{"id":741,"date":"2009-03-25T10:20:39","date_gmt":"2009-03-25T10:20:39","guid":{"rendered":"http:\/\/maismemoria.org\/mm\/?p=741"},"modified":"2009-03-26T23:25:48","modified_gmt":"2009-03-26T23:25:48","slug":"relatorio-de-actividades-de-maio-de-2008-a-marco-de-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/2009\/03\/25\/relatorio-de-actividades-de-maio-de-2008-a-marco-de-2009\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio de Actividades de Maio de 2008 a Mar\u00e7o de 2009"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Relat\u00f3rio de Actividades<br \/>\n(Maio\/2008 a Mar\u00e7o\/2009)<br \/>\nAssocia\u00e7\u00e3o \u2013 <em>Movimento C\u00edvico N\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria!<br \/>\n<\/em>Lisboa, 27 de Mar\u00e7o de 2009<br \/>\n<\/strong><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Contactos institucionais<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s a tomada de posse da Direc\u00e7\u00e3o eleita da Associa\u00e7\u00e3o \u2013 <em>Movimento C\u00edvico N\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria!<\/em> as primeiras medidas tomadas foram a realiza\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9ria de audi\u00eancias com os Grupos parlamentares , com o presidente da Assembleia da Rep\u00fablica, com os Minist\u00e9rios da Justi\u00e7a e da Cultura e com a C\u00e2mara Municipal de Lisboa.<br \/>\nAs principais conclus\u00f5es foram as seguintes:<\/p>\n<p>1.1.GP Bloco de Esquerda<br \/>\nO deputado Fernando Rosas, que revelou muito interesse no acompanhamento dos assuntos do NAM, informou que o grupo parlamentar do BE apoiar\u00e1 as nossas iniciativas no que estiver ao seu alcance. Relativamente \u00e0 nossa inten\u00e7\u00e3o de promovermos a aprova\u00e7\u00e3o de uma lei da Mem\u00f3ria informaram-nos terem um projecto e ofereceram o apoio que consideremos necess\u00e1rio para esta ou outras iniciativas.<\/p>\n<p>1.2. GP \u201cOs Verdes\u201d<br \/>\nO deputado dos Verdes deixou tr\u00eas ideias em cima da mesa:<br \/>\na) Sobre uma Lei da Mem\u00f3ria: seria mais f\u00e1cil chegar a um entendimento parlamentar se o projecto partisse do NAM e se passasse previamente pela aprecia\u00e7\u00e3o dos grupos parlamentares.<br \/>\nb) Conviria Integrar esta quest\u00e3o numa comiss\u00e3o parlamentar, eventualmente na Comiss\u00e3o de \u00c9tica, Sociedade e Cultura.<br \/>\nc) Sobre a inscri\u00e7\u00e3o de uma verba no Or\u00e7amento de Estado para a defesa da Mem\u00f3ria: seria mais f\u00e1cil defender a inscri\u00e7\u00e3o de uma verba se ela j\u00e1 constasse da proposta do Governo.<\/p>\n<p>1.3. GP do PCP<br \/>\nO deputado do PCP garantiu \u00e1 delega\u00e7\u00e3o do NAM que:<br \/>\na) O PCP pressionar\u00e1 o governo para aplicar a resolu\u00e7\u00e3o parlamentar que prev\u00ea a atribui\u00e7\u00e3o de verbas para a defesa da mem\u00f3ria.<br \/>\nb) Ser\u00e1 acompanhado o nosso trabalho, pois \u201ctodos somos poucos\u201d para o combate ao \u201cbranqueamento do fascismo\u201d.<\/p>\n<p>1.4. GP do PS<br \/>\nOs deputados Alberto Martins e Marques J\u00fanior abordaram os seguintes pontos:<br \/>\na) N\u00e3o consideram priorit\u00e1rio apresentar uma Lei da Mem\u00f3ria antes de esgotar as possibilidades da Resolu\u00e7\u00e3o parlamentar j\u00e1 aprovada. Se houver vontade pol\u00edtica por parte do governo a Resolu\u00e7\u00e3o pode ter for\u00e7a suficiente para concretizar os objectivos nela consubstanciados.<br \/>\nb) Para criar condi\u00e7\u00f5es minimamente favor\u00e1veis \u00e0 sustentabilidade \u00e0 defesa da Mem\u00f3ria \u00e9 desej\u00e1vel a inscri\u00e7\u00e3o de uma verba destinada a esta finalidade no Or\u00e7amento de Estado. Para tanto importa que um Minist\u00e9rio (por exemplo, Minist\u00e9rio da Cultura) apresente um programa com foco nos projectos a serem desenvolvidos.<br \/>\nc) O deputado Marques J\u00fanior foi designado como contraparte do NAM para acompanhamento do processo relativo ao Or\u00e7amento de Estado.<\/p>\n<p>1.5. GP do CDS<br \/>\nO deputado Jo\u00e3o Rebelo informou do interesse do seu GP na actividade do NAM, mostrou disponibilidade para acompanhar a sua actividade e envolver o GP nas iniciativas que apare\u00e7am na AR. Est\u00e1 tamb\u00e9m dispon\u00edvel para ser contactado sempre que necess\u00e1rio, bem como a interceder junto dos deputados municipais que o CDS tem na CM de Lisboa sempre que seja oportuno.