<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! &#187; intervenções</title>
	<atom:link href="http://maismemoria.org/mm/category/documentos/intervencoes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://maismemoria.org/mm</link>
	<description>Porque sem memória não há futuro.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 06 Jul 2010 16:51:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Edmundo Pedro (Colóquio Tarrafal)</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2009/04/06/edmundo-pedro-coloquio-tarrafal/</link>
		<comments>http://maismemoria.org/mm/2009/04/06/edmundo-pedro-coloquio-tarrafal/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 20:27:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[actividades]]></category>
		<category><![CDATA[encontros]]></category>
		<category><![CDATA[intervenções]]></category>
		<category><![CDATA[primeira página]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maismemoria.org/mm/?p=803</guid>
		<description><![CDATA[Intervenção do Edmundo Pedro no Colóquio do Tarrafal na TV do NAM nota: Os vídeos do Colóquio vão sendo actualizados com os depoimentos na íntegra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/p/4613F72D25BBC238&amp;hl=en"></param><embed src="http://www.youtube.com/p/4613F72D25BBC238&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385"></embed></object> <br /><small>Intervenção do Edmundo Pedro no Colóquio do Tarrafal na TV do NAM</small><br />
<small><em>nota: Os <a href="http://maismemoria.org/mm/2008/12/01/coloquio-tarrafal-%E2%80%93-uma-prisao-dois-continentes/">vídeos do Colóquio</a> vão sendo actualizados com os depoimentos na íntegra.</em></small></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maismemoria.org/mm/2009/04/06/edmundo-pedro-coloquio-tarrafal/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Luís Fonseca, Colóquio Tarrafal</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2009/03/28/luis-fonseca-coloquio-tarrafal/</link>
		<comments>http://maismemoria.org/mm/2009/03/28/luis-fonseca-coloquio-tarrafal/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 12:24:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[actividades]]></category>
		<category><![CDATA[encontros]]></category>
		<category><![CDATA[intervenções]]></category>
		<category><![CDATA[primeira página]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maismemoria.org/mm/?p=783</guid>
		<description><![CDATA[Intervenção do Luís Fonseca no Colóquio do Tarrafal na TV do NAM nota: Os vídeos do Colóquio vão sendo actualizados com os depoimentos na íntegra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/p/E8CFD73E808B0E59&amp;hl=en"></param><embed src="http://www.youtube.com/p/E8CFD73E808B0E59&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385"></embed></object><br /><small>Intervenção do Luís Fonseca no Colóquio do Tarrafal na TV do NAM</small><br />
<small><em>nota: Os <a href="http://maismemoria.org/mm/2008/12/01/coloquio-tarrafal-%E2%80%93-uma-prisao-dois-continentes/">vídeos do Colóquio</a> vão sendo actualizados com os depoimentos na íntegra.</em></small></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maismemoria.org/mm/2009/03/28/luis-fonseca-coloquio-tarrafal/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Levy Batista, Colóquio Tarrafal</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2008/12/17/levy-batista/</link>
		<comments>http://maismemoria.org/mm/2008/12/17/levy-batista/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 11:09:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[actividades]]></category>
		<category><![CDATA[encontros]]></category>
		<category><![CDATA[intervenções]]></category>
		<category><![CDATA[primeira página]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maismemoria.org/mm/?p=713</guid>
		<description><![CDATA[Intervenção do Levy Batista no Colóquio do Tarrafal na TV do NAM nota: Os vídeos do Colóquio vão sendo actualizados com os depoimentos na íntegra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/p/B352826677B3DEF8&#038;fmt=18&#038;rel=0&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/p/B352826677B3DEF8&#038;fmt=18&#038;rel=0&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object><br /><small>Intervenção do Levy Batista no Colóquio do Tarrafal na TV do NAM</small></p>
