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	<title>Movimento Cívico Não Apaguem a Memória!</title>
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	<description>Porque sem memória não há futuro.</description>
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		<title>25 de Abril no Porto</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 13:54:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[25 de Abril de 2009
Companheiros do núcleo do Porto, presentes no desfile cívico comemorativo do 25 de Abril, cortejo que percorreu algumas ruas da cidade, desde o Largo Soares dos Reis, junto à sede da PIDE, até à Praça da Liberdade, onde decorreu a Festa Popular.
[ Autoria da foto: Henrique Borges ]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/06/25abril2009porto.jpg"><img src="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/06/25abril2009porto-300x225.jpg" alt="25 de Abril no Porto" title="25 de Abril no Porto" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-846" /></a><br />
25 de Abril de 2009<br />
<em>Companheiros do núcleo do Porto, presentes no desfile cívico comemorativo do 25 de Abril, cortejo que percorreu algumas ruas da cidade, desde o Largo Soares dos Reis, junto à sede da PIDE, até à Praça da Liberdade, onde decorreu a Festa Popular.</em><br />
[ Autoria da foto: Henrique Borges ]</p>]]></content:encoded>
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		<title>Nota da Direcção do NAM</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 15:38:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A assinatura de um protocolo de colaboração entre a Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! e a Câmara Municipal de Lisboa, hoje celebrado, para a realização da exposição “A Voz das Vítimas” no Aljube, a feitura de roteiros da memória em Lisboa e a inauguração de um memorial às vítimas da PIDE, é o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A assinatura de um protocolo de colaboração entre a Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! e a Câmara Municipal de Lisboa, hoje celebrado, para a realização da exposição “A Voz das Vítimas” no Aljube, a feitura de roteiros da memória em Lisboa e a inauguração de um memorial às vítimas da PIDE, é o resultado de três anos e meio de esforços de centenas de activistas do NAM. Sem a acção de protesto contra a transformação da ex-sede da PIDE em condomínio fechado, realizada em 5 de Outubro de 2005, junto daquele edifício, por um punhado de antifascistas, não se falaria hoje tanto na preservação da memória dos crimes da ditadura e da resistência antifascista. A entrega do edifício do Aljube à Câmara Municipal de Lisboa e o seu compromisso de ali instalar o tão desejado Museu da Resistência e da Liberdade em 2011, tem um alto significado para os ex-presos políticos, para os capitães de Abril e para todos os antifascistas.</p>
<p>A Direcção da Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória!, orgulhosa do protocolo alcançado, vem agradecer publicamente o papel primordial dos primeiros activistas do NAM, constantes da acta da reunião fundadora do Movimento Cívico “Não apaguem a Memória!”, realizada em 8/10/2005, e, através deles, todos quantos colaboraram, desde essa data, na luta pelo Museu da Resistência e da Liberdade. Sem eles, nada disto teria sido alcançado. Eis os seus nomes:</p>
<p>Ana Gaspar, Artur Pinto, Catarina Prista, Garcia Pereira, Henrique Sousa, João Almeida, Júlia Coutinho, Lúcia Esaguy, Maria Emília Neves, Marília Lopes Guerra, Martins Guerreiro, Villalobos Filipe e Vítor Santos.</p>
<p>Uma última palavra de apreço ao coronel Vasco Lourenço e à Associação 25 de Abril, pela disponibilidade manifestada para que o NAM pudesse ter funcionado na sua sede durante um largo período. </p>
<p>A Direcção da Associação &#8211; Movimento Cívico Não Apaguem a Memória!</p>
<p>14 de Maio de 2009.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Simpósio Internacional sobre o Tarrafal</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 13:33:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[local: ANTIGO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO TARRAFAL
(28/04/ a 01/05/2009)