<\/p>\n<p>1.6. Presidente da AR<br \/>\nDa conversa destacam-se duas ideias centrais:<br \/>\na) Sugeriu realizar uma audi\u00eancia com Minist\u00e9rio da Cultura para discutir a proposta de inclus\u00e3o de uma verba no OE.<br \/>\nb) Que deveria haver \u201cfoco\u201d na proposta a apresentar ao governo, seleccionando um ou dois projectos, no m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>1.7. Ministro da Justi\u00e7a<br \/>\nFoi a reuni\u00e3o mais importante que possibilitou, nomeadamente, esclarecer a situa\u00e7\u00e3o do Aljube, cabendo destacar:<br \/>\na) O compromisso assumido pelo Ministro, junto \u00e0 CML, no sentido de disponibilizar o edif\u00edcio para a instala\u00e7\u00e3o de um Museu e a garantia da entrega do edif\u00edcio mal haja uma entidade cred\u00edvel com o desenvolvimento do projecto.<br \/>\nb) O apoio do Minist\u00e9rio das Obras P\u00fablicas ao projecto do museu.<br \/>\nc) O compromisso, ap\u00f3s a reuni\u00e3o com o Minist\u00e9rio da Cultura, de convocar uma reuni\u00e3o interministerial e com a CML para discutir responsabilidades e atribui\u00e7\u00f5es.<br \/>\nd) O convite ao NAM para organizar uma exposi\u00e7\u00e3o no \u00e1trio do edif\u00edcio do MJ, por exemplo, sobre o Aljube.<\/p>\n<p>1.8. Chefe de Gabinete do Ministro da Cultura<br \/>\nO Chefe de Gabinete do Ministro da Cultura demonstrou estar bastante bem informado sobre a Resolu\u00e7\u00e3o parlamentar aprovada. Destacou os seguintes pontos:<br \/>\na) Considerou que existe vontade pol\u00edtica para criar um museu nas instala\u00e7\u00f5es do Aljube e assumiu que o ministro est\u00e1 empenhado e acompanha o assunto de perto.<br \/>\nb) Informou que visitou recentemente, juntamente com t\u00e9cnicos do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, as instala\u00e7\u00f5es do Aljube para apreciar as potencialidades do edif\u00edcio do ponto de vista museol\u00f3gico e que entendia ser exequ\u00edvel a sua inaugura\u00e7\u00e3o em 2010.<br \/>\nc) Sugeriu que contact\u00e1ssemos urgentemente o Dr. Artur Santos Silva, presidente da Comiss\u00e3o Nacional para as Comemora\u00e7\u00f5es do Centen\u00e1rio da Rep\u00fablica, recentemente empossada, de forma a conseguir financiamento para o museu, dadas as limita\u00e7\u00f5es financeiras do seu Minist\u00e9rio.<br \/>\nd) Revelou saber da vontade da CML em envolver-se no projecto de cria\u00e7\u00e3o do Museu e viu com bons olhos uma reuni\u00e3o entre os parceiros interessados: o MC, o MJ, a CML, bem como a Comiss\u00e3o Nacional do Centen\u00e1rio da Rep\u00fablica e eventualmente o MOP.<br \/>\ne) Quanto \u00e0 tutela e \u00e0 gest\u00e3o do museu, considerou ser assunto a discutir entre as partes interessadas, podendo o MC garantir disponibilidade t\u00e9cnica (muse\u00f3logos, por ex.).<br \/>\nf) Quanto ao modelo, foi da opini\u00e3o de que o museu n\u00e3o deva ser uma esp\u00e9cie de \u201ctorre dos horrores\u201d, mas mais vocacionado para a cidadania, para a democracia e para a pedagogia, com forte componente multim\u00e9dia e com todas as val\u00eancias decorrentes da hist\u00f3ria do edif\u00edcio, que ter\u00e1 sido pris\u00e3o em v\u00e1rias \u00e9pocas, desde o primeiro cristianismo, passando pelo dom\u00ednio \u00e1rabe, pela Inquisi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 ao Estado Novo.<\/p>\n<p>1.9.C\u00e2mara Municipal de Lisboa<br \/>\nA reuni\u00e3o com a Dr.\u00aa S\u00f3nia Godinho, assessora jur\u00eddica do presidente da CML e contraparte designada para acompanhar o NAM, abordou v\u00e1rios assuntos, nomeadamente sobre:<br \/>\na) Cria\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo museol\u00f3gico na ex-sede da PIDE\/DGS &#8211; a assessora ficou de se informar sobre a exequibilidade da sua cria\u00e7\u00e3o, em particular de saber se existem efectivamente obst\u00e1culos inultrapass\u00e1veis \u00e0 musealiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o.<br \/>\nb) Memorial: ficou de contactar o propriet\u00e1rio do muro frente ao Teatro S. Lu\u00eds, para saber se haver\u00e1 possibilidade de utilizar este muro para a cria\u00e7\u00e3o de um memorial \u00e0s v\u00edtimas da ex-PIDE\/DGS e \u00e0 liberdade conquistada em Abril de 74.<br \/>\nc) Roteiros e materiais escolares: ficou manifestamente motivada e impressionada e sugeriu que envi\u00e1ssemos um projecto para a CML para avaliar o tipo de apoio a prestar.