{"id":152,"date":"2006-12-19T01:34:37","date_gmt":"2006-12-19T00:34:37","guid":{"rendered":"http:\/\/maismemoria.org\/mm\/2006\/12\/19\/evocacao-de-dias-coelho\/"},"modified":"2007-01-03T19:11:00","modified_gmt":"2007-01-03T18:11:00","slug":"evocacao-de-dias-coelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/2006\/12\/19\/evocacao-de-dias-coelho\/","title":{"rendered":"Evoca\u00e7\u00e3o de Dias Coelho"},"content":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo dia 19 de Dezembro ser\u00e1 o 45\u00ba anivers\u00e1rio do assassinato de Jos\u00e9 Dias Coelho pela PIDE. Tinha apenas 38 anos. Ele era um artista pl\u00e1stico de extraordin\u00e1ria sensibilidade e versatilidade e cedo aderiu \u00e0 resist\u00eancia ao fascismo. Era um activista na Frente Acad\u00e9mica Antifascista e no MUD Juvenil.<\/p>\n<div><img decoding=\"async\" id=\"image151\" src=\"http:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-content\/uploads\/2006\/12\/diascoelhomudj.jpg\" alt=\"Desenho de Dias Coelho, convidando a um conv\u00edvio do MUD-Juvenil\" \/><br \/><small>Desenho de Dias Coelho, convidando a um conv\u00edvio do MUD-Juvenil<\/small><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Mais tarde mergulhou no trabalho pol\u00edtico clandestino, enquanto funcion\u00e1rio do PCP, at\u00e9 que a PIDE o abateu. Seguia pela Rua dos Lus\u00edadas quando cinco agentes da PIDE saltaram de um autom\u00f3vel, perseguiram-no, cercaram-no e dispararam dois tiros. Um foi \u00e0 queima-roupa, atingiu-o em pleno peito, deitou-o por terra; o outro foi disparado com ele j\u00e1 no ch\u00e3o. Os assassinos meteram-no num carro e partiram a toda a velocidade. S\u00f3 duas horas depois, quando estava a expirar, o entregaram no Hospital da CUF.<\/p>\n<p>Neste 19 de Dezembro, \u00e0s 18h, haver\u00e1 uma homenagem evocativa com a participa\u00e7\u00e3o de Margarida Tengarrinha, sua companheira, de Jer\u00f3nimo de Sousa, secret\u00e1rio-geral do partido que abra\u00e7ou com toda a dedica\u00e7\u00e3o e generosidade revolucion\u00e1ria que tinha, e, certamente, muitos outros que n\u00e3o deixar\u00e3o de estar presentes. O local de concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 na rua que agora tem o seu nome, Rua Jos\u00e9 Dias Coelho, n\u00ba 30 (ao Calv\u00e1rio), no lugar onde foi morto.<\/p>\n<p>Em seguida, \u00e0s 19h, proceder-se-\u00e1 ao lan\u00e7amento do livro A Resist\u00eancia em Portugal, na Junta de Freguesia de Alc\u00e2ntara, Rua dos Lus\u00edadas, n\u00ba 13. Uma exposi\u00e7\u00e3o dedicada a Dias Coelho ficar\u00e1 patente na Junta de Freguesia at\u00e9 29 de Dezembro.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Levy<\/p>\n<p><strong>Para Dias Coelho escreveu Zeca Afonso esta can\u00e7\u00e3o, que recordamos:<\/strong><\/p>\n<p>A morte saiu \u00e0 rua num dia assim<br \/>\nNaquele lugar sem nome para qualquer fim<\/p>\n<p>Uma gota rubra sobre a calcada cai<br \/>\nE um rio de sangue de um peito aberto sai<\/p>\n<p>O vento que d\u00e1 nas canas do canavial<br \/>\nE a foice duma ceifeira de Portugal<\/p>\n<p>E o som da bigorna como um clarim do c\u00e9u<br \/>\nV\u00e3o dizendo em toda a parte o Pintor morreu<\/p>\n<p>Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual<br \/>\nS\u00f3 olho por olho e dente por dente vale <\/p>\n<p>\u00c0 lei assassina, \u00e0 morte que te matou<br \/>\nTeu corpo pertence \u00e0 terra que te abra\u00e7ou<\/p>\n<p>Aqui te afirmamos dente por dente assim<br \/>\nQue um dia rir\u00e1 melhor quem rir\u00e1 por fim<\/p>\n<p>Na curva da estrada h\u00e1 covas feitas no ch\u00e3o<br \/>\nE em todas florir\u00e3o rosas de uma na\u00e7\u00e3o.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo dia 19 de Dezembro ser\u00e1 o 45\u00ba anivers\u00e1rio do assassinato de Jos\u00e9 Dias Coelho pela PIDE. Tinha apenas 38 anos. Ele era um artista pl\u00e1stico de extraordin\u00e1ria sensibilidade e versatilidade e cedo aderiu \u00e0 resist\u00eancia ao fascismo. Era &hellip; <a href=\"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/2006\/12\/19\/evocacao-de-dias-coelho\/\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,13,7],"tags":[],"class_list":["post-152","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actividades","category-agenda","category-documentos"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/ptMuS-2s","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}