre.
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Reunião tripartida na CML

A reunião tripartida, agendada para a próxima sexta-feira, sobre o memorial na Rua António Maria Cardoso, foi adiada, a pedido do gabinete da vereadora Gabriela Seara, para 8 de Setembro. Recorda-se que nesta reunião, a que comparecerá igualmente o promotor imobiliário, se vai discutir o Protocolo, proposto pelo Movimento, para a salvaguarda da memória da resistência, no qual onde funcionou a antiga sede da PIDE-DGS.
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Editorial de Nuno Pacheco do jornal Público no passado 27 de Julho.
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“Afável e cordial, com partilha de opiniões e convergência de objectivos”, assim qualificou a reunião de ontem com o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, o porta-voz da delegação do Movimento, Henrique de Sousa. O encontro teve por finalidade entregar na Assembleia da República (AR) a petição que o Movimento promoveu após a concentração em frente à antiga sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, demolida em favor de um condomínio de luxo, em 5 de Outubro de 2005.
A delegação do Movimento, composta por Catarina Prista, Edmundo Pedro, Henrique de Sousa, Lúcia Ezaguy, Martins Guerreiro e Teresa Spranger, salientou a pluralidade política e social dos signatários da petição, com 6048 subscritores, entre eles os antigos Presidentes da República, Jorge Sampaio e Mário Soares.
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O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, antecipou para hoje, de manhã, a audiência com representantes do movimento cívico Não Apaguem a Memória, onde estes lhe entregarão a petição de cidadãos com o objectivo de que “a AR dê o seu contributo institucional, para que o Estado português, passados mais de 30 anos do 25 de Abril, assuma de forma mais plena a sua especial responsabilidade na preservação da sua memória colectiva”, explicou ao PÚBLICO Henrique de Sousa, que ontem esteve na Fundação Mário Soares, em Lisboa, para o ex-Presidente assinar a petição.
No final da visita, Henrique Sousa condenou ainda que dois dos activistas do movimento, Duran Clemente e João Almeida, tenham sido processados pelo Ministério Público, na acção que pretendeu denunciar o apagamento da memória da repressão na transformação da antiga sede nacional da PIDE em condomínio privado.
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1265285
Está desde já disponível na nossa página o Manifesto do Porto, e também a versão PDF para recolher assinaturas.
Lisboa, 26 de Julho de 2008.
Exmº. Senhor
Presidente da
Assembleia da República
Exmº. Senhor,
Vêm os signatários proceder à entrega, enquanto subscritores e representantes do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! que promoveu esta iniciativa, da petição a que aderiram 6 007 cidadãos (4 810 por subscrição directa do abaixo-assinado junto e 1 198 por adesão electrónica, conforme lista igualmente anexa) e que visa apelar aos poderes públicos, a todos os cidadãos e organizações, para que assegurem a preservação duradoura e a divulgação da memória colectiva dos combates pela democracia e pela liberdade travados durante a resistência à ditadura do chamado “Estado Novo”, designadamente pela aproveitamento de espaços simbólicos como são o Aljube, o Forte de Peniche, Caxias, a sede central da ex-PIDE/DGS e a sua Delegação no Porto, a sala do ex-Tribunal Plenário da Boa Hora, a Fortaleza de Angra do Heroísmo e o Tarrafal.
Acreditamos que a Assembleia da República a que V. Exª. preside, instituição determinante no Estado de Direito constituído a partir da Revolução libertadora do 25 de Abril, saberá contribuir para que o apelo contido nesta Petição, nascida do empenhamento e do voluntariado cívico de muitos cidadãos e certamente representativa da vontade de muitos mais, estimule e dinamize as necessárias iniciativas institucionais e políticas neste domínio.
Os nossos melhores cumprimentos.
Pelo Movimento Cívico Não Apaguem a Memória!,
O movimento cívico já tem assinaturas necessárias para que a petição seja discutida.
[ artigo de Fernanda Ribeiro ]
O artigo pode ser consultado em imagem.
Jaime Gama recebe a Petição do Movimento
Mais de 8 mil subscritores
Sampaio e Soares entre os signatários
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