A Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória – NAM, constituiu-se em 17 de Maio de 2008, com a eleição dos seus corpos sociais. A Associação resultou da transformação do Movimento com o mesmo nome que teve a sua origem em 5 de Outubro de 2005.

 

A Carta do Movimento, definidora dos princípios gerais que orientavam a sua organização e funcionamento, dá uma informação do modo como surgiu:

 

“Face à tentativa de apagamento da memória da resistência ao fascismo, um grupo de cidadãos manifestou-se publicamente junto à antiga sede da PIDE/DGS, em 5 de Outubro de 2005, para protestar contra a transformação daquele edifício em condomínio fechado, sem que fosse assegurada uma adequada menção ao sofrimento causado a tantas portuguesas e portugueses pela polícia política do regime ditatorial.

Desta iniciativa cívica nasceu o Movimento Cívico “Não Apaguem a Memória!”, motivado pela exigência da salvaguarda, investigação e divulgação da memória da resistência antifascista e que considera ser responsabilidade do Estado, do conjunto dos poderes públicos e da sociedade a preservação condigna dessa memória.

Porque sem memória não há futuro.”

 

O Movimento contou com o apoio logístico da Associação 25 de Abril, e também do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) em cujas instalações reuniu até à sua passagem a Associação.

 

A partir de meados de 2007 começou a sentir-se a necessidade de dar maior consistência jurídica ao Movimento e começou a discutir-se quer em plenários quer na Comissão de Ligação (órgão de coordenação e de direcção mitigada) a forma legal que deveria assumir o movimento. Prevaleceu a forma associação. Este processo de discussão e consulta decorreu entre meados de 2007 e Fevereiro de 2008. Foi um processo muito aberto e participado, no entanto, não foi possível reunir consenso e algum dos seus membros não concordaram com a transformação.

 

Em 24 de Fevereiro de 2008 teve lugar a assembleia constitutiva da associação que aprovou os estatutos, o regulamento geral e elegeu uma comissão instaladora que preparou as eleições que elegeram, em 17 de Maio de 2008, a única lista concorrente com 178 votos favoráveis e 10 votos em branco.

 

A composição dos órgãos sociais eleitos e o programa com que se candidataram encontram-se disponíveis neste site assim como outra informação sobre a actividade da associação da qual se sublinha:

  • Aprovação de uma Resolução Parlamentar (24/2008 de 26 de Junho) que vincula os órgãos do Estado ao dever de preservação da Memória da luta pela liberdade. Foi o culminar de um processo que teve início numa petição que recolheu 5 mil assinaturas e foi entregue na AR em 2006-07-26.
  • Conjunto de actividades e acções junto dos órgãos do poder central e local no sentido, em especial, da criação de um museu da Resistência e da Liberdade na Antiga Cadeia do Aljube, criação de um núcleo museológico no condomínio privado erguido no local da sede da PIDE e de um memorial às suas vítimas.
  • Apresentação de projectos para aquisição de meios para objectivos ligados à musealização do Aljube de Lisboa, roteiros da memória, materiais didácticos para as escolas tendentes a evitar o apagamento da luta pela liberdade durante o regime das ditadura, ao longo de metade do século XX.
  • Colóquio internacional na Assembleia da República, no dia 29 de Outubro, intitulado Tarrafal: Uma prisão dois continentes.”
outros documentos:



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