{"id":126,"date":"2006-11-28T12:13:17","date_gmt":"2006-11-28T11:13:17","guid":{"rendered":"http:\/\/maismemoria.org\/mm\/2006\/11\/28\/plenario-do-movimento-civico-nao-apaguem-a-memoria\/"},"modified":"2006-11-28T12:13:17","modified_gmt":"2006-11-28T11:13:17","slug":"plenario-do-movimento-civico-nao-apaguem-a-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/2006\/11\/28\/plenario-do-movimento-civico-nao-apaguem-a-memoria\/","title":{"rendered":"Plen\u00e1rio do Movimento C\u00edvico N\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria!"},"content":{"rendered":"<p><strong>Data: 4\u00aa feira, 29 de Novembro, \u00e0s 21h<br \/>\nLocal: Associa\u00e7\u00e3o 25 de Abril<br \/>\nRua da Miseric\u00f3rdia, 95 \u2013 Lisboa (<em>no Chiado<\/em>)<\/strong><\/p>\n<p>Terminada a ronda parlamentar com todos os grupos, o Movimento C\u00edvico <em>N\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria!<\/em>  vai iniciar contactos com o Governo no sentido de sensibilizar  para os principais pontos que constam da agenda do Movimento. Para fazer o balan\u00e7o das iniciativas em curso e perspectivar as que nos est\u00e3o mais pr\u00f3ximas, consideramos necess\u00e1ria uma forte presen\u00e7a dos membros do Movimento e a difus\u00e3o p\u00fablica dos debates e resolu\u00e7\u00f5es que nele forem tomadas.<\/p>\n<p>Vamos dar especial aten\u00e7\u00e3o ao descerramento da l\u00e1pide no Tribunal da Boa-Hora, a 6 de Dezembro, condenando a ac\u00e7\u00e3o nefanda dos \u201ctribunais plen\u00e1rios\u201d, e, a 11 de Dezembro, a defesa dos membros do Movimento Jo\u00e3o Almeida e Duran Clemente, arguidos num julgamento incr\u00edvel, sob a acusa\u00e7\u00e3o de \u201cdesobedi\u00eancia qualificada\u201d, por terem participado na manifesta\u00e7\u00e3o de 5 de Outubro de 2005.<\/p>\n<p>A ordem de trabalhos do 8\u00ba Plen\u00e1rio do Movimento N\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria!  \u00e9 a seguinte :<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> Informa\u00e7\u00f5es:<br \/>\n1.1. Ronda parlamentar e contactos com o Governo.<br \/>\n1.2. Actividades dos Grupos de Trabalho e cria\u00e7\u00e3o\/activa\u00e7\u00e3o de novos Grupos (Museu -Aljube e Roteiros da Mem\u00f3ria).<br \/>\n1.3. Inscri\u00e7\u00e3o do Movimento no Registo das Pessoas Colectivas: ponto de situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Composi\u00e7\u00e3o do Grupo de Liga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Pr\u00f3ximas ac\u00e7\u00f5es:<br \/>\n3.1. Descerramento da placa no Tribunal da Boa-Hora.<br \/>\n3.2.Julgamento de Jo\u00e3o Almeida e Duran Clemente no 6\u00ba Ju\u00edzo Criminal a 11 de Dezembro\/06.<\/p>\n<p><strong>Aproveitamos para vos dar conhecimento da Carta de Princ\u00edpios aprovada no anterior plen\u00e1rio e que constituiu, a partir da\u00ed, o guia de ac\u00e7\u00e3o do Movimento<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carta do Movimento<\/strong> <\/p>\n<p>Pre\u00e2mbulo<\/p>\n<p>Os combates pela democracia e pela liberdade travados, durante quase cinquenta anos, pelo povo portugu\u00eas culminaram, a 25 de Abril de 1974, com o derrube do regime fascista e colonialista.<\/p>\n<p>Com a instaura\u00e7\u00e3o do Estado de Direito, o regime democr\u00e1tico que passou, ent\u00e3o, a vigorar, reconheceu, em parte, o papel dos resistentes antifascistas, atrav\u00e9s, nomeadamente, da sua consagra\u00e7\u00e3o p\u00fablica oficial.