Com o alto patrocínio do Presidente da República de Cabo Verde e do Ministério da Cultura de Cabo Verde, de Angola e Governo de Timor Leste, organizado pelo Fundação Amílcar Cabral e Fundação Mário Soares, contando com o apoio da Fundação Agostinho Neto, Fundação Eduardo dos Santos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><small><a href="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/05/simposio_tarrafal28abra1maio2009-060.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-837" title="simposio_tarrafal28abra1maio2009-060" src="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/05/simposio_tarrafal28abra1maio2009-060-300x225.jpg" style="margin:3px; float:right; " alt="simposio_tarrafal28abra1maio2009-060" width="300" height="225" /></a>local: ANTIGO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO TARRAFAL<br />
(28/04/ a 01/05/2009)</small></p>
<p>Com o alto patrocínio do Presidente da República de Cabo Verde e do Ministério da Cultura de Cabo Verde, de Angola e Governo de Timor Leste, organizado pelo Fundação Amílcar Cabral e Fundação Mário Soares, contando com o apoio da Fundação Agostinho Neto, Fundação Eduardo dos Santos, Fundação Sagrada Esperança, Liga dos Antigos Combatentes de Angola e CODESRIA, realizou-se entre 28 de Abril e 01 de Maio de 2009, nas antigas instalações do Campo de Concentração do Tarrafal, um Simpósio Internacional sobre o Tarrafal com o objectivo de homenagear todos quantos sofreram neste local as agruras do fascismo e do colonialismo, quando se passam 35 anos do seu encerramento. Para tal, foram convidados os ex-presos sobreviventes e outras personalidades, tendo comparecido em grande número.</p>
<p><span id="more-834"></span>As Palavras de Boas-Vindas foram proferidas pelo Coordenador da Comissão Organizadora do Simpósio, <strong>Dr. Álvaro Tavares</strong>.</p>
<p>Na sessão de abertura, ouviram-se intervenções dos Ministros da Cultura de Cabo Verde, <strong>Dr. Manuel Veiga</strong>, de Angola, <strong>Dra. Rosa Cruz e Silva</strong>, da Guiné-Bissau, <strong>Dr. Aristides Ocante da Silva</strong>. De seguida, tomou a palavra o Primeiro-Ministro de Cabo Verde, <strong>Dr. José Maria Neves</strong>, que também homenageou algumas figuras da Vila do Tarrafal, pelo conforto moral e solidariedade prestados aos presos do Campo de Concentração durante os longos anos de reclusão.</p>
<p><a href="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/05/simposio_tarrafal28abra1maio2009-067.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-838" title="simposio_tarrafal28abra1maio2009-067" src="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/05/simposio_tarrafal28abra1maio2009-067-300x225.jpg" style="margin:3px; float:right; " alt="simposio_tarrafal28abra1maio2009-067" width="300" height="225" /></a>O Simpósio constou de <strong>4 Painéis Temáticos</strong>.</p>
<p>O <strong>Primeiro Painel</strong>, intitulado “A GERAÇÃO DA UTOPIA E O DEVER DE MEMÓRIA” foi iniciado com a intervenção do poeta Mário Fonseca que procedeu ao enquadramento político e ideológico do Movimento de Libertação Nacional nas Colónias Africanas de Portugal, destacando o papel dos seus Pais-Fundadores e primeiros dirigentes.</p>
<p><strong>Aurélio Santos</strong>, lutador antifascista português, na altura dirigente da Rádio Portugal Livre, hoje dirigente da <strong>URAP (União de Antifascistas Portugueses)</strong>, foi o orador que se seguiu. O drama dos primeiros presos políticos portugueses enviados para este Campo da Morte Lenta, assim como a adesão do regime de Salazar aos princípios e práticas do Nazismo e do Fascismo foi a substância da sua intervenção. Recordou, porém, também, o modo como os restos mortais daqueles que pereceram no Campo foram recebidos em Portugal, depois da Vitória da Liberdade, com a eclosão do 25 de Abril de 1974.</p>
<p>Outro lutador antifascista português, <strong>Raimundo Narciso</strong>, da <strong>Acção Revolucionária Armada (ARA)</strong>, hoje presidente da Associação-Movimento Cívico “<strong>Não Apaguem a Memória</strong>”, concentrou-se sobre questões como o heroísmo dos resistentes portugueses e o modo abnegado como enfrentaram o horror do fascismo. Particularizou, porém, as figuras de Edmundo Pedro (hoje com 90 anos de idade) e seu pai, Gabriel Pedro, ambos deportados para o Tarrafal. Fez ainda referência à transformação do antigo Campo de Concentração do Tarrafal em Campo de Trabalho de Chão Bom, por determinação do então Ministro do Ultramar, Adriano Moreira. Lembrou os laços de solidariedade entre os combatentes antifascistas e os lutadores pelas independências das antigas colónias portuguesas.</p>