<br \/>\nd) Sede para o NAM: informou que a CML, atrav\u00e9s do vereador do patrim\u00f3nio, Cardoso da Silva, est\u00e1 a proceder ao invent\u00e1rio dos edif\u00edcios dispon\u00edveis para satisfazer os v\u00e1rios pedidos de sede ficando o compromisso de apreciar, oportunamente, o pedido do NAM.<\/p>\n<p><strong>2. Cria\u00e7\u00e3o do blogue Caminhos da Mem\u00f3ria (<a href=\"http:\/\/caminhosdamemoria.wordpress.com\" target=\"_blank\">http:\/\/caminhosdamemoria.wordpress.com<\/a>) e melhoria do site do NAM<br \/>\n<\/strong>Foi criado o blogue Caminhos da Mem\u00f3ria que, muito embora n\u00e3o seja um blogue institucional, pretende servir os objectivos do NAM. Este blogue tem desempenhado relevante papel em termos da divulga\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria hist\u00f3rica e conta hoje com um n\u00famero importante de ass\u00edduos leitores. Foi, tamb\u00e9m, melhorado o nosso site, estando a ser renovado.<\/p>\n<p><strong>3. Realiza\u00e7\u00e3o de acto p\u00fablico comemorativo do 3\u00ba anivers\u00e1rio do NAM, a 5 de Outubro 2008.<br \/>\n<\/strong>Para a comemora\u00e7\u00e3o do 3\u00ba Anivers\u00e1rio realiz\u00e1mos uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural p\u00fablica em Lisboa, na Rua Ant\u00f3nio Maria Cardoso, em frente do local da antiga sede da PIDE.<br \/>\nA manifesta\u00e7\u00e3o consistiu na pintura de uma tela gigante (13&#215;3 metros), montada numa estrutura junto ao muro em que queremos levantar um memorial \u00e0s v\u00edtimas da PIDE. O painel foi pintado por 16 estudantes da Faculdade de Belas Artes de Lisboa, coordenados pelo professor Lima de Carvalho, e tratou temas alusivos \u00e0 hist\u00f3ria da repress\u00e3o e \u00e0 luta pela liberdade. A iniciativa decorreu durante toda a tarde e foi acompanhada pela emiss\u00e3o de can\u00e7\u00f5es sobre os mesmos temas.<br \/>\nCont\u00e1mos com algum apoio da CML, da EGEAC que facultou as instala\u00e7\u00f5es do teatro S. Luiz como retaguarda de apoio, mas o essencial resultou do empenho dos membros do NAM e de pessoas que, n\u00e3o pertencendo ao NAM, deram generosamente a sua contribui\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSa\u00edram not\u00edcias na imprensa, na r\u00e1dio e na SIC Not\u00edcias. No local distribu\u00edram-se panfletos informativos sobre o significado desta ac\u00e7\u00e3o (levantar ali um memorial com uma subscri\u00e7\u00e3o p\u00fablica).<br \/>\nO site do NAM e o blog Caminhos da Mem\u00f3ria noticiaram o acontecimento e l\u00e1 se poder\u00e1 colher informa\u00e7\u00e3o. Foi tamb\u00e9m produzido um v\u00eddeo, dispon\u00edvel no youtube.<\/p>\n<p><strong>4. Realiza\u00e7\u00e3o do Col\u00f3quio TARRAFAL \u2013 Uma Pris\u00e3o dois Continentes. <\/strong><br \/>\nO Col\u00f3quio Internacional sobre o Tarrafal, que teve a presen\u00e7a de antigos presos portugueses \u2013 Edmundo Pedro e Joaquim de Sousa Teixeira \u2013 angolanos \u2013 Manuel Pedro Pacavira e Justino Pinto de Andrade \u2013 cabo-verdianos \u2013 Lu\u00eds Fonseca \u2013 e guineenses \u2013 Constantino Lopes da Costa \u2013 encheu, ao longo do dia 29 de Outubro, o audit\u00f3rio da Assembleia da Rep\u00fablica. A assist\u00eancia n\u00e3o se deixou desmobilizar pela intensidade do programa \u2013 5 pain\u00e9is, para l\u00e1 da Sess\u00e3o de Abertura, que teve a presen\u00e7a do Presidente da A.R., do Ministro da Justi\u00e7a e da Governadora Civil de Lisboa, e da de Encerramento, em que usaram da palavra um representante da Funda\u00e7\u00e3o Am\u00edlcar Cabral e o historiador Fernando Rosas. Textos de C\u00e2ndido de Oliveira, lidos por Jorge Sequerra, de Sophia de Melo Breyner e Alexandre O&#8217;Neill, lidos por Nat\u00e1lia Lu\u00edza, foram tamb\u00e9m ouvidos com emo\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOrganizado pelo NAM em parceria com a Amnistia Internacional, a Comiss\u00e3o dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, a CPLP e a Funda\u00e7\u00e3o M\u00e1rio Soares o Col\u00f3quio Internacional &#8220;Tarrafal: uma pris\u00e3o, dois continentes&#8221; veio, segundo cremos, encorajar novas iniciativas de colabora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA terminar, ficou o an\u00fancio do Simp\u00f3sio Internacional sobre o Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal, que, sob o alto patroc\u00ednio do Presidente da Rep\u00fablica de Cabo Verde, ter\u00e1 lugar na Vila do Tarrafal, de 29 de Abril a 1 de Maio de 2009 e para o qual o NAM ficou, desde logo, convidado.