{"id":834,"date":"2009-05-08T13:33:02","date_gmt":"2009-05-08T13:33:02","guid":{"rendered":"http:\/\/maismemoria.org\/mm\/?p=834"},"modified":"2009-05-08T13:33:02","modified_gmt":"2009-05-08T13:33:02","slug":"simposio-internacional-sobre-o-tarrafal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/2009\/05\/08\/simposio-internacional-sobre-o-tarrafal\/","title":{"rendered":"Simp\u00f3sio Internacional sobre o Tarrafal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><small><a href=\"http:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/simposio_tarrafal28abra1maio2009-060.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-837\" title=\"simposio_tarrafal28abra1maio2009-060\" src=\"http:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/simposio_tarrafal28abra1maio2009-060-300x225.jpg\" style=\"margin:3px; float:right; \" alt=\"simposio_tarrafal28abra1maio2009-060\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/simposio_tarrafal28abra1maio2009-060-300x225.jpg 300w, https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/simposio_tarrafal28abra1maio2009-060-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>local: ANTIGO CAMPO DE CONCENTRA\u00c7\u00c3O DO TARRAFAL<br \/>\n(28\/04\/ a 01\/05\/2009)<\/small><\/p>\n<p>Com o alto patroc\u00ednio do Presidente da Rep\u00fablica de Cabo Verde e do Minist\u00e9rio da Cultura de Cabo Verde, de Angola e Governo de Timor Leste, organizado pelo Funda\u00e7\u00e3o Am\u00edlcar Cabral e Funda\u00e7\u00e3o M\u00e1rio Soares, contando com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Agostinho Neto, Funda\u00e7\u00e3o Eduardo dos Santos, Funda\u00e7\u00e3o Sagrada Esperan\u00e7a, Liga dos Antigos Combatentes de Angola e CODESRIA, realizou-se entre 28 de Abril e 01 de Maio de 2009, nas antigas instala\u00e7\u00f5es do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal, um Simp\u00f3sio Internacional sobre o Tarrafal com o objectivo de homenagear todos quantos sofreram neste local as agruras do fascismo e do colonialismo, quando se passam 35 anos do seu encerramento. Para tal, foram convidados os ex-presos sobreviventes e outras personalidades, tendo comparecido em grande n\u00famero.<\/p>\n<p><!--more-->As Palavras de Boas-Vindas foram proferidas pelo Coordenador da Comiss\u00e3o Organizadora do Simp\u00f3sio, <strong>Dr. \u00c1lvaro Tavares<\/strong>.<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o de abertura, ouviram-se interven\u00e7\u00f5es dos Ministros da Cultura de Cabo Verde, <strong>Dr. Manuel Veiga<\/strong>, de Angola, <strong>Dra. Rosa Cruz e Silva<\/strong>, da Guin\u00e9-Bissau, <strong>Dr. Aristides Ocante da Silva<\/strong>. De seguida, tomou a palavra o Primeiro-Ministro de Cabo Verde, <strong>Dr. Jos\u00e9 Maria Neves<\/strong>, que tamb\u00e9m homenageou algumas figuras da Vila do Tarrafal, pelo conforto moral e solidariedade prestados aos presos do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o durante os longos anos de reclus\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/simposio_tarrafal28abra1maio2009-067.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-838\" title=\"simposio_tarrafal28abra1maio2009-067\" src=\"http:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/simposio_tarrafal28abra1maio2009-067-300x225.jpg\" style=\"margin:3px; float:right; \" alt=\"simposio_tarrafal28abra1maio2009-067\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/simposio_tarrafal28abra1maio2009-067-300x225.jpg 300w, https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/simposio_tarrafal28abra1maio2009-067-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Simp\u00f3sio constou de <strong>4 Pain\u00e9is Tem\u00e1ticos<\/strong>.<\/p>\n<p>O <strong>Primeiro Painel<\/strong>, intitulado \u201cA GERA\u00c7\u00c3O DA UTOPIA E O DEVER DE MEM\u00d3RIA\u201d foi iniciado com a interven\u00e7\u00e3o do poeta M\u00e1rio Fonseca que procedeu ao enquadramento pol\u00edtico e ideol\u00f3gico do Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional nas Col\u00f3nias Africanas de Portugal, destacando o papel dos seus Pais-Fundadores e primeiros dirigentes.