<p><strong>João Pedro Lourenço</strong>, Director do Museu da Escravatura de Angola, traçou um roteiro do Movimento de Libertação angolano, referindo, em especial, o papel daqueles que definiram o seu perfil e traçaram os seus caminhos. Aludiu a um certo “discurso revisionista” sobre o significado do Tarrafal daqueles que hoje procuram apresentar uma imagem “adocicada” do Campo de Concentração, adulterando cinicamente o seu significado.</p>
<p>Seguiu-se a intervenção do historiador <strong>Julião de Sousa</strong>, da Guiné-Bissau, com uma retrospectiva do processo de criação do PAIGC, a partir de núcleos clandestinos em Bissau. Recordou o período e a forma de encaminhamento dos presos guineenses para o Campo de Concentração do Tarrafal. Fez uma pequena resenha da vida dos presos da Guiné-Bissau, mostrando a contradição entre a imagem que o regime procurava apresentar ao mundo e o que realmente se passava. Terminou recordando a decisão do então Governador da Guiné de retirar do Campo os prisioneiros da Guiné-Bissau, voltando alguns a ser encarcerados.</p>
<p>Teve também lugar a intervenção da historiadora <strong>Nélida Brito</strong>, concentrando-se no período do Campo de Concentração desde a sua fundação, em 1936, até ao seu primeiro encerramento, em 1954. Deu muito realce às cerimónias fúnebres dos prisioneiros mortos.</p>
<p>O historiador português <strong>Fernando Rosas</strong> fez uma profunda reflexão sobre alguns conceitos e ideias que estruturam os factos históricos da libertação nacional e social, dando-lhe sentido e vida. Não deixou, porém, de recusar pretensões revisionistas que se tentam fazer da história, banalizando e até mesmo desresponsabilizando a ditadura fascista, ao ponto de, inclusive, se consagrar o nome de Salazar numa praça da terra onde nasceu, precisamente na data da comemoração do 25 de Abril deste ano. A resistência esteve sempre presente e activa até 1974. Abordando o tema da hegemonia da memória, em jeito de remate, concluiu: <em><strong>“Ninguém é dono da memória. Ninguém tem o direito de se colocar como o seu intérprete exclusivo”</strong></em>.</p>
<p>Ouviu-se seguidamente o testemunho de um antigo preso do Campo de Concentração do Tarrafal, <strong>Carlos Tavares</strong>, cabo-verdiano.</p>
<p>No período da Tarde, decorreu o <strong>Segundo Painel</strong>, intitulado “OS IDEIAIS E PRINCÍPIOS”, moderado pelo Presidente da Fundação Amílcar Cabral, Dr. Corsino Fortes.</p>
<p>O primeiro orador foi <strong>Luzolo Kiala</strong>, de Angola, que explanou sobre o tema “Da clandestinidade ao Tarrafal”, traçando o percurso do chamado “Processo dos 50”.</p>
<p>Ouviu-se também a comunicação da Professora <strong>Aurora Ferreira</strong>, numa análise daquilo que denominou “A Recolha de Testemunhos e de Histórias de Vida”.</p>
<p>O último orador deste Painel foi o ex-tarrafalista <strong>Justino Pinto de Andrade</strong>, com uma exposição e análise ao percurso dos angolanos, destacando as diversas faixas etárias a que pertenciam, os sucessivos grupos de chegada, filiações político-partidárias no momento da entrada, libertações, geografia sócio-cultural das prisões, também uma análise por profissões. Terminou recordando o momento da libertação dos últimos presos angolanos, saídos simultaneamente com os últimos presos políticos cabo-verdianos.</p>
<p>Neste Painel, ouviram-se os testemunhos dos ex-presos Luís Fonseca e Jaime Schofied, de Cabo Verde, Karamó Sanhá e Mário Soares, da Guiné-Bissau.</p>
<p>O <strong>Terceiro Painel</strong>, no período da Manhã do dia 30 de Abril, denominado “CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS”, foi moderado pelo Ministro da Cultura da Guiné-Bissau.</p>
<p>O Embaixador <strong>Onésimo Silveira</strong> começou por lembrar o seu relacionamento pessoal com alguns dos presos angolanos do Tarrafal e suas famílias. Falou, depois, da problemática dos direitos humanos, integrando-a na luta dos povos pela sua emancipação. Antes, porém, fez uma incursão teórica nos desenvolvimentos do Estado de Direito.</p>
<p>O jurista angolano <strong>João Pinto</strong> traçou a dimensão poética de Agostinho Neto e o seu impulso à Luta de Libertação Nacional.</p>
<p>O sociólogo <strong>Carlos Cardoso</strong> trouxe ao Simpósio uma mensagem de solidariedade e apoio do CODESRIA, que representou.</p>
<p>O sociólogo <strong>Victor Kajibanga</strong> analisou o facto de os Movimentos de Libertação terem descurado a questão da democracia e os direitos humanos. Esboçou um perfil dos Estados e das classes dirigentes africanas no período pós-independência.</p>