<p><small><em>nota: Os <a href="http://maismemoria.org/mm/2008/12/01/coloquio-tarrafal-%E2%80%93-uma-prisao-dois-continentes/">vídeos do Colóquio</a> vão sendo actualizados com os depoimentos na íntegra.</em></small></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maismemoria.org/mm/2008/12/17/levy-batista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Constantino Lopes da Costa</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2008/12/01/constantino-lopes-da-costa/</link>
		<comments>http://maismemoria.org/mm/2008/12/01/constantino-lopes-da-costa/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 13:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[encontros]]></category>
		<category><![CDATA[intervenções]]></category>
		<category><![CDATA[primeira página]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maismemoria.org/mm/?p=638</guid>
		<description><![CDATA[“…Não havia para nós nem água da torneira para beber. Manhã muito cedo chegava uma carreta de bois com água e enchíamos um tambor. Um tambor desses de gasolina de 100 ou 200 litros, para 24 horas. E éramos 100 presos. E nada mais. Até às 11 horas a água ficava vermelha da ferrugem. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2008/11/coloq-tarraf-clc-14.bmp"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-581" title="coloq-tarraf-clc-14" src="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2008/11/coloq-tarraf-clc-14.bmp" alt="" width="170" height="155" /></a><span>“…Não havia para nós nem água da torneira para beber. Manhã muito cedo chegava uma carreta de bois com água e enchíamos um tambor. Um tambor desses de gasolina de 100 ou 200 litros, para 24 horas. E éramos 100 presos. E nada mais.</span></p>
<p>Até às 11 horas a água ficava vermelha da ferrugem. E tínhamos de a beber… Em poucos meses veio a bênção. Todos os presos com uma inflamação horrível da pele que não podíamos vestir nem uma camisa…</p>
<p>Mas também pensávamos naqueles que por lá passaram antes de nós[os presos portugueses]. Se agora em 1962 era assim como não teriam sido tratados os que passaram por cá em 1936… Assim pensávamos.</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/p/5C44275350C395AC&amp;hl=en"></param><embed src="http://www.youtube.com/p/5C44275350C395AC&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385"></embed></object>  <br /><small>Intervenção do Constantino Lopes da Costa no Colóquio do Tarrafal na TV do NAM</small></p>
<p>Não ficámos com ódio por ninguém. Nós estávamos politizados. Estávamos a lutar por uma causa. Não havia que ficar com ódio por ninguém. Éramos adversários numa luta.”</p>
<p>[Extracto da intervenção - no colóquio promovido pelo NAM, <strong><em>Tarrafal uma prisão dois continentes</em></strong>, em 29 de Outubro de 2008, na Assembleia da República - do ex-prisioneiro guineense do Campo de Concentração do Tarrafal, Constantino Lopes da Costa, hoje embaixador da Guiné em Lisboa.]</p>
<p><small><em>nota: Os <a href="http://maismemoria.org/mm/2008/12/01/coloquio-tarrafal-%E2%80%93-uma-prisao-dois-continentes/">vídeos do Colóquio</a> vão sendo actualizados com os depoimentos na íntegra.</em></small></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maismemoria.org/mm/2008/12/01/constantino-lopes-da-costa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um combate oportuno</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2008/03/17/um-combate-oportuno/</link>
		<comments>http://maismemoria.org/mm/2008/03/17/um-combate-oportuno/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 13:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[assuntos internos]]></category>
		<category><![CDATA[destacado]]></category>
		<category><![CDATA[documentos]]></category>
		<category><![CDATA[intervenções]]></category>
		<category><![CDATA[ultimas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maismemoria.org/mm/2008/03/17/um-combate-oportuno/</guid>