<\/p>\n<p><strong>Aur\u00e9lio Santos<\/strong>, lutador antifascista portugu\u00eas, na altura dirigente da R\u00e1dio Portugal Livre, hoje dirigente da <strong>URAP (Uni\u00e3o de Antifascistas Portugueses)<\/strong>, foi o orador que se seguiu. O drama dos primeiros presos pol\u00edticos portugueses enviados para este Campo da Morte Lenta, assim como a ades\u00e3o do regime de Salazar aos princ\u00edpios e pr\u00e1ticas do Nazismo e do Fascismo foi a subst\u00e2ncia da sua interven\u00e7\u00e3o. Recordou, por\u00e9m, tamb\u00e9m, o modo como os restos mortais daqueles que pereceram no Campo foram recebidos em Portugal, depois da Vit\u00f3ria da Liberdade, com a eclos\u00e3o do 25 de Abril de 1974.<\/p>\n<p>Outro lutador antifascista portugu\u00eas, <strong>Raimundo Narciso<\/strong>, da <strong>Ac\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria Armada (ARA)<\/strong>, hoje presidente da Associa\u00e7\u00e3o-Movimento C\u00edvico \u201c<strong>N\u00e3o Apaguem a Mem\u00f3ria<\/strong>\u201d, concentrou-se sobre quest\u00f5es como o hero\u00edsmo dos resistentes portugueses e o modo abnegado como enfrentaram o horror do fascismo. Particularizou, por\u00e9m, as figuras de Edmundo Pedro (hoje com 90 anos de idade) e seu pai, Gabriel Pedro, ambos deportados para o Tarrafal. Fez ainda refer\u00eancia \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o do antigo Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal em Campo de Trabalho de Ch\u00e3o Bom, por determina\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o Ministro do Ultramar, Adriano Moreira. Lembrou os la\u00e7os de solidariedade entre os combatentes antifascistas e os lutadores pelas independ\u00eancias das antigas col\u00f3nias portuguesas.<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Pedro Louren\u00e7o<\/strong>, Director do Museu da Escravatura de Angola, tra\u00e7ou um roteiro do Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o angolano, referindo, em especial, o papel daqueles que definiram o seu perfil e tra\u00e7aram os seus caminhos. Aludiu a um certo \u201cdiscurso revisionista\u201d sobre o significado do Tarrafal daqueles que hoje procuram apresentar uma imagem \u201cadocicada\u201d do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o, adulterando cinicamente o seu significado.<\/p>\n<p>Seguiu-se a interven\u00e7\u00e3o do historiador <strong>Juli\u00e3o de Sousa<\/strong>, da Guin\u00e9-Bissau, com uma retrospectiva do processo de cria\u00e7\u00e3o do PAIGC, a partir de n\u00facleos clandestinos em Bissau. Recordou o per\u00edodo e a forma de encaminhamento dos presos guineenses para o Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal. Fez uma pequena resenha da vida dos presos da Guin\u00e9-Bissau, mostrando a contradi\u00e7\u00e3o entre a imagem que o regime procurava apresentar ao mundo e o que realmente se passava. Terminou recordando a decis\u00e3o do ent\u00e3o Governador da Guin\u00e9 de retirar do Campo os prisioneiros da Guin\u00e9-Bissau, voltando alguns a ser encarcerados.<\/p>\n<p>Teve tamb\u00e9m lugar a interven\u00e7\u00e3o da historiadora <strong>N\u00e9lida Brito<\/strong>, concentrando-se no per\u00edodo do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o desde a sua funda\u00e7\u00e3o, em 1936, at\u00e9 ao seu primeiro encerramento, em 1954. Deu muito realce \u00e0s cerim\u00f3nias f\u00fanebres dos prisioneiros mortos.