<p>O também sociólogo <strong>Paulo de Carvalho</strong> interveio para falar sobre “Cidadania e Direitos Humanos na Angola Contemporânea”, descrevendo a evolução política desde a independência e o modo como se foram produzindo alterações no que respeita aos direitos humanos.</p>
<p><strong>Domingos Abrantes</strong>, resistente português, lançou um olhar sobre o passado e a luta dos resistentes comunistas portugueses, destacando o papel daqueles que foram deportados para o Tarrafal.</p>
<p><strong>Dany Landim</strong>, professora de história, cabo-verdiana, fez uma resenha histórica do Campo e insistiu na necessidade de serem reforçados os conteúdos históricos sobre a resistência e a luta de libertação.</p>
<p>A historiadora portuguesa, <strong>Irene Pimentel</strong>, estabeleceu a relação entre a memória e a história. Recordou a necessidade de se distinguir um “Campo de Concentração” de um “Campo de Extermínio” e procedeu à caracterização do Campo de Concentração do Tarrafal.</p>
<p>Ouviram-se testemunhos de <strong>Edmundo Pedro</strong>, de Portugal, <strong>Fernando Tavares</strong>, <strong>Eulália Freire (Nha Beba)</strong>, e <strong>Pedro Martins</strong>, de Cabo Verde, bem como <strong>Manuel Pedro Pacavira</strong>, de Angola</p>
<p>“QUE FUTURO PARA O CAMPO DO TARRAFAL?” foi o quadro em que se inseriu o <strong>Quarto Painel</strong>, no período da Tarde, com 4 intervenções: <strong>José Vicente Lopes</strong>, de Cabo Verde, apresentou a sua “Recolha de Testemunhos”; <strong>Antoninho Baptista</strong>, de Timor-Leste, falou sobre o “Arquivo &amp; Museu da Resistência Timorense”; <strong>Alfredo Caldeira</strong>, de Portugal, desenvolveu a questão do “Dever de Memória” e do direito à memória, sublinhando que memória sem liberdade e democracia é tão só propaganda; <strong>Carlos Carvalho</strong>, Presidente do Instituto de Investigação e Património Cultural de Cabo Verde, apresentou o “Projecto do Ministério da Cultura de Cabo Verde sobre o Campo de Concentração do Tarrafal”. Este Painel foi moderado pelo Ministro da Cultura de Cabo Verde.</p>
<p>O último dia do Simpósio constou da sessão de encerramento, que foi presidida por Sua Excelência o Presidente da República de Cabo Verde, <strong>Pedro Pires</strong>, e teve também a honrosa presença de Sua Excelência o <strong>Dr. Mário Soares</strong>, ex-Presidente da República de Portugal, que dedicaram aos presentes palavras de agradecimento e regozijo pela forma como decorreram os trabalhos, estimulando à consecução dos objectivos pretendidos.</p>
<p>A Análise Geral do Simpósio permitiu extrair as seguintes <strong>Recomendações</strong>:</p>
<ul>
<li>Destapar e colocar em espaço de memória os outros “Tarrafais” espalhados pelo mundo, e em particular nos países integrantes da CPLP, tais como Ilha das Galinhas, na Guiné-Bissau, Campos de S. Nicolau, Missonbo e Colónia Penal do Bié, em Angola, Machava, em Moçambique, Vikeke e Ataúro, em Timor-Leste, e Tarrafal de S. Nicolau, em Cabo Verde;</li>
<li>Manifestar o seu repúdio pela crescente utilização de campos de concentração e de tortura em conflitos recentes;</li>
<li>Legislação apropriada e multinacional (Portugal, Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau) para garantir o carácter perene da importância do Campo de Concentração do Tarrafal, para que o seu destino não dependa das vicissitudes e vontades circunstanciais dos respectivos governos;</li>
<li>Assegurar a integridade das instalações de Campo, tal como se encontravam no momento da sua libertação;</li>
<li>Que o Campo se torne um espaço de memória de todos aqueles que aqui sofreram, fazendo dele um espaço memorial da conquista da Liberdade;</li>
<li>Que seja criado, dentro do Campo de Concentração do Tarrafal, um Museu da Resistência e da Liberdade;</li>
<li>Que se crie dentro do Campo um Centro Internacional de pesquisa da Luta pelas Independências;</li>
<li>Criar no espaço envolvente do Campo, áreas dedicadas às Crianças e à Juventude para que elas possam apreender melhor a História;</li>
<li>Criar nos terrenos adjacentes ao Campo valências capazes de assegurar a sustentabilidade do Campo;</li>
<li>Inserir nos compêndios escolares mais matérias sobre a História e as Lutas de Libertação Nacional dos nossos países;</li>
