O núcleo do Porto do movimento cívico Não Apaguem a Memória! realizará na tarde de sábado 22 de Maio, a partir das 15 horas e 30 minutos, na sede do Sindicato de Professores do Norte, uma sessão comemorativa da fundação da Intersindical. Mais uma vez se comemora a resistência ao fascismo dando voz aos que lutaram activamente contra o sistema.
Dado que no próximo mês de Outubro se completam 40 anos da fundação da Intersindical, visa-se aprofundar a memória histórica das lutas laborais através dos depoimentos de alguns dos que fundaram, em 1970, a central sindical dos trabalhadores portugueses. Os seus testemunhos constituem um património imaterial carregado de sentido histórico que deve ser preservado e transmitido às gerações mais jovens.
O colóquio terá lugar no Auditório do Sindicato de Professores do Norte, na Rua D. Manuel II, 51-C 2º andar, no Porto. Espera-se a presença de activistas pela emancipação dos trabalhadores no decorrer do último ciclo do fascismo português.
O núcleo do Porto da associação
Movimento “Não Apaguem a Memória!”

25 de Abril de 2009
Companheiros do núcleo do Porto, presentes no desfile cívico comemorativo do 25 de Abril, cortejo que percorreu algumas ruas da cidade, desde o Largo Soares dos Reis, junto à sede da PIDE, até à Praça da Liberdade, onde decorreu a Festa Popular.
[ Autoria da foto: Henrique Borges ]

visita à sede da Pide
A sessão pública realizada na tarde de sábado, 18 de Abril, participada por 43 pessoas, enriqueceu-se com os preciosos testemunhos de protagonistas da luta política anti-fascista que, nos anos 60 e 70, foram encarceradas nas instalações da PIDE/DGS do Porto e lá sofreram as humilhações, insultos e torturas que eram característicos métodos da polícia política do regime fascista português.
Francisco Cachapuz, Maria José Ribeiro, Jorge Carvalho, que foram entrevistados para a RTP, e também Joaquim Faria e Fernando Morais partilharam com os presentes as suas memórias do cárcere.

visita à sede da Pide
A visita aos espaços correspondentes às várias zonas da sede da PIDE do Porto permitiu o reconhecimento das celas de isolamento, do lugar onde se situava o parlatório, das salas “colectivas”, dos gabinetes de interrogatório e de tortura, bem como a sua comparação com o actual edificado, pertencente ao Ministério da Defesa e abrigando o Museu Militar do Porto.
Foram explicadas as estratégias de actuação dos agentes, referenciadas as variadas tipologias de tortura e relembradas as fugas bem sucedidas dos presos políticos. Foi um acto cívico de afirmação dos valores de liberdade e, simultaneamente, uma lição de história pela voz dos seus próprios actores.
[ ver nota à imprensa sobre a visita ]