		<description><![CDATA[O movimento cívico “Não Apaguem a Memória!” surgiu na hora própria para ser uma voz particularmente activa na luta pela preservação  da memória da  resistência anti fascista. Mas, na minha opinião, não só. Apareceu numa altura em que em vários países europeus essa preocupação, motivada pelo progressivo esquecimento do que representou o ataque dos regimes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O movimento cívico “Não Apaguem a Memória!” surgiu na hora própria para ser uma voz particularmente activa na luta pela preservação  da memória da  resistência anti fascista. Mas, na minha opinião, não só. Apareceu numa altura em que em vários países europeus essa preocupação, motivada pelo progressivo esquecimento do que representou o ataque dos regimes totalitários contra as liberdades públicas, levou ao aparecimento de movimentos semelhantes. O movimento “Não Apaguem a Memória” não pode preocupar-se só com manter viva a memória da resistência anti-fascista. Tem que estar virado para o futuro. Tem de ligar-se aos movimentos semelhantes que estão a nascer por toda a Europa. A memória da resistência deve ser a fonte inspiradora da luta por um futuro que não nos obrigue, de novo, a travar as lutas passadas pela conquista das liberdades públicas. Tem de denunciar e combater contra todos os atentados a esses direitos.</p>
<p>O Governo de Cabo Verde consagrou, através de uma resolução tomado em 14 de gosto de 2006, o dia 29 de Outubro (data em que foi inaugurado, em 1936, o Campo de Concentração do Tarrafal) como o dia da Resistência Antifascista.</p>
<p>No documento que  consagra esta decisão afirma-se: “Esta Resolução enquadra-se no âmbito do reconhecimento do papel histórico e civilizacional desempenhado pelo ex-Campo de Concentração do Tarrafal de Santiago no processo da emancipação e da conquista da liberdade e da independência dos povos das antigas colónias portuguesas e do próprio povo português.”</p>
<p>Proponho que sigamos o exemplo do povo de Cabo Verde. Proponho que o “Movimento Não Apaguem a Memória” designe o dia 29 de Outubro como o dia da Resistência Antifascista e, em geral,  luta anti totalitária.</p>
<p>Edmundo Pedro</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maismemoria.org/mm/2008/03/17/um-combate-oportuno/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Espaços de Memória na TSF &#8211; Na Ordem do Dia</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2007/05/28/espacos-de-memoria-na-tsf-na-ordem-do-dia/</link>
		<comments>http://maismemoria.org/mm/2007/05/28/espacos-de-memoria-na-tsf-na-ordem-do-dia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 May 2007 10:15:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[destacado]]></category>
		<category><![CDATA[documentos]]></category>
		<category><![CDATA[intervenções]]></category>
		<category><![CDATA[nos media]]></category>
		<category><![CDATA[ultimas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maismemoria.org/mm/2007/05/28/espacos-de-memoria-na-tsf-na-ordem-do-dia/</guid>
		<description><![CDATA[No seguimento do debate Espaços da Memória -contributo para um roteiro da memória e da resistência da cidade de Lisboa, onde foi referenciada a participação e o empenhamento do nosso Movimento na luta pela preservação da memória da antiga sede da PIDE na António Maria Cardoso (bem como os compromissos já assumidos pela CM Liaboa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No seguimento do debate Espaços da Memória -contributo para um roteiro da memória e da resistência da cidade de Lisboa, onde foi referenciada a participação e o empenhamento do nosso Movimento na luta pela preservação da memória da antiga sede da PIDE na António Maria Cardoso (bem como os compromissos já assumidos pela CM Liaboa e pelo promotor imobiliário), e onde também foi reafirmada a importância e urgência da constituição do Museu Nacional da Liberdade e da Resistência, que são dois dos grandes objectivos do <em>Não apaguem a memória!</em>, entendeu o Provedor da Arquitectura -arqº Francisco Silva Dias &#8211; referir a importância deste assunto na TSF.</p>
<p>Este é um tema que interessa a cada vez mais cidadãos, e motiva em cada dia mais e maiores vontades.</p>
<p>Vale a pena ouvi-lo e reflectir:</p>
<p>Rádio TSF Online  &gt;  Opinião<br />
&#8220;Na Ordem do Dia&#8221; com Francisco Silva Dias, 25-05-2007<br />
Nasceu e ganha crescente dinamismo o movimento cívico denominado <em>&#8220;Não Apaguem a Memória!&#8221;</em>.<br />
Francisco Silva Dias comenta em A Ordem do Dia:</p>
<p><a href="http://www.tsf.pt/online/common/include/streaming_audio_radio.asp?audio=/2007/05/noticias/22/ordem22.asx" target="_blank">clique para ouvir na TSF online<br />
</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maismemoria.org/mm/2007/05/28/espacos-de-memoria-na-tsf-na-ordem-do-dia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Desfile à António Maria Cardoso</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2007/04/26/desfile-a-antonio-maria-cardoso/</link>