<li>O Simpósio apela aos governos de Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau e Portugal para que assegurem os encargos de edificação e manutenção do Campo de Concentração do Tarrafal como Memorial da Luta comum dos nossos povos.</li>
</ul>
<p>Tarrafal, a 01 de Maio de 2009<br />
Os Participantes</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>NAM assina Protocolo com a CM de Lisboa</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 08:36:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No dia 25 de Abril de 2009, às 18h, no Espaço Justiça &#8211; Ministério da Justiça, na Praça do Comércio, em Lisboa, a Associação – Movimento Cívico NÃO APAGUEM A MEMÓRIA! assina um protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa, que tem por objecto definir as condições de colaboração para a preservação da Memória Histórica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>No dia 25 de Abril de 2009, às 18h, no Espaço Justiça &#8211; Ministério da Justiça, na Praça do Comércio, em Lisboa, a Associação – Movimento Cívico NÃO APAGUEM A MEMÓRIA! assina um protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa, que tem por objecto definir as condições de colaboração para a preservação da Memória Histórica da Resistência, que compreende:</div>
<div>
<ul>
<li>Criação do futuro Museu Municipal da República, Resistência e Liberdade, nas instalações da antiga Cadeia do Aljube;</li>
<li>Realização da exposição “A Voz das Vítimas”, de 25 de Abril de 2010 a 25 de Abril de 2011, no Aljube, em parceria com a Fundação Mário Soares e o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no âmbito das Comemorações do Centenáro da Republica;</li>
<li>Edificação de um Memorial às vítimas da PIDE/DGS na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa;</li>
<li>Elaboração de um Roteiro sobre os locais de resistência em Lisboa.</li>
</ul>
</div>
<div>Será também assinado um protocolo entre os Ministérios da Justiça e das Finanças e a CML, para que esta assuma a propriedade do edifício da antiga Cadeia do Aljube com o objectivo de aí vir a sediar o referido museu.</div>
<div>A Direcção</div>
<p><small>[ <a href='http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/04/protocolo_cml_nam.pdf'>Protocolo entre a CML e o NAM</a> (em formato PDF) ]</small></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Visita à sede da delegação do Porto da PIDE</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2009/04/20/visita-a-sede-da-delegacao-do-porto-da-pide/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 13:40:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A sessão pública realizada na tarde de sábado, 18 de Abril, participada por 43 pessoas, enriqueceu-se com os preciosos testemunhos de protagonistas da luta política anti-fascista que, nos anos 60 e 70, foram encarceradas nas instalações da PIDE/DGS do Porto e lá sofreram as humilhações, insultos e torturas que eram característicos métodos da polícia política [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_820" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/04/fotospide20090418b.jpg"><img src="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/04/fotospide20090418b-300x172.jpg" alt="visita à sede da Pide" title="fotospide20090418b" width="300" height="172" class="size-medium wp-image-820" /></a><p class="wp-caption-text">visita à sede da Pide</p></div>A sessão pública realizada na tarde de sábado, 18 de Abril, participada por 43 pessoas, enriqueceu-se com os preciosos testemunhos de protagonistas da luta política anti-fascista que, nos anos 60 e 70, foram encarceradas nas instalações da PIDE/DGS do Porto e lá sofreram as humilhações, insultos e torturas que eram característicos métodos da polícia política do regime fascista português.</p>
<p>Francisco Cachapuz, Maria José Ribeiro, Jorge Carvalho, que foram entrevistados para a RTP, e também Joaquim Faria e Fernando Morais partilharam com os presentes as suas memórias do cárcere. <div id="attachment_819" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/04/fotospide20090418.jpg"><img src="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/04/fotospide20090418-300x172.jpg" alt="visita à sede da Pide" title="fotospide20090418" width="300" height="172" class="size-medium wp-image-819" /></a><p class="wp-caption-text">visita à sede da Pide</p></div>A visita aos espaços correspondentes às  várias zonas da sede da PIDE do Porto permitiu o reconhecimento das celas de isolamento, do lugar onde se situava o parlatório, das salas “colectivas”, dos gabinetes de interrogatório e de tortura, bem como a sua comparação com o actual edificado, pertencente ao Ministério da Defesa e abrigando o Museu Militar do Porto.<br />
