{"id":190,"date":"2007-04-23T09:30:49","date_gmt":"2007-04-23T08:30:49","guid":{"rendered":"http:\/\/maismemoria.org\/mm\/2007\/04\/23\/%e2%80%9cnao-esteve-no-25-de-abril-nem-sabe-o-que-perdeu%e2%80%9d\/"},"modified":"2007-04-26T09:35:59","modified_gmt":"2007-04-26T08:35:59","slug":"%e2%80%9cnao-esteve-no-25-de-abril-nem-sabe-o-que-perdeu%e2%80%9d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/2007\/04\/23\/%e2%80%9cnao-esteve-no-25-de-abril-nem-sabe-o-que-perdeu%e2%80%9d\/","title":{"rendered":"\u201cN\u00e3o esteve no 25 de Abril? Nem sabe o que perdeu\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>Primeiro de Janeiro de 23 de Abril de 2007<br \/>\nEncontro dos que foram perseguidos pelo Estado Novo<\/em><\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o esteve no 25 de Abril? Nem sabe o que perdeu\u201d<\/strong><\/p>\n<p><em>Opositores do fascismo salazarista. \u00cdcones da liberdade. Abusaram da liberdade que havia no per\u00edodo que antecedeu o 25 de Abril. Estiveram em cativeiro, apanharam sovas da PIDE, e as marcas que carregam n\u00e3o transpiram um pingo de arrependimento. Pensaram-se loucos quando a liberdade lhes entrou pela rede da cela, nas instala\u00e7\u00f5es da ex-PIDE, no presente Museu Militar do Porto. Por favor, \u201cn\u00e3o apaguem a mem\u00f3ria\u201d.<\/em><br \/>\n<small>Joana Soares\/Jos\u00e9 Freitas (foto)<\/small><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u201cEstou louco\u201d. Estava no ano de 1974, do dia 24 de Abril deitado na cama, num quarto escuro, do estabelecimento da PIDE\/DGS &#8211; Pol\u00edcia Internacional e Defesa do Estado\/ Direc\u00e7\u00e3o-Geral de Seguran\u00e7a na delega\u00e7\u00e3o do Porto, onde agora mora o Museu Militar.<\/p>\n<p>L\u00e1 fora corriam palavras que n\u00e3o correspondiam \u00e0 sua realidade. No seu entender aquela gente estava louca ou ele pr\u00f3prio, Jorge Carvalho, cognome \u00abPisco\u00bb, 60 anos, \u201cde tanto ter levado\u201d, estava louco. \u201cMorte \u00e0 PIDE e seus apoiantes\u201d, ouve Pisco, a tentar imaginar o que n\u00e3o podia ver. \u201cN\u00e3o pode ser\u201d, exclamou para si mesmo. \u201cN\u00e3o percebia aqueles cantares. No recreio percebia que gente corria de l\u00e1 p\u2019ra c\u00e1\u201d, Pisco dizia recorrendo aos retalhos de sua mem\u00f3ria. \u201cH\u00e1 noite havia um cheiro a queimada\u201d &#8211; quando n\u00e3o se pode ver, todos os outros sentidos ficam mais apurados. \u201cDiziam-nos s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es, s\u00e3o flores queimadas\u201d, tentavam enganar os sentidos de Pisco. Mas Pisco notava \u201c\u00e0 medida que avan\u00e7ava a noite e que o barulho\u201d ecoava mais ferozmente pelo quarto que n\u00e3o era nada disso. \u201cFoi o golpe de Sp\u00ednola\u201d, desvendou-se por fim. Depois viu-se \u201candar solto\u201d pelo edif\u00edcio \u201ce ver pides\u201d. Pisco chega, enfim, \u00e0 varanda da sede da PIDE\/DGS no Porto, e dali observou a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, do povo, do 25 de Abril. E observou-se a ele mesmo: o \u00faltimo preso da PIDE no Porto. \u201cN\u00e3o esteve no 25 de Abril? Nem sabe o que perdeu\u201d, jubilava Jorge Pisco. Estende-se na varanda do museu e recorda: \u201cFoi daqui que vi os pides passar\u201d. \u201cVi a