<\/p>\n<p><strong>5. Realiza\u00e7\u00e3o de um Plen\u00e1rio de activistas<\/strong><br \/>\nN passado dia 21 de Janeiro, foi realizado um Plen\u00e1rio que contou com a presen\u00e7a de cerca de 30 pessoas, dentre os quais uma representante do N\u00facleo do Porto. O objectivo deste encontro foi, em primeiro lugar, de ouvir e discutir formas de trabalho do NAM, iniciativas para 2009, bem como de apresentar um balan\u00e7o das actividades desenvolvidas no segundo semestre de 2008, destacando -se, em particular:<br \/>\na)Breve apresenta\u00e7\u00e3o dos quatro projectos que o NAM submeteu \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional das Comemora\u00e7\u00f5es do Centen\u00e1rio da Rep\u00fablica (CNCCR)<br \/>\nb)Organiza\u00e7\u00e3o duma ac\u00e7\u00e3o p\u00fablica, frente \u00e0 ex-sede da PIDE\/DGS, em Lisboa, comemorativa da cria\u00e7\u00e3o do NAM, em 5 de Outubro de 2005, com a pintura colectiva dum Mural alusivo aos crimes do fascismo.<br \/>\nc)Realiza\u00e7\u00e3o dum Semin\u00e1rio Internacional sobre o Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal, na Assembleia da Rep\u00fablica.<br \/>\nEsteve tamb\u00e9m presente uma representante do N\u00facleo do Porto que resumiu as actividades ali realizadas no Porto, com destaque para uma Exposi\u00e7\u00e3o de fotografias sobre o Tarrafal, no Museu Militar (antiga sede da PIDE\/DGS), e a Confer\u00eancia com que encerrou.<br \/>\nFoi tamb\u00e9m dada informa\u00e7\u00e3o sobre o movimento c\u00edvico contra a transforma\u00e7\u00e3o do Tribunal da Boa Hora em hotel de charme, tendo sido subscrito pelos presentes um abaixo-assinado do referido movimento.<br \/>\nO interesse suscitado sobre a necessidade de um trabalho junto das crian\u00e7as e dos jovens levou \u00e0 decis\u00e3o de se realizar um encontro com os interessados sob o tema &#8220;Mem\u00f3ria da Resist\u00eancia nas Escolas&#8221;, o que foi efectivado no passado dia 2 de Mar\u00e7o e que dever\u00e1 ter continuidade, para apresenta\u00e7\u00e3o dum plano de trabalho. Desta reuni\u00e3o surgiu a ideia de constituir um grupo de trabalho sobre o tema dos jovens e a mem\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>6. Aprova\u00e7\u00e3o dos projectos apresentados pelo NAM \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional das Comemora\u00e7\u00f5es do Centen\u00e1rio da Rep\u00fablica (CNCCR)<br \/>\n<\/strong>Foram aprovados, pela CNCCR, os 4 projectos apresentados pelo NAM:<br \/>\n6.1. Exposi\u00e7\u00e3o \u201cA Voz das V\u00edtimas\u201d<br \/>\nEste projecto, apresentado pela Associa\u00e7\u00e3o Movimento C\u00edvico N\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria! (NAM) re\u00fane, de facto, tr\u00eas entidades, tendo como principais respons\u00e1veis cient\u00edficos a Doutora Irene Pimentel, pelo NAM, o Professor Doutor Fernando Rosas, pelo IHC \u2013 FCSH\/UNL e o Dr. Alfredo Caldeira, pelo Arquivo &amp; Biblioteca da FMS.<br \/>\nA Exposi\u00e7\u00e3o que pretende individualizar a v\u00edtima, escolhida de modo a que fique bem claro como era variada a identidade pol\u00edtica das v\u00edtimas da repress\u00e3o.<br \/>\nToda a informa\u00e7\u00e3o veiculada na Exposi\u00e7\u00e3o se basear\u00e1 nas mais recentes investiga\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas em curso sobre a pol\u00edcia pol\u00edtica portuguesa.<br \/>\nApresentar-se-\u00e3o, ali\u00e1s \u2013 e pela primeira vez \u2013 listagens de v\u00edtimas da repress\u00e3o.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o dever\u00e1 funcionar nas instala\u00e7\u00f5es do Aljube de 25 de Abril de 2010 a 25 de Abril de 2011.<br \/>\n6.2. Projecto de produ\u00e7\u00e3o de Materiais did\u00e1cticos: A Rep\u00fablica e a Resist\u00eancia republicana.<br \/>\nPretende-se com este projecto possibilitar o livre acesso, por parte de alunos e professores, a informa\u00e7\u00e3o em suporte digital cred\u00edvel, que permita a aprendizagem de conte\u00fados program\u00e1ticos e a realiza\u00e7\u00e3o de testes com indica\u00e7\u00e3o das respostas.<br \/>\nSem preju\u00edzo da disponibiliza\u00e7\u00e3o por outras institui\u00e7\u00f5es, especialmente pelas escolas, o NAM providenciar\u00e1, no seu s\u00edtio oficial, a utiliza\u00e7\u00e3o \u201con-line\u201d ou o \u201cdownload\u201d desses materiais did\u00e1cticos, nos termos a definir.