Foram explicadas as estratégias de actuação dos agentes, referenciadas as variadas tipologias de tortura e relembradas as fugas bem sucedidas dos presos políticos. Foi um acto cívico de afirmação dos valores de liberdade e, simultaneamente, uma lição de história pela voz dos seus próprios actores.</p>
<p>[ ver <a href="http://maismemoria.org/mm/2009/04/17/visita-as-antigas-instalacoes-da-ex-pide-porto/">nota à imprensa sobre a visita</a> ]]]></content:encoded>
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		<title>Visita às antigas instalações da ex-PIDE [Porto]</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 09:15:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[NOTA DE IMPRENSA
VISITA À PIDE
GUIADA POR EX-PRESOS POLÍTICOS
Divulgar entre as gerações mais jovens a memória da resistência ao fascismo é objectivo central do movimento cívico Não Apaguem a Memória, cujo núcleo do Porto dinamiza mais uma visita pública ao edifício onde funcionou a delegação do Porto da PVDE/PIDE/DGS.
A iniciativa terá lugar nas instalações do Museu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/04/cartaz.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-810" title="cartaz da visita ao museu militar do Porto (18 de Abril de 2009)" src="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/04/cartaz-212x300.jpg" alt="cartaz da visita ao museu militar do Porto (18 de Abril de 2009)" width="212" height="300" /></a><strong>NOTA DE IMPRENSA<br />
VISITA À PIDE<br />
GUIADA POR EX-PRESOS POLÍTICOS</strong></p>
<p>Divulgar entre as gerações mais jovens a memória da resistência ao fascismo é objectivo central do movimento cívico <strong><em>Não Apaguem a Memória</em></strong>, cujo núcleo do Porto dinamiza mais uma visita pública ao edifício onde funcionou a delegação do Porto da PVDE/PIDE/DGS.</p>
<p>A iniciativa terá lugar nas instalações do Museu Militar do Porto, na Rua do Heroísmo, correspondente às instalações da ex- PIDE, na tarde de <span style="text-decoration: underline;">sábado 18 de Abril corrente, a partir das 15 horas e 30 minutos</span>.</p>
<p>Esta associação cívica conta com os testemunhos dos protagonistas das lutas pela liberdade e pela democracia, ou seja, com os depoimentos de ex-presos políticos que nesse sinistro edifício foram encarcerados, humilhados e torturados.</p>
<p>Numa perspectiva de educação histórica, visa-se o reforço da nossa identidade democrática bem como a salvaguarda da memória da resistência ao “Estado Novo”, designação que tomou o fascismo português, e o aprofundamento do conhecimento das gerações presentes sobre as realidades do passado.</p>
<p>O Núcleo do Porto do movimento cívico<br />
<strong> <em>Não Apaguem a Memória!</em></strong></p>]]></content:encoded>
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		<title>Edmundo Pedro (Colóquio Tarrafal)</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 20:27:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Intervenção do Edmundo Pedro no Colóquio do Tarrafal na TV do NAM
nota: Os vídeos do Colóquio vão sendo actualizados com os depoimentos na íntegra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/p/4613F72D25BBC238&amp;hl=en"></param><embed src="http://www.youtube.com/p/4613F72D25BBC238&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385"></embed></object> <br /><small>Intervenção do Edmundo Pedro no Colóquio do Tarrafal na TV do NAM</small><br />
<small><em>nota: Os <a href="http://maismemoria.org/mm/2008/12/01/coloquio-tarrafal-%E2%80%93-uma-prisao-dois-continentes/">vídeos do Colóquio</a> vão sendo actualizados com os depoimentos na íntegra.</em></small></p>]]></content:encoded>
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		<title>Movimento pela memória contra obras no cemitério associado à matança de Badajoz</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2009/03/31/movimento-pela-memoria-contra-obras-no-cemiterio-associado-a-matanca-de-badajoz/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 12:25:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Artigo do jornal Público do dia 31 de Março de 2009 &#8211; &#8220;Movimento pela memória contra obras no cemitério associado à matança de Badajoz&#8221; (texto do Carlos Dias e fotografia do Daniel Rocha).