		<comments>http://maismemoria.org/mm/2007/04/26/desfile-a-antonio-maria-cardoso/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2007 08:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicados]]></category>
		<category><![CDATA[destacado]]></category>
		<category><![CDATA[documentos]]></category>
		<category><![CDATA[intervenções]]></category>
		<category><![CDATA[ultimas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maismemoria.org/mm/2007/04/26/desfile-a-antonio-maria-cardoso/</guid>
		<description><![CDATA[Aqui a liberdade venceu a tortura Milhares de pessoas responderam afirmativamente ao convite do Movimento para prolongar o desfile do 25 de Abril até à Rua António Maria Cardoso, onde clamaram o seu desejo de a antiga sede da PIDE/DGS ser recordada como lugar por excelência da resistência à ditadura fascista do Estado Novo. Numa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Aqui a liberdade venceu a tortura</strong></p>
<p>Milhares de pessoas responderam afirmativamente ao convite do Movimento para prolongar o desfile do 25 de Abril até à Rua António Maria Cardoso, onde clamaram o seu desejo de a antiga sede da PIDE/DGS ser recordada como lugar por excelência da resistência à ditadura fascista do Estado Novo.</p>
<p><a href='http://www.flickr.com/photos/maismemoria/tags/DesfileAntonioMariaCardoso20070425/show/' title='Desfile à António Maria Cardoso (2007)' target="_blank"><img src='http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2007/04/20070425desfileamc118.jpg' alt='Desfile à António Maria Cardoso (2007)' /></a></p>
<p>Numa silêncio, que deve sublinhar-se depois de um desfile colorido como foi o do 25 de Abril, ouviram com extrema atenção em os testemunhos de Fernando Vicente e Garcia Pereira sobre o significado da manifestação: assegurar realmente que no condomínio que ali se constrói se reserve um espaço museológico que recorde para a história o que foi a luta pela conquista da democracia.</p>
<p>Fernando Vicente, um dos presos políticos que mais sofreu a tortura do sono nos longos interrogatórios que ali se fizeram, foi directo e conciso na explicação que deu sobre o que era a polícia política do regime ditatorial. </p>
<p><a href='http://www.flickr.com/photos/maismemoria/tags/DesfileAntonioMariaCardoso20070425/show/' title='Desfile à António Maria Cardoso (2007)' target="_blank"><img src='http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2007/04/20070425desfileamc197.jpg' alt='Desfile à António Maria Cardoso (2007)' /></a></p>
<p>Ali interrogava-se até à morte para arrancar aos detidos a confissão que interessa ao ditador para se perpetuar no poder. Ali se concentrava um sistema de devassa da vida privada de todos os cidadãos, que era alimentado por uma rede de bufos sem rosto, pela violação sistemática da correspondência, por um sistema de escutas arbitrário e sem controlo, por buscas domiciliárias selvagens, por cargas policiais brutais. Ali a única lei que comandava era a que a PIDE decretava.</p>
<p>Garcia Pereira deu o seu testemunho do dia 25 de Abril de 1974, quando ao fim da tarde um grupo de cidadãos se dirigiu à sede da sinistra polícia reclamando a sua extinção e por esta foi recebida a tiro. Recordou a rajada que ceifou de imediato quatro manifestantes e deu parte da sua convicção de que alguns dos feridos devem ter soçobrado, mas cujo falecimento deve ter ficado ignorado nos registos hospitalares. Recordou que quando chegaram as ambulâncias, das janelas da morte saíram duas granadas de fumos, para impedir o socorro às vítimas. Recordou que os únicos mortos que naquele dia da libertação ocorreram foram os praticados pelo polícia política fascista – nomeando o inspector da PIDE/DGS que comandou as acções homicidas, Óscar Cardoso.</p>
<p>Fernando Vicente em palavras sucintas explicou a motivação daquela concentração.</p>
<p><a href='http://www.flickr.com/photos/maismemoria/tags/DesfileAntonioMariaCardoso20070425/show/' title='Desfile à António Maria Cardoso (2007)' target="_blank"><img src='http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2007/04/20070425desfileamc186.jpg' alt='Desfile à António Maria Cardoso (2007)' /></a></p>