<br \/>\n6.3. Projecto de trabalho multim\u00e9dia para a cria\u00e7\u00e3o de um roteiro: Resist\u00eancia republicana \u00e0 Ditadura Militar e ao Estado Novo (1926-1940)<br \/>\nO objectivo do projecto \u00e9 de estabelecer um guia apresentado de forma virtual atrav\u00e9s de tr\u00eas mapas \u2013 um do Porto e outro de Lisboa, os dois principais centros de resist\u00eancia republicana e um terceiro da Ilha da Madeira &#8211; onde, atrav\u00e9s da marca\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios itiner\u00e1rios tem\u00e1ticos, ser\u00e3o fixados os marcos mais evidentes da resist\u00eancia republicana.<br \/>\nEstes mapas com itiner\u00e1rios tem\u00e1ticos permitir\u00e3o ainda estabelecer liga\u00e7\u00e3o com outros pontos do pa\u00eds (continental, insular e colonial) e com as comunidades de republicanos exilados na Europa e na Am\u00e9rica.<br \/>\nO guia ser\u00e1 concebido como um todo, resultante da aglomera\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios conjuntos tem\u00e1ticos. Deste modo, vai permitir tanto uma visualiza\u00e7\u00e3o de conjunto, como uma utiliza\u00e7\u00e3o parcelar, em pesquisas ou em passeios.<br \/>\nEsta estrutura permitir\u00e1 ainda que, no futuro, o trabalho possa ser corrigido e acrescentado, neste \u00faltimo caso, de uma segunda fase da resist\u00eancia republicana (1940-1974).<br \/>\n6.4. Dramatiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica: Da implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica \u00e0 resist\u00eancia ao Estado Novo atrav\u00e9s da vida e obra de Bernardino Machado<br \/>\nTrata-se de um projecto de concep\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o de um espect\u00e1culo sobre a Rep\u00fablica, baseado na vida de Bernardino Machado, da responsabilidade do actor Jorge Sequerra.<\/p>\n<p><strong>7. Participa\u00e7\u00e3o do NAM na plataforma sobre o Tribunal da Boa-Hora <\/strong><br \/>\nO NAM emitiu um comunicado, em 17 de Fevereiro, no qual tomou posi\u00e7\u00e3o contra a transforma\u00e7\u00e3o do Tribunal da Boa-Hora em Hotel de Charme e faz parte, juntamente com outras organiza\u00e7\u00f5es, de uma plataforma que est\u00e1 a desenvolver um conjunto de actividades para que seja preservada a mem\u00f3ria do edif\u00edcio em quest\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>8. Organiza\u00e7\u00e3o de uma viagem para os s\u00f3cios do NAM ao Tarrafal<\/strong><br \/>\nPor ocasi\u00e3o do 35\u00ba anivers\u00e1rio do encerramento do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal ser\u00e1 realizado um Simp\u00f3sio Internacional sobre este tema, na Vila do Tarrafal, de 29 de Abril a 1\u00ba de Maio. O NAM est\u00e1 a organizar uma viagem para os s\u00f3cios.<\/p>\n<p><strong>9. Audi\u00eancia com o Ministro da Justi\u00e7a e o Presidente da CM de Lisboa <\/strong><br \/>\nNo passado dia 19 de Mar\u00e7o realizou-se, a pedido do NAM, uma audi\u00eancia para tratar dos assuntos seguintes: Aljube, Memorial na Rua Ant\u00f3nio Maria Cardoso, Projectos apresentados pelo NAM e aprovados pela CNCCR e sede para o NAM.<br \/>\n9.1. ALJUBE<br \/>\nEntendemos ser desej\u00e1vel estabelecer um protocolo entre a CML, o minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, o NAM e outras organiza\u00e7\u00f5es que se considere adequadas e que eventualmente estejam interessadas em que criem condi\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o da Exposi\u00e7\u00e3o \u201cA Voz das V\u00edtimas\u201d e para a cria\u00e7\u00e3o futura de um Museu da Resist\u00eancia e da Liberdade nas instala\u00e7\u00f5es do Aljube.<br \/>\n9.2.MEMORIAL NA RUA ANT\u00d3NIO MARIA CARDOSO (EX SEDE DA PIDE).<br \/>\nPretend\u00edamos saber com que facilidades por parte da CML podemos contar ou que eventuais obst\u00e1culos legais possam existir para a cria\u00e7\u00e3o de um memorial \u00e0s v\u00edtimas da ex \u2013 PIDE.<br \/>\n9.3. Projecto de Exposi\u00e7\u00e3o \u201cA VOZ DA VITIMAS\u201d<br \/>\nTendo sido aprovado pela Comiss\u00e3o das Comemora\u00e7\u00f5es Nacionais do Centen\u00e1rio da Rep\u00fablica (CNCCR) o projecto de organiza\u00e7\u00e3o de uma exposi\u00e7\u00e3o, \u201cA voz das v\u00edtimas\u201d a ser realizada durante um ano, no edif\u00edcio da antiga cadeia do Aljube, que exige obras de adapta\u00e7\u00e3o no edif\u00edcio, entendemos que poderiam ser feitas j\u00e1 no pressuposto da sua convers\u00e3o em museu.