<\/p>\n<p>Todavia, e pese embora o valioso trabalho desenvolvido neste campo por algumas entidades, nunca as institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, ben\u00e9volas para com os carrascos da ditadura, prestaram a devida homenagem \u00e0 Resist\u00eancia nem cuidaram de transmitir \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es o significado dessa luta. Tampouco salvaguardaram, para mem\u00f3ria futura, aqueles locais cujos nomes ainda hoje s\u00e3o sin\u00f3nimo de opress\u00e3o, de brutalidade, quando n\u00e3o mesmo de morte, mas tamb\u00e9m de her\u00f3ica resist\u00eancia. E estes locais acabaram, em geral, ou abandonados ou utilizados para os mais diversos fins, alguns particulares outros do pr\u00f3prio Estado democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Por omiss\u00e3o, as institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas acabaram por provocar o alheamento da sociedade perante tais mem\u00f3rias.<\/p>\n<p>Face \u00e0 tentativa de apagamento da mem\u00f3ria da resist\u00eancia ao fascismo, um grupo de cidad\u00e3os manifestou-se publicamente junto \u00e0 antiga sede da PIDE\/DGS, em 5 de Outubro de 2005, para protestar contra a transforma\u00e7\u00e3o daquele edif\u00edcio em condom\u00ednio fechado, sem que fosse assegurada uma adequada men\u00e7\u00e3o ao sofrimento causado a tantas portuguesas e portugueses pela pol\u00edcia pol\u00edtica do regime ditatorial.<\/p>\n<p>Desta iniciativa c\u00edvica nasceu o Movimento C\u00edvico \u201cN\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria!\u201d, motivado pela exig\u00eancia da salvaguarda, investiga\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria da resist\u00eancia antifascista e que considera ser responsabilidade do Estado, do conjunto dos poderes p\u00fablicos e da sociedade a preserva\u00e7\u00e3o condigna dessa mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Porque sem mem\u00f3ria n\u00e3o h\u00e1 futuro.<\/p>\n<p>A multiplicidade das iniciativas levadas a cabo pelo Movimento, a crescente ades\u00e3o de activistas e apoiantes a esta causa nacional, tornam desej\u00e1vel a elabora\u00e7\u00e3o de uma Carta do Movimento que venha explicitar os princ\u00edpios gerais que orientam a sua organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento.<\/p>\n<p><strong>1. Natureza<\/strong><\/p>\n<p>O Movimento C\u00edvico <em>\u201cN\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria!\u201d<\/em> \u00e9 um movimento de \u00e2mbito nacional, democr\u00e1tico, plural e aberto, ao qual podem aderir todos os cidad\u00e3os que se revejam na sua natureza, princ\u00edpios e objectivos.<\/p>\n<p><strong>2. Princ\u00edpios<\/strong><\/p>\n<p>O Movimento C\u00edvico <em>\u201cN\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria!\u201d<\/em> rege-se pelos princ\u00edpios e regras gerais consignados universalmente em democracia, dando particular relevo a:<\/p>\n<p><u>Independ\u00eancia<\/u> \u2013 relativamente ao Estado, \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, empresariais, sindicais e \u00e0s confiss\u00f5es religiosas.<br \/>\n<u>Transpar\u00eancia<\/u> \u2013 no relacionamento com a sociedade civil e com o Estado.<br \/>\n<u>Solidariedade<\/u> \u2013 para com todos os presos pol\u00edticos ou v\u00edtimas do fascismo, sem qualquer discrimina\u00e7\u00e3o nomeadamente, de ordem pol\u00edtica, religiosa ou \u00e9tnica.<br \/>\n<u>Coopera\u00e7\u00e3o<\/u> &#8211; com outros movimentos e organiza\u00e7\u00f5es que prossigam fins similares ou que pretendam levar a cabo ac\u00e7\u00f5es que se enquadrem nos princ\u00edpios e objectivos do Movimento.<\/p>\n<p><strong>3. Objectivos<\/strong><\/p>\n<p><u>Lutar pela salvaguarda<\/u> da mem\u00f3ria da resist\u00eancia \u00e0 ditadura do Estado Novo, para que seja dignificada a luta pela liberdade e pela democracia.