<p>Há dois anos, no 5 de Outubro de 2005, um grupo de cidadãos reuniu-se junto da antiga sede da PIDE-DGS em Lisboa, para expressar o seu protesto pelo apagamento de qualquer referência à memória histórica daquele local. Desse acto nasceu o Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! e surgiu igualmente a possibilidade de corrigir o erro: inserir numa parte do condomínio um espaço que testemunhe o papel da resistência democrática à ditadura. Deu conta dos contactos estabelecidos com a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e o promotor imobiliário, e como foi possível estabelecer um protocolo tripartido no sentido de concretizar esse espaço de memória e lhe conferir a dignidade indispensável. </p>
<p>Chegado a esse ponto, o processo entrou num impasse devido à incapacidade da CML e o promotor chegarem a um entendimento suficientemente claro quanto à definição jurídico-administrativa a conferir ao futuro espaço museológico. As conversações arrastam-se desde Maio de 2006, daí a necessidade de repor o assunto na praça pública. Daí a justificação daquela concentração. </p>
<p>O Movimento, reforçado com a adesão popular que a sua iniciativa alcançou, vai insistir com os seus interlocutores para que assumam os seus compromissos e dêem os passos necessários para que o projecto museológico se torne numa realidade a muito curto prazo.</p>
<p>Por isso, e para lá destes contactos, o Movimento vai avançar para estudos concretos quanto ao desenho a conferir ao espaço – já referenciado – onde há-de construir-se a memória da liberdade que naquele lugar venceu a tortura.</p>
<p>O primeiro passo nesse sentido vai dar-se no próximo 16 de Maio, com a realização de um colóquio na sede da Ordem dos Arquitectos (Edifício dos Banhos de São Paulo – Travessa do Carvalho, 23, em Lisboa), onde o grupo técnico, que o Movimento já mobilizou para esse trabalho, porá em discussão pública as ideias que já concebeu para um espaço que se quer que seja um hino à liberdade e à democracia.</p>
<p>No final, num gesto espontâneo de respeito e amor, os cravos foram colocados junto ao edifício.</p>
<p>[ fotografias <a href="http://www.flickr.com/photos/maismemoria/tags/DesfileAntonioMariaCardoso20070425/show/">aqui</a> ]</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maismemoria.org/mm/2007/04/26/desfile-a-antonio-maria-cardoso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Manifestação do 25 de Abril</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2007/04/26/a-manifestacao-do-25-de-abril/</link>
		<comments>http://maismemoria.org/mm/2007/04/26/a-manifestacao-do-25-de-abril/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2007 08:42:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicados]]></category>
		<category><![CDATA[destacado]]></category>
		<category><![CDATA[documentos]]></category>
		<category><![CDATA[intervenções]]></category>
		<category><![CDATA[ultimas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maismemoria.org/mm/2007/04/26/a-manifestacao-do-25-de-abril/</guid>
		<description><![CDATA[A Manifestação do 25 de Abril contou com milhares de pessoas que quiseram, mais uma vez, manifestar a alegria da libertação, a celebração da Democracia e a afirmação da Liberdade O Movimento Não Apaguem a Memória! esteve presente ao lado dos milhares de cidadãos e cidadãs que inundaram a Av. da Liberdade, em Lisboa. Sindicatos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Manifestação do 25 de Abril contou com milhares de pessoas que quiseram, mais uma vez, manifestar a alegria da libertação, a celebração da Democracia e a afirmação da Liberdade</p>
<p><a href='http://www.flickr.com/photos/maismemoria/tags/25deAbril20070425/show/' title='Desfile do 25 de Abril (2007)' target="_blank"><img src='http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2007/04/25deabrilde2007.jpg' alt='Desfile do 25 de Abril (2007)' /></a></p>
<p><strong><em>O Movimento Não Apaguem a Memória!</em></strong> esteve presente ao lado dos milhares de cidadãos e cidadãs que inundaram a Av. da Liberdade, em Lisboa.</p>
<p>Sindicatos, Partidos, Movimentos Cívicos, reivindicações das  chamadas “minorias”, Imigrantes e cidadãos anónimos juntaram-se para comemorar a data em que Portugal passou a ser uma nação, mais uma vez, orgulhosa de si e da sua história.</p>
<p>Num dia bonito, em que a luz única desta cidade brilhou, o 25 de Abril de 1974 foi recordado e defendido pelo povo da cidade de Lisboa.</p>
<p><strong>25 de Abril Sempre, Fascismo Nunca Mais!</strong> foi a palavra de ordem mais gritada.</p>