<br \/>\nEntendemos que o projecto do NAM Roteiros da Memoria teria particular interesse tur\u00edstico (turismo cultural, hist\u00f3rico, pol\u00edtico) para o munic\u00edpio de Lisboa, ao assinalar os locais e momentos hist\u00f3ricos da luta pela liberdade.<br \/>\n9.4. SEDE DO NAM<br \/>\nDado que o local que o NAM tem vindo a utilizar n\u00e3o poder\u00e1 continuar a sediar as nossas actividades, defendemos que o NAM poderia utilizar uma das salas das instala\u00e7\u00f5es do Aljube.<br \/>\n9.5. S\u00edntese das conclus\u00f5es da reuni\u00e3o<br \/>\n9.5.1.Em primeiro lugar, foi decidido que haver\u00e1 uma ced\u00eancia do edif\u00edcio do Aljube \u00e0 CML, havendo j\u00e1 a anu\u00eancia do Ministro das Finan\u00e7as para tal.<br \/>\n9.5.2.Ser\u00e1, em seguida, estabelecido um protocolo entre a CML e o NAM, que contemplar\u00e1 os seguintes pontos:<br \/>\na)Autoriza\u00e7\u00e3o para a organiza\u00e7\u00e3o da Exposi\u00e7\u00e3o &#8220;A voz das Vitimas&#8221; nas instala\u00e7\u00f5es do Aljube (previs\u00e3o do inicio das obras de adapta\u00e7\u00e3o logo ap\u00f3s a sa\u00edda da DG de Reinser\u00e7\u00e3o Social) de Abril de 2010 a Abril de 2011. O NAM especificar\u00e1 o tipo de apoio que pretende obter da CML neste particular, mas dificilmente poder\u00e1 ser em termos de pessoal.<br \/>\nb)A partir de Abril de 2011, a CML compromete-se a criar um Museu da Resist\u00eancia, sendo at\u00e9 l\u00e1 tomadas as medidas necess\u00e1rias para tanto (cria\u00e7\u00e3o de uma Comiss\u00e3o Cientifica onde estar\u00e1 representado o NAM e outras entidades, abertura de concurso publico, etc).<br \/>\nc)Cria\u00e7\u00e3o de um Memorial da Resist\u00eancia, utilizando-se o muro em frente do S\u00e3o Lu\u00eds (a CML vai tentar obter a autoriza\u00e7\u00e3o do propriet\u00e1rio, fam\u00edlia do Marqu\u00eas de Pombal). Este projecto contaria com fundos da CML, caso se consiga a autoriza\u00e7\u00e3o e de uma subscri\u00e7\u00e3o p\u00fablica da iniciativa do NAM. Se n\u00e3o for poss\u00edvel fazer o memorial no muro n\u00e3o se descarta a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o p\u00fablico nas imedia\u00e7\u00f5es da ex-sede da PIDE para outra forma de evoca\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria. A possibilidade de instala\u00e7\u00e3o de um N\u00facleo museol\u00f3gico no condom\u00ednio da Ant\u00f3nio Maria Cardoso (\u00e1rea da cisterna) foi descartada, por raz\u00f5es de seguran\u00e7a.<br \/>\nd)Possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de uma sala para sediar o NAM nas instala\u00e7\u00f5es do Aljube.<\/p>\n<p><strong>10. Actividades desenvolvidas pelo N\u00facleo do Porto<\/strong><br \/>\nO N\u00facleo do Porto do Movimento \u201cN\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria!\u201d, entre o \u00faltimo trimestre de 2007 e meados de 2008, desenvolveu um conjunto de ac\u00e7\u00f5es enquadradas nas suas finalidades de salvaguardar a mem\u00f3ria da resist\u00eancia \u00e0 opress\u00e3o do Estado Novo e salientar o valor testemunhal dos espa\u00e7os emblem\u00e1ticos das lutas pela liberdade e pela democracia. Estas iniciativas visaram fomentar o interesse p\u00fablico pela investiga\u00e7\u00e3o e pela divulga\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico.<br \/>\nAt\u00e9 Dezembro de 2007, a companheira Albertina Lemos era a respons\u00e1vel pelos contactos com o Grupo de Liga\u00e7\u00e3o do NAM, estrutura de coordena\u00e7\u00e3o de todos os n\u00facleos\/grupos de trabalho, sediada em Lisboa, bem como inst\u00e2ncia de orienta\u00e7\u00e3o de iniciativas, marca\u00e7\u00e3o de reuni\u00f5es plen\u00e1rias e divulga\u00e7\u00e3o das actividades. A partir de Janeiro, essa tarefa passou para a J\u00falia Val\u00e9rio, de acordo com o estabelecido princ\u00edpio de rotatividade.<\/p>\n<p>O N\u00facleo do Porto desenvolveu 5 linhas de ac\u00e7\u00e3o:<br \/>\na)Contactos institucionais com as C\u00e2maras Municipais do Grande Porto (Porto, Maia, Gaia, Gondomar e Matosinhos), com o Governo Civil do Porto, com o Museu Militar do Porto, com o IPPAR, com a URAP, n\u00e3o s\u00f3 para dar a conhecer o Movimento e os seus objectivos mas tamb\u00e9m para definir as possibilidades de colabora\u00e7\u00e3o. Estes contactos saldaram-se pela aceita\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da colabora\u00e7\u00e3o m\u00fatua, exceptuando-se o caso da C\u00e2mara Municipal de Valongo.