Virg\u00ednia Moura [militante do Partido Comunista Portugu\u00eas &#8211; PCP] a ser abra\u00e7ada pelo advogado Arnaldo Mesquita, com tanta for\u00e7a que ela at\u00e9 caiu cheia de dores\u201d, lembra Pisco incentivando uma gargalhada na sala do Museu Militar, onde se encontraram ex-presos, sejam pol\u00edticos ou n\u00e3o, para trazerem ao presente a sua hist\u00f3ria passada. <\/p>\n<p>No limiar do seu discurso, Jorge Pisco incita: \u201cIsto [Museu Militar] devia ser Museu da Resist\u00eancia j\u00e1 h\u00e1 muito tempo, e espa\u00e7o de mem\u00f3ria\u201d. <\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o apaguem a mem\u00f3ria\u201d<\/p>\n<p>Mem\u00f3ria. A Hist\u00f3ria tem que ver com esta palavra. Desfazer lugares \u00e9 maquilhar a Hist\u00f3ria. Perder a mem\u00f3ria e perder tra\u00e7os do passado. Para \u201cn\u00e3o apagar a mem\u00f3ria\u201d, como incentivou o coronel Manuel Pereira de Carvalho, respons\u00e1vel pelo actual Museu Militar. \u201cH\u00e1 factos que se podem apagar da mem\u00f3ria\u201d, preocupava-se o director do Museu, onde funcionou a PIDE. \u201cN\u00e3o apaguem a mem\u00f3ria\u201d, sublinhava o coronel, remetendo o recado para a juventude que vai percebendo menos e menos. \u201c\u00c9 preciso dizer sempre \u00e0 juventude o que foi isto\u201d, exortava. Enfim, \u201c\u00e9 preciso\u201d continuar a \u201cbarafustar\u201d. Para a mem\u00f3ria ter o lugar dela &#8211; na lembran\u00e7a, n\u00e3o no esquecimento. E, por isso, j\u00e1 est\u00e1 erigido o Movimento C\u00edvico \u00abN\u00e3o apaguem a mem\u00f3ria\u00bb. Mas mesmo antes de falar sobre o movimento c\u00edvico, Manuel Pereira de Carvalho repetiu o trilho que aguardava a visita anual de todos aqueles que o conhecem de cor e salteado. \u201cCome\u00e7amos no r\u00e9s-do-ch\u00e3o onde se resguardavam os presos, ap\u00f3s o interrogat\u00f3rio, depois vamos visitar os gabinetes, onde funcionavam as enfermarias, e por fim vamos aos armaz\u00e9ns, onde eram as celas comuns\u201d, explicava a agenda para a tarde, dando conta que este \u00faltimo espa\u00e7o est\u00e1 decr\u00e9pito e qualquer dia vai mesmo \u201ccair\u201d. \u201c\u00c0s vezes n\u00e3o existe dinheiro para determinadas situa\u00e7\u00f5es\u201d, lastimou. E, por isso, \u201ca mem\u00f3ria vai ser mesmo apagada para sempre\u201d. A assist\u00eancia familiarizada com o local ansiava por aquele momento. <\/p>\n<p>\u201cAinda tem a palavra PVDE (Pol\u00edcia de Vigil\u00e2ncia e Defesa pelo Estado)? &#8211; perguntava um elemento do conjunto de visitantes. \u201cTem, tem\u201d &#8211; ironizava o coronel, completando que \u201ctr\u00eas ex-directores tentaram pintar a parede, mas \u00e9 imposs\u00edvel aquela tinta continua ali\u201d. Ou seja, a parede alinha com o recente movimento c\u00edvico &#8211; \u201cn\u00e3o apaguem a mem\u00f3ria\u201d. <\/p>\n<p>\u201cAs reuni\u00f5es faziam-se como piqueniques\u201d<\/p>\n<p>Maria Jos\u00e9 Ribeiro \u00e9 militante do PCP, e isto foi o passaporte para ser das primeiras e poucas mulheres, na altura do Estado Novo, a ser presa pela PIDE, torturada psicologicamente, com apenas 23 anos. Dos 23 anos aos 30, viveu assim &#8211; a ser torturada pela PIDE. Era considerada, ent\u00e3o, \u201cperigosa\u201d. N\u00e3o lhe falta uma v\u00edrgula para descrever os tempos \u201cde malvadez\u201d por que passou ao enfrentar o fascismo. E mesmo sentada no lugar, onde outrora foi maltratada, n\u00e3o lhe sobressa\u00ed pinta de arrependimento. Esta palavra n\u00e3o existe em nenhuma cara. <\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o estou comovida. Olho em redor e n\u00e3o reconhe\u00e7o este espa\u00e7o\u201d, atira Maria Jos\u00e9, contrapondo que \u201ca mem\u00f3ria fica sempre, n\u00e3o se apaga assim\u201d. <\/p>\n<p>\u201cTenho 71 anos, e aos 23 vim para aqui pela primeira vez\u201d, assim come\u00e7ou a ex-presa pela PIDE a sua hist\u00f3ria de vida. A sala silencia at\u00e9 ao \u00faltimo som. \u201cNa \u00e9poca n\u00e3o era normal uma rapariga fazer parte dos grupos, e muito menos apanhadas pela PIDE\u201d, diz. \u201cAs reuni\u00f5es faziam-se como piqueniques\u201d, conta Maria Jos\u00e9, dando conta que inicialmente passava despercebido, mas depressa a PIDE alastrava o seu faro, ou ent\u00e3o os \u201cbufas\u201d alastravam a sua boca, at\u00e9 \u00e0 PIDE. \u201cA PIDE detectava, torturava e prendia\u201d. Estas palavras ganham outros contornos quando os espa\u00e7os de tortura e pris\u00e3o s\u00e3o (re)visitados. \u201cAqui s\u00e3o as salas onde a PIDE fazia os interrogat\u00f3rios, e os outros presos esperavam \u00e0 medida que ouviam os seus gritos\u201d, comentava um visitante, a acompanhar os amigos ex-presos e ex-torturados pelo regime do Estado Novo. <\/p>\n<p>Mas, naquela altura, Maria Jos\u00e9 n\u00e3o percebia o teor da pris\u00e3o. A juventude n\u00e3o deixava. \u201cEra natural conversar, porqu\u00ea prender\u201d, questionava. A ex-perseguida pelo fascismo portugu\u00eas decidiu, \u201cno meio de tantas deten\u00e7\u00f5es e persegui\u00e7\u00f5es\u201d, n\u00e3o casar. \u201cTanta gente a ser presa, podia acontecer-me a mim\u201d, reflectiu na altura. Mais tarde, decidiu levar avante a sua decis\u00e3o &#8211; foi feliz durante 15 dias, porque a PIDE bateu-lhe \u00e0 porta passados 15 dias de casar. \u201cUma malvadez\u201d, repetia incans\u00e1vel Maria Jos\u00e9. \u201cDiziam que o casamento n\u00e3o ia sobreviver, a mim e ao meu marido\u201d. \u201cUma tortura\u201d. \u201cMas havia mais, muito mais e pior\u201d, agudizava. Maria Jos\u00e9 falava em sustenido maior. A cada passo de avan\u00e7o de cada palavra e a hist\u00f3ria agudizava, aumentava o volume, transpirava em d\u00f3 maior &#8211; como numa orquestra. <\/p>\n<p>\u201cNuma manifesta\u00e7\u00e3o, onde se queria tudo o que n\u00e3o se podia ter &#8211; a emancipa\u00e7\u00e3o da mulher, a descoloniza\u00e7\u00e3o &#8211; senti uma m\u00e3o nas minhas costas &#8211; era o meu pai\u201d, relembra Maria Jos\u00e9, \u201cdepois corremos os dois a rua 31 de Janeiro e ai, quando par\u00e1mos, senti uma m\u00e3o pesada\u201d. \u201cFomos ambos levados\u201d, reporta-se \u00e0quele tempo. Os pides afirmavam, parafraseados por Maria Jos\u00e9, \u201cs\u00e3o eles os cabecilhas\u201d. \u201cUma pancadaria daquelas. De esquecer. At\u00e9 insultos\u201d, espelhava entre pausas. \u201cEu fiquei de joelhos, n\u00e3o podia levantar-me. O meu pai partiu a cabe\u00e7a\u201d, transpareceu. \u201cUma malvadez\u201d. <\/p>\n<p>N\u00e3o sabe andar de bicicleta?