<\/p>\n<p><u>Exigir dos poderes p\u00fablicos<\/u> e, em particular, do Estado portugu\u00eas, a preserva\u00e7\u00e3o, investiga\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria da resist\u00eancia, nomeadamente atrav\u00e9s da dignifica\u00e7\u00e3o dos locais emblem\u00e1ticos, tal como, dentre outros, a cadeia do Aljube, o Forte de Peniche, o Forte de Caxias, a sede da PIDE\/DGS e suas delega\u00e7\u00f5es no Porto, em Coimbra\u2026, os Tribunais Plen\u00e1rios da Boa Hora em Lisboa e de S. Jo\u00e3o Novo no Porto, o Tribunal Militar, os Pres\u00eddios Militares, a Companhia Disciplinar de Penamacor, a Pris\u00e3o de Angra do Hero\u00edsmo e o Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal, transformando-os em lugares de mem\u00f3ria da resist\u00eancia e da liberdade conquistada.<\/p>\n<p><u>Sensibilizar a sociedade civil<\/u> para os objectivos do Movimento com vista \u00e0 sua colabora\u00e7\u00e3o activa.<\/p>\n<p><strong>4. Organiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o m\u00e1ximo do Movimento \u00e9 o <u>Plen\u00e1rio de activistas<\/u> ao qual compete estabelecer as principais linhas de orienta\u00e7\u00e3o e actua\u00e7\u00e3o do Movimento e aprovar a constitui\u00e7\u00e3o dos Grupos de Trabalho e do Grupo de Liga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A estrutura operativa do Movimento reside nos <u>Grupos de Trabalho<\/u>, de car\u00e1cter territorial ou tem\u00e1tico, criados de acordo com as necessidades que se revelem em cada momento, decididas em Plen\u00e1rio de activistas, tendo em vista a prossecu\u00e7\u00e3o dos objectivos do Movimento. Estes grupos de trabalho decidem do seu funcionamento.<\/p>\n<p>A fim de manter a coordena\u00e7\u00e3o entre os diversos Grupos de Trabalho, por forma a facilitar a troca de informa\u00e7\u00f5es e a efic\u00e1cia de esfor\u00e7os, \u00e9 criado um <u>Grupo de Liga\u00e7\u00e3o<\/u>, constitu\u00eddo: por representantes dos Grupos de Trabalho e por proposta destes, e por designa\u00e7\u00e3o do Plen\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>5. Funcionamento<\/strong><\/p>\n<p>O funcionamento do Movimento rege-se por princ\u00edpios estritamente democr\u00e1ticos, nomeadamente:<\/p>\n<p><u>Legitimidade<\/u> \u2013 conferida em exclusividade pelo Plen\u00e1rio de activistas.<\/p>\n<p><u>Responsabilidade<\/u> \u2013 para com o Movimento, em termos do desempenho e execu\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es ou actividades para os quais tenha sido escolhido e aceitado participar.<\/p>\n<p><u>Transpar\u00eancia<\/u> \u2013 no seu funcionamento interno, nomeadamente quanto \u00e0s formas e estruturas mais adequadas e eficientes para, em cada momento, dar corpo \u00e0s linhas de orienta\u00e7\u00e3o e actua\u00e7\u00e3o definidas em Plen\u00e1rio de activistas.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Data: 4\u00aa feira, 29 de Novembro, \u00e0s 21h Local: Associa\u00e7\u00e3o 25 de Abril Rua da Miseric\u00f3rdia, 95 \u2013 Lisboa (no Chiado) Terminada a ronda parlamentar com todos os grupos, o Movimento C\u00edvico N\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria! vai iniciar contactos com &hellip; <a href=\"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/2006\/11\/28\/plenario-do-movimento-civico-nao-apaguem-a-memoria\/\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,8,7],"tags":[],"class_list":["post-126","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actividades","category-comunicados","category-documentos"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/ptMuS-22","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}