<p>Vale a pena guardar estas imagens.</p>
<p>[ fotografias <a href="http://www.flickr.com/photos/maismemoria/tags/25deAbril20070425/show/">aqui</a> ]</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maismemoria.org/mm/2007/04/26/a-manifestacao-do-25-de-abril/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>25 de Abril [Porto]</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2007/04/24/25-de-abril-porto/</link>
		<comments>http://maismemoria.org/mm/2007/04/24/25-de-abril-porto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Apr 2007 08:35:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[agenda]]></category>
		<category><![CDATA[comunicados]]></category>
		<category><![CDATA[documentos]]></category>
		<category><![CDATA[intervenções]]></category>
		<category><![CDATA[porto]]></category>
		<category><![CDATA[ultimas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maismemoria.org/mm/2007/04/24/25-de-abril-porto/</guid>
		<description><![CDATA[33º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO DE 25 DE ABRIL O núcleo do Porto do movimento Não Apaguem a memória!, de acordo com as suas finalidades de perpetuar a memória da resistência à opressão do Estado Novo e valorizar a luta de todos os antifascistas, apela à participação nas comemorações populares do 25 de Abril no Porto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>33º  ANIVERSÁRIO  DA<br />
REVOLUÇÃO   DE   25   DE   ABRIL</strong></p>
<p>O núcleo do Porto do movimento Não Apaguem a memória!, de acordo com as suas finalidades de perpetuar a memória da resistência à opressão do Estado Novo  e valorizar a luta de todos os antifascistas, apela à participação nas comemorações populares do 25 de Abril no Porto.</p>
<p>O programa engloba a Festa Popular da noite de 24, a Homenagem aos Resistentes Anti-fascistas, o Desfile Cívico e a Festa do 25 de Abril.</p>
<p><span id="more-191"></span><br />
<strong>24 de Abril de 2007</strong><br />
          Praça General Humberto Delgado</p>
<p>21h 30m &#8211; Grupo Índico<br />
22h 30m &#8211; Tributo a Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira<br />
23h 30m &#8211; Coral de Letras da Universidade do Porto<br />
24 horas &#8211; Fogo de artifício</p>
<p><strong>25 de Abril de 2007</strong><br />
Praça Soares dos Reis, junto ao edifício da PVDE/PIDE/DGS</p>
<p>14  h &#8211;  montagem de banca do Núcleo do Porto do<br />
            &#8220;Não Apaguem  a memória!&#8221;<br />
14h 30m &#8211; Homenagem aos Resistentes Anti-fascistas<br />
15h 30m &#8211; Desfile cívico, partindo do largo Soares dos Reis e seguindo<br />
                  pelas  ruas  da  cidade até  à  Praça  da  Liberdade/Avenida<br />
                  dos Aliados<br />
16h 30m &#8211; Festa Popular,  na Avenida dos Aliados,  com  intervenções<br />
                  das entidades promotoras e animação variada</p>
<p>                  NÃO APAGUEM A MEMÓRIA!<br />
                                 Núcleo do Porto</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maismemoria.org/mm/2007/04/24/25-de-abril-porto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Borges Coelho evoca o papel do Tribunal Plenário da Boa Hora</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2006/12/08/borges-coelho-evoca-o-papel-do-tribunal-plenario-da-boa-hora/</link>
		<comments>http://maismemoria.org/mm/2006/12/08/borges-coelho-evoca-o-papel-do-tribunal-plenario-da-boa-hora/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Dec 2006 13:12:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boa Hora]]></category>
		<category><![CDATA[actividades]]></category>
		<category><![CDATA[destacado]]></category>
		<category><![CDATA[documentos]]></category>
		<category><![CDATA[intervenções]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://maismemoria.org/mm/2006/12/08/borges-coelho-evoca-o-papel-do-tribunal-plenario-da-boa-hora/</guid>
		<description><![CDATA[Em nome das vítimas dos Tribunais Plenários, dos mortos e dos vivos, saúdo os juízes do Tribunal da Boa Hora que quiseram activar a memória dos tempos sombrios. As vítimas que represento foram neste local gravemente ofendidas na sua dignidade e no seu próprio corpo. Avivar, hoje e aqui, a memória constitui, pois, um acto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2006/12/20061206_borges_coelho.jpg"><img id="image129" src="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2006/12/20061206_borges_coelhow.jpg" alt="Borges Coelho, intervenção na Boa Hora" style="float:left;" hspace="6" vspace="4" /></a>Em nome das vítimas dos Tribunais Plenários, dos mortos e dos vivos, saúdo os juízes do Tribunal da Boa Hora que quiseram activar a memória dos tempos sombrios. As vítimas que represento foram neste local gravemente ofendidas na sua dignidade e no seu próprio corpo. Avivar, hoje e aqui, a memória constitui, pois, um acto necessário e exemplar de cidadania.</p>