<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Castro, deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal do Porto, recorda-se do \u201cparlat\u00f3rio\u201d, onde \u201cos presos podiam ver os familiares e amigos, mas num espa\u00e7o pequeno e atrav\u00e9s de uma rede\u201d. \u201cQuando aqui cheg\u00e1vamos tiravam-nos os cord\u00f5es dos sapatos, o rel\u00f3gio e at\u00e9 os \u00f3culos. Fic\u00e1vamos despojados dos nossos objectos\u201d, conta Castro. O acto n\u00e3o \u00e9 inocente, continua o deputado, \u201catribu\u00eda mais fragilidade ao preso\u201d. \u201cEstive aqui entre 6 a 20 de Abril de 1973, num per\u00edodo mais decente\u201d, apelava \u00e0 mem\u00f3ria Jos\u00e9 Castro, para depois remeter para a raz\u00e3o que lhe serviu de bilhete para lhe bater \u00e0 porta a PIDE. \u201cOcorreu uma ac\u00e7\u00e3o de sabotagem aquando a candidatura de Ant\u00f3nio Cruz para a direc\u00e7\u00e3o da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Fui chamado por causa disto\u201d, partilhou, acabando por anunciar que \u201cn\u00e3o houve explica\u00e7\u00e3o para a minha sa\u00edda\u201d. \u201cNo dia seguinte disseram que por ser P\u00e1scoa, poderia sair para estar com fam\u00edlia\u201d, citou a PIDE na altura. <\/p>\n<p>Jorge Carvalho, de cognome \u00abPisco\u00bb revivia o edif\u00edcio e a vida antes do 25 de Abril a cada cela e departamento cruzado. \u201cAqui era a enfermaria [hoje s\u00e3o os escrit\u00f3rios] onde o patife do Campilho, o m\u00e9dico, encharcou-me de \u00e1lcool, depois de ter apanhado da PIDE\u201d, agravou a voz e deplorou: \u201cAinda por cima quando me viu esmurrado perguntou-me se n\u00e3o sabia andar de bicicleta\u201d. Mas quem Pisco n\u00e3o suportava era o \u00abpide da brilhantina\u00bb, como lhe chamavam: \u201cCom ele fic\u00e1vamos dois dias, dias, de est\u00e1tua\u201d. \u201cAlmo\u00e7\u00e1vamos de p\u00e9, de frente para a parede, n\u00e3o nos pod\u00edamos mexer e se o fiz\u00e9ssemos, o que acab\u00e1vamos sempre por o fazer, apanh\u00e1vamos nas costas\u201d, lembrava Jorge, o Pisco. Mas havia um que era mais benevolente. \u201cHavia uns que a PIDE era um trabalho e que n\u00e3o nos faziam nada\u201d. Mas pior do que a tortura da est\u00e1tua, era mesmo a tortura do sono: <\/p>\n<p>\u201cAdormec\u00edamos, vinham, acordavam-nos para subir e descer as escadas, volt\u00e1vamos para dormir, \u00e9ramos novamente acordados, sub\u00edamos e desc\u00edamos as escadas\u201d. <\/p>\n<p>O director do Museu, reportava-se \u00e0quele lugar, o dos tempos da PIDE, como \u201csinistro\u201d. \u201cO antigo embaixador Jos\u00e9 Augusto Seabra conseguiu ludibriar a PIDE\u201d, exortava Manuel Pereira de Carvalho. \u201cEnviou um recado \u00e0 m\u00e3e, que lhe trazia a alimenta\u00e7\u00e3o, dentro da garrafa vazia do vinho a dizer, ajuda-me\u201d, contava a hist\u00f3ria aos ex-presos, que davam sinal de confirma\u00e7\u00e3o com a cabe\u00e7a. \u201cSim, porque a PIDE expressava sempre que n\u00e3o havia tortura\u201d, lembrou. A PIDE negava os feitos, e \u201cmetia os bufas\u201d nas celas juntamente com os outros presos para ver se ca\u00e7ava alguma coisa. Jorge Pisco apanhou dois: \u201cEu tinha metido um papel debaixo do bolo que veio dividido para comermos. Acabei por comer o papel para n\u00e3o ser apanhado\u201d. \u201cQuem foi?