<br \/>\nb) Dilig\u00eancias tendentes \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio da Ex-PIDE, actual Museu Militar, como im\u00f3vel de interesse p\u00fablico.<br \/>\nc) Encontros em Lugares de Mem\u00f3ria da Resist\u00eancia &#8211; sess\u00f5es p\u00fablicas realizadas em locais de mem\u00f3ria das lutas pela liberdade, em que as hist\u00f3rias contadas pelos protagonistas das ac\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia, ou seja, os testemunhos dos que participaram nas lutas antifascistas, constitu\u00edram uma s\u00e9rie de depoimentos preciosos para a forma\u00e7\u00e3o\/recomposi\u00e7\u00e3o da nossa mem\u00f3ria colectiva (Caf\u00e9 \u00c2ncora d\u2018Ouro, Caf\u00e9 Ceuta, Cooperativa UNICEPE)<br \/>\nd) Jornadas pela Mem\u00f3ria \u2013 ciclo de confer\u00eancias apoiadas pela C\u00e2mara Municipal de Matosinhos e integradas nas comemora\u00e7\u00f5es do 34\u00ba anivers\u00e1rio do 25 de Abril:<br \/>\n11 de Abril de 2008<br \/>\nDr\u00aa Ana Sofia Ferreira \u2013 &#8220;A oposi\u00e7\u00e3o portuense e a campanha de Humberto Delgado; Dr. Bruno Monteiro\u00a0 &#8211;\u00a0 &#8221; A Incorpora\u00e7\u00e3o da Voca\u00e7\u00e3o Militante. \u00a0 Apontamentos\u00a0 sobre as\u00a0 l\u00f3gicas\u00a0 da\u00a0 ades\u00e3o e a gera\u00e7\u00e3o\u00a0 de disposi\u00e7\u00f5es\u00a0 pol\u00edticas\u00a0 nas organiza\u00e7\u00f5es\u00a0 oper\u00e1rias&#8221;<br \/>\nS\u00e1bado, \u00a0\u00a0\u00a0 12\u00a0 Abril<br \/>\nProf.\u00aa Doutora Irene Pimentel \u2013 &#8220;A PIDE\/DGS&#8221;; Prof.\u00aa Doutora In\u00e1cia Rezola \u2013 &#8220;Os Militares e a Revolu\u00e7\u00e3o de Abril&#8221;; Prof. Doutor Manuel Loff\u00a0 \u2013 &#8220;Lembrar e n\u00e3o lembrar a ditadura\u00a0 salazarista\u00a0\u00a0 no per\u00edodo\u00a0 democr\u00e1tico&#8221;.<br \/>\ne) Visitas \u00e0s instala\u00e7\u00f5es da Ex-PIDE\u00a0 guiadas por ex-presos pol\u00edticos.<br \/>\nA 26 de Abril foi realizada a 3\u00aa visita anual p\u00fablica ao actual Museu Militar, sede da delega\u00e7\u00e3o do Norte da PVDE\/PIDE\/DGS com interven\u00e7\u00f5es de Jorge Carvalho (Pisco), de Jos\u00e9 Machado de Castro e de dois companheiros do Barreiro, Estaline de Jesus e \u00c1lvaro Monteiro, que tinham estado presos c\u00e1 no Porto. Cada um deles relatou a persegui\u00e7\u00e3o de que foi v\u00edtima por parte da PIDE e o que tinham passado enquanto esteve preso.<br \/>\nConfer\u00eancia sobre Humberto Delgado e as elei\u00e7\u00f5es de 1958 por Fernando Rosas, apoiada pela C\u00e2mara Municipal do Porto.<br \/>\nNa sequ\u00eancia de contactos efectuados, a C\u00e2mara Municipal de Matosinhos prop\u00f4s a ced\u00eancia de uma sala na futura Casa da Liberdade, edif\u00edcio de propriedade camar\u00e1ria, em recupera\u00e7\u00e3o, tendo sido assinado, no dia 25 de Abril, um protocolo entre a autarquia e o N\u00facleo do Porto. Nesse edif\u00edcio, ap\u00f3s a sua de Abril, da Associa\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Afonso e da Amnistia Internacional.<br \/>\nQuanto \u00e0 C\u00e2mara Municipal do Porto, representada pelo Vereador da Cultura Dr. Gon\u00e7alo Gon\u00e7alves, os contactos centraram-se na quest\u00e3o da transfer\u00eancia do Museu Militar para o mosteiro da Serra do Pilar, facto que pode indiciar a aliena\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es da PIDE. Al\u00e9m disso entendia o NAM que o Porto deveria ter um Museu da Resist\u00eancia e que aquele edif\u00edcio, sendo um local emblem\u00e1tico da resist\u00eancia \u00e0 ditadura, devia ser salvaguardado. Foi dito pelo Vereador da Cultura que a C\u00e2mara estava dispon\u00edvel para colaborar com o NAM desde que n\u00e3o envolvesse despesas monet\u00e1rias.<br \/>\nQuanto ao edif\u00edcio, para o preservar seria necess\u00e1rio ele ser classificado de utilidade p\u00fablica.<br \/>\nTal como nos encontros com as restantes autarquias, foram abordadas outras quest\u00f5es: topon\u00edmia (nome de resistentes anti-fascistas nas ruas ou pra\u00e7as, apoio a projectos locais, apoio a iniciativas comemorativas das lutas pela liberdade).<br \/>\nEncontros em Lugares de Mem\u00f3ria da Resist\u00eancia<br \/>\nA 29 de Setembro realizou-se a tert\u00falia no Caf\u00e9 Piolho tendo sido convidados o Pedro Baptista e o Vasco Paiva, que apresentaram testemunhos da sua viv\u00eancia enquanto estudantes e frequentadores do Caf\u00e9, descreveram o ambiente pol\u00edtico das d\u00e9cadas de 60 e 70, a repress\u00e3o exercida pela PIDE, os malabarismos a que recorriam para a distribui\u00e7\u00e3o de panfletos e comunicados, hist\u00f3rias vividas que despertaram a participa\u00e7\u00e3o acalorada da assist\u00eancia.