<p>Os presos políticos, mulheres e homens, que durante dezenas de anos pisaram a barra deste tribunal, não eram gente vencida. Tinham experimentado os perigos da luta contra a ditadura e o rigor da vida clandestina. Tinham suportado a prisão, os espancamentos, a tortura da estátua, os meses de isolamento nos buracos do Aljube ou em Caxias. Muitas vezes chegavam aqui ainda com as marcas da tortura.<br />
<span id="more-131"></span></p>
<p>Esta sala, que foi do Tribunal Plenário, era previamente ocupada por agentes da polícia. Um deles escrevia o relatório pormenorizado da audiência e não se coibia de comentar a actuação dos próprios juízes. Mas a polícia não podia impedir a presença de assistentes incómodos. Desde logo, a dos advogados que gratuitamente e com elevado risco assumiam a defesa dos réus. Depois, a das testemunhas que louvavam a conduta ética dos acusados e por vezes defendiam a justeza das ideias que eles professavam. Algumas testemunhas saíam directamente da sala de audiências para o calabouço. E havia ainda os olhos e os ouvidos dos que conseguiam vencer a barreira.</p>
<p>Os “julgamentos” começavam com a entrada do Promotor e dos Juízes do Tribunal Plenário. Entravam sem venda nos olhos e sem balança. Sabiam ao que vinham: julgar mulheres e homens cujos processos tinham sido instruídos, não por juízes, mas por agentes e inspectores da polícia política. E de que crimes eram essas mulheres e homens acusados? Do crime de exprimirem por palavras e escritos a liberdade de pensamento, do crime de exercerem a liberdade de reunião e de associação.</p>
<p>Os Tribunais Plenários integravam-se no sistema de terror, legitimando-o. </p>
<p>No decorrer da audiência os acusados acusavam. A televisão não estava lá para abrir uma janela para o mundo; a imprensa silenciava; o país seguia cabisbaixo. Mas as vozes daqueles que aqui se ergueram acusando ecoaram fundo no coração de muitos portugueses. Não vou referir nomes. Alguns têm o seu lugar na nossa história. Hoje lembro somente aqueles que acusaram e de que ninguém fala. Por vezes agredidos e empurrados para o calabouço.</p>
<p>Estas paredes assistiram a muita agonia, a opressão, a desprendimento total das coisas terrenas, a gestos comoventes de sacrifício e dedicação aos outros.</p>
<p>Mulheres e homens que nada tinham senão os corpos e a mente indicavam com o seu sacrifício que há momentos em que é preciso dizer não para que a água da vida corra limpa.</p>
<p>Vinham de todas as camadas sociais mas predominavam os camponeses, os operários, os intelectuais e os jovens. Recordo-os a todos como pessoas nas suas diferenças sociais e políticas e queria com estas palavras erguer um longo mural que chamasse, um a um, todos os nomes.<br />
Eles assumiam, letrados ou não, a dignidade antiga e quase sagrada de Sócrates perante os quinhentos juízes do tribunal de Atenas.</p>
<p>No final do espectáculo, o Tribunal Plenário condenava as vítimas a anos e anos de prisão, a que acrescentava as medidas de segurança de seis meses a três anos, renováveis tantas vezes quantas a polícia política decidisse com a dócil assinatura dos servidores do Plenário. </p>
<p>Renovo a saudação a todos quantos participaram nesta breve memória dos tempos sombrios. Mas as últimas palavras reservo-as para a primeira noite dos condenados depois da leitura da sentença: embrulhados nas mantas imundas, cortados da vida, sem outro futuro à vista que não o do cárcere e o da “fé”. </p>
<p><a href="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2006/12/20061206_borges_coelho2.jpg"><img id="image132" src="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2006/12/20061206_borges_coelho2w.jpg" alt="Borges Coelho, intervenção na Boa Hora" /></a></p>
<p>6-12-06</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://maismemoria.org/mm/2006/12/08/borges-coelho-evoca-o-papel-do-tribunal-plenario-da-boa-hora/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