artigo do jornal público (versão PDF)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>Artigo do jornal Público do dia 31 de Março de 2009 &#8211; &#8220;Movimento pela memória contra obras no cemitério associado à matança de Badajoz&#8221; (texto do Carlos Dias e fotografia do Daniel Rocha).</small></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/03/nam-solidariedade-c-badajoz-publico-09-03-31.pdf"><img class="alignnone size-medium wp-image-797" title="imagem do artigo do jornal Público" src="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/03/nam_recortes_publico_20090331_badajoz-300x276.jpg" alt="imagem do artigo do jornal Público" width="300" height="276" /></a><br />
<a href="http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/03/nam-solidariedade-c-badajoz-publico-09-03-31.pdf">artigo do jornal público (versão PDF)</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Luís Fonseca, Colóquio Tarrafal</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2009/03/28/luis-fonseca-coloquio-tarrafal/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 12:24:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Intervenção do Luís Fonseca no Colóquio do Tarrafal na TV do NAM
nota: Os vídeos do Colóquio vão sendo actualizados com os depoimentos na íntegra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/p/E8CFD73E808B0E59&amp;hl=en"></param><embed src="http://www.youtube.com/p/E8CFD73E808B0E59&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385"></embed></object><br /><small>Intervenção do Luís Fonseca no Colóquio do Tarrafal na TV do NAM</small><br />
<small><em>nota: Os <a href="http://maismemoria.org/mm/2008/12/01/coloquio-tarrafal-%E2%80%93-uma-prisao-dois-continentes/">vídeos do Colóquio</a> vão sendo actualizados com os depoimentos na íntegra.</em></small></p>]]></content:encoded>
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		<title>Convocatória para a AG NAM</title>
		<link>http://maismemoria.org/mm/2009/03/25/convocatoria-para-a-assembleia-geral-nam/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 10:47:11 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Assembleia Geral NAM]]></category>
		<category><![CDATA[associacao]]></category>
		<category><![CDATA[comunicados]]></category>
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		<category><![CDATA[ultimas]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos termos do disposto no n.º 1 do art.º 14º dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral ordinária para funcionar no próximo dia 27 de Março de 2009, pelas 20.30H a ter lugar na Rua da Emenda, nº 107 – R/C, ao Chiado, em Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Informações
2. Apreciação e votação do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos termos do disposto no n.º 1 do art.º 14º dos Estatutos, convoco a <strong>Assembleia Geral</strong> ordinária para funcionar no próximo dia <strong>27 de Março</strong> de 2009, pelas <strong>20.30H</strong> a ter lugar na <strong>Rua da Emenda, nº 107 – R/C</strong>, ao Chiado, em Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:</p>
<p>1. Informações<br />
2. Apreciação e votação do relatório e das contas do ano anterior.<br />
3. Apreciação e votação do plano de actividades para o ano de 2009.<br />
4. Mudança da sede da Rua 4 de Infantaria, nº49 &#8211; R/C Dto, em Lisboa para a Rua do Sol ao Rato nº 37 – 2º C 1250-261 Lisboa<br />
5. Outros assuntos</p>
<p>Se à hora marcada não se encontrarem presentes mais de metade dos Associados com direito a voto, a Assembleia Geral funcionará meia hora depois com os Associados presentes.</p>
<p>Lisboa, 13 de Março de 2009</p>
<p>A Presidente da Assembleia Geral<br />
<em>Isabel Patrício</em></p>
<p>Estão disponíveis na nossa página: o  <a href="http://maismemoria.org/mm/2009/03/25/relatorio-de-actividades-de-maio-de-2008-a-marco-de-2009/">Relatório de Actividades de Maio de 2008 a Março de 2009</a> e o <a href="http://maismemoria.org/mm/2009/03/25/plano-de-actividades-do-nam-para-2009/">Plano de Actividades do NAM para 2009</a>.</p>]]></content:encoded>
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