<br \/>\nA 27 de Outubro foi a vez do Caf\u00e9 Ceuta. Foram convidados Nozes Pires e Ant\u00f3nio La\u00fandes que falaram das suas actividades pol\u00edticas de resist\u00eancia. A interven\u00e7\u00e3o de Nozes Pires e a sua pris\u00e3o pela PIDE foram objecto de not\u00edcia no jornal O Primeiro de Janeiro e est\u00e1 no site do Movimento.<br \/>\nA 21 de Novembro realizou-se a tert\u00falia na Cooperativa UNICEPE com a participa\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Lu\u00eds e de Jo\u00e3o Viana Jorge. O Jo\u00e3o Lu\u00eds falou dos tempos do ex\u00edlio em Fran\u00e7a e Viana Jorge das lutas estudantis e do papel da cooperativa \u00e0 \u00e9poca.<br \/>\nA 23 de Abril 2008 foi realizada uma ac\u00e7\u00e3o para os alunos da Escola Secund\u00e1ria Art\u00edstica Soares dos Reis: al\u00e9m da visita \u00e0s instala\u00e7\u00f5es da Ex-PIDE, guiada pelos ex-presos pol\u00edticos Jorge Carvalho (Pisco), Maria Jos\u00e9 e Arq\u00ba. Ant\u00f3nio Teixeira Lopes, foram os jovens confrontados com os depoimentos vivos de duas mulheres antifascistas, Maria Jos\u00e9 e Domic\u00edlia, que testemunharam as viv\u00eancias nas casas clandestinas e nas fam\u00edlias dos presos do campo de concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal. Um excerto da visita foi apresentado na RTP, a 25 de Abril, e est\u00e1 no site do Movimento.<\/p>\n<p>Classifica\u00e7\u00e3o do Edif\u00edcio da Ex-PIDE<br \/>\nO companheiro Jos\u00e9 Castro, sendo membro da Assembleia Municipal do Porto, a\u00ed apresentou e fez aprovar uma proposta de Resolu\u00e7\u00e3o com o objectivo de garantir a classifica\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio do actual Museu Militar como patrim\u00f3nio de utilidade p\u00fablica. A resolu\u00e7\u00e3o foi votada por unanimidade. Agora \u00e9 necess\u00e1rio criar um grupo de trabalho que se dedique a elaborar um dossier com todos os justificativos da pretens\u00e3o c\u00edvica de elevar o edif\u00edcio \u00e0 categoria de im\u00f3vel de interesse p\u00fablico para ser apresentado ao IPPAR. Neste momento n\u00e3o temos recursos humanos suficientes para se dedicar a este assunto que \u00e9 de extrema import\u00e2ncia (existe um estudo monogr\u00e1fico em que constam informa\u00e7\u00f5es sobre o edif\u00edcio).<br \/>\nO presente relat\u00f3rio tem como objectivo fazer um apelo aos associados do Movimento que residem no Grande Porto para se agregarem ao grupo dinamizador de actividades. A sua participa\u00e7\u00e3o enriquecer\u00e1 com novas ideias e novos projectos o N\u00facleo local, que poder\u00e1 dar continuidade ao trabalho at\u00e9 agora desenvolvido.<\/p>\n<p>A Direc\u00e7\u00e3o do NAM<br \/>\nLisboa, 24 de Mar\u00e7o de 2009<\/p>\n<address>[ tamb\u00e9m dispon\u00edvel em formato PDF: <a href=\"http:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/relatorio-de-actividades-de-maio-de-2008-a-marco-de-2009.pdf\">Relato\u0301rio de Actividades de Maio de 2008 a Marc\u0327o de 2009 (PDF)<\/a> ]<\/address>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio de Actividades (Maio\/2008 a Mar\u00e7o\/2009) Associa\u00e7\u00e3o \u2013 Movimento C\u00edvico N\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria! Lisboa, 27 de Mar\u00e7o de 2009<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,27,8,7,35,37,3],"tags":[],"class_list":["post-741","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actividades","category-associacao","category-comunicados","category-documentos","category-em-destaque","category-relatorio-de-actividades","category-ultimas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/ptMuS-bX","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/741","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=741"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/741\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":773,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/741\/revisions\/773"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=741"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=741"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=741"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}