\u201d vociferava Pisco. \u201cForam os dois bufas\u201d, respondeu. O essencial ficou sublinhado, \u201cn\u00e3o apaguem a mem\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p>O que vem da mem\u00f3ria<\/p>\n<p>Julho de 1932 &#8211; Salazar torna-se presidente do conselho de ministros, depois de ter apresentado um texto constitucional que o pr\u00f3prio elaborou;<\/p>\n<p>Maio de 1933 &#8211; \u00c9 criado o conceito de Estado Novo. O nome remete para mudan\u00e7a de regime e cria ruptura definitiva com a I Rep\u00fablica;<\/p>\n<p>1933 &#8211; \u00c9 criada a PVDE (Pol\u00edcia de Vigil\u00e2ncia e Defesa do Estado). O objectivo era prevenir e reprimir express\u00f5es pol\u00edticas diferentes da do Estado Novo;<\/p>\n<p>1934 &#8211; I Exposi\u00e7\u00e3o Colonial Portuguesa e I Congresso da Uni\u00e3o Nacional;<\/p>\n<p>1935 &#8211; S\u00e3o criados slogans do ide\u00e1rio salazarista: \u201cDeus\u201d, \u201cP\u00e1tria\u201d, \u201cAutoridade\u201d;<\/p>\n<p>1936 &#8211; O modelo totalit\u00e1rio, Mocidade Portuguesa, passa a enquadrar a juventude escolar;<\/p>\n<p>1936 &#8211; Salazar concentra poderes;<\/p>\n<p>1946 &#8211; Marcelo apresenta-se na I Confer\u00eancia da Uni\u00e3o Nacional, ap\u00f3s ter sido nomeado Ministro das Col\u00f3nias;<\/p>\n<p>1958 &#8211; I Congresso da Oposi\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica presidida pelo general Humberto Delgado;<\/p>\n<p>1961 &#8211; Caetano defende transforma\u00e7\u00e3o do Estado Unit\u00e1rio em Estado Federal;<\/p>\n<p>1964 &#8211; Movimentos de liberta\u00e7\u00e3o realizam ac\u00e7\u00f5es de \u00abguerrilha\u00bb contra as For\u00e7as Armadas Portuguesas;<\/p>\n<p>1968 &#8211; Abertura \u00e0 pol\u00edtica designada de \u201cPrimavera Marcelista\u201d;<\/p>\n<p>1969 &#8211; Crise Acad\u00e9mica;<\/p>\n<p>1970 &#8211; Morte de Salazar;<\/p>\n<p>1973 &#8211; III Congresso da Oposi\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica, agravado pela crise econ\u00f3mico-financeira e pelo isolamento internacional;<\/p>\n<p>1974 &#8211; Queda da Ditadura por ac\u00e7\u00e3o do Movimento das For\u00e7as Armadas.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p>Campanha para selo do Zeca<\/p>\n<p>\u201cQuando come\u00e7amos a procurar \u00e1libis para justificar o nosso conformismo, ent\u00e3o est\u00e1 tudo lixado\u201d. A frase remonta h\u00e1 duas d\u00e9cadas quando Zeca Afonso, o m\u00fasico portugu\u00eas, que procurava contraste com o regime de ent\u00e3o, protoganizado pelo Estado Novo, com can\u00e7\u00f5es como \u00abGr\u00e2ndola\u00bb tentava lutar pela liberdade. Para muitos ele \u00e9 o pr\u00f3prio hino da liberdade, e como tal h\u00e1 que proceder \u00e0 homenagem. Neste sentido, um grupo de pessoas criou o grupo \u00abTraz um amigo tamb\u00e9m, ZECA para sempre\u00bb e mostra-se empenhado para que a cara da \u201cfigura \u00edmpar da cultura portuguesa\u201d se torne num selo dos CTT para que o \u201ctrilho, o seu percurso de coer\u00eancia\u201d seja espalhado pelo mundo. Atrav\u00e9s do site www.aquihaselo.com\/Vote, qualquer pessoa pode aceder \u00e0 vota\u00e7\u00e3o.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeiro de Janeiro de 23 de Abril de 2007 Encontro dos que foram perseguidos pelo Estado Novo \u201cN\u00e3o esteve no 25 de Abril? 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