<\/p>\n<p>O historiador portugu\u00eas <strong>Fernando Rosas<\/strong> fez uma profunda reflex\u00e3o sobre alguns conceitos e ideias que estruturam os factos hist\u00f3ricos da liberta\u00e7\u00e3o nacional e social, dando-lhe sentido e vida. N\u00e3o deixou, por\u00e9m, de recusar pretens\u00f5es revisionistas que se tentam fazer da hist\u00f3ria, banalizando e at\u00e9 mesmo desresponsabilizando a ditadura fascista, ao ponto de, inclusive, se consagrar o nome de Salazar numa pra\u00e7a da terra onde nasceu, precisamente na data da comemora\u00e7\u00e3o do 25 de Abril deste ano. A resist\u00eancia esteve sempre presente e activa at\u00e9 1974. Abordando o tema da hegemonia da mem\u00f3ria, em jeito de remate, concluiu: <em><strong>\u201cNingu\u00e9m \u00e9 dono da mem\u00f3ria. Ningu\u00e9m tem o direito de se colocar como o seu int\u00e9rprete exclusivo\u201d<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Ouviu-se seguidamente o testemunho de um antigo preso do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal, <strong>Carlos Tavares<\/strong>, cabo-verdiano.<\/p>\n<p>No per\u00edodo da Tarde, decorreu o <strong>Segundo Painel<\/strong>, intitulado \u201cOS IDEIAIS E PRINC\u00cdPIOS\u201d, moderado pelo Presidente da Funda\u00e7\u00e3o Am\u00edlcar Cabral, Dr. Corsino Fortes.<\/p>\n<p>O primeiro orador foi <strong>Luzolo Kiala<\/strong>, de Angola, que explanou sobre o tema \u201cDa clandestinidade ao Tarrafal\u201d, tra\u00e7ando o percurso do chamado \u201cProcesso dos 50\u201d.<\/p>\n<p>Ouviu-se tamb\u00e9m a comunica\u00e7\u00e3o da Professora <strong>Aurora Ferreira<\/strong>, numa an\u00e1lise daquilo que denominou \u201cA Recolha de Testemunhos e de Hist\u00f3rias de Vida\u201d.<\/p>\n<p>O \u00faltimo orador deste Painel foi o ex-tarrafalista <strong>Justino Pinto de Andrade<\/strong>, com uma exposi\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise ao percurso dos angolanos, destacando as diversas faixas et\u00e1rias a que pertenciam, os sucessivos grupos de chegada, filia\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-partid\u00e1rias no momento da entrada, liberta\u00e7\u00f5es, geografia s\u00f3cio-cultural das pris\u00f5es, tamb\u00e9m uma an\u00e1lise por profiss\u00f5es. Terminou recordando o momento da liberta\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos presos angolanos, sa\u00eddos simultaneamente com os \u00faltimos presos pol\u00edticos cabo-verdianos.<\/p>\n<p>Neste Painel, ouviram-se os testemunhos dos ex-presos Lu\u00eds Fonseca e Jaime Schofied, de Cabo Verde, Karam\u00f3 Sanh\u00e1 e M\u00e1rio Soares, da Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n<p>O <strong>Terceiro Painel<\/strong>, no per\u00edodo da Manh\u00e3 do dia 30 de Abril, denominado \u201cCIDADANIA E DIREITOS HUMANOS\u201d, foi moderado pelo Ministro da Cultura da Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n<p>O Embaixador <strong>On\u00e9simo Silveira<\/strong> come\u00e7ou por lembrar o seu relacionamento pessoal com alguns dos presos angolanos do Tarrafal e suas fam\u00edlias. Falou, depois, da problem\u00e1tica dos direitos humanos, integrando-a na luta dos povos pela sua emancipa\u00e7\u00e3o. Antes, por\u00e9m, fez uma incurs\u00e3o te\u00f3rica nos desenvolvimentos do Estado de Direito.<\/p>\n<p>O jurista angolano <strong>Jo\u00e3o Pinto<\/strong> tra\u00e7ou a dimens\u00e3o po\u00e9tica de Agostinho Neto e o seu impulso \u00e0 Luta de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional.<\/p>\n<p>O soci\u00f3logo <strong>Carlos Cardoso<\/strong> trouxe ao Simp\u00f3sio uma mensagem de solidariedade e apoio do CODESRIA, que representou.<\/p>\n<p>O soci\u00f3logo <strong>Victor Kajibanga<\/strong> analisou o facto de os Movimentos de Liberta\u00e7\u00e3o terem descurado a quest\u00e3o da democracia e os direitos humanos. Esbo\u00e7ou um perfil dos Estados e das classes dirigentes africanas no per\u00edodo p\u00f3s-independ\u00eancia.<\/p>\n<p>O tamb\u00e9m soci\u00f3logo <strong>Paulo de Carvalho<\/strong> interveio para falar sobre \u201cCidadania e Direitos Humanos na Angola Contempor\u00e2nea\u201d, descrevendo a evolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica desde a independ\u00eancia e o modo como se foram produzindo altera\u00e7\u00f5es no que respeita aos direitos humanos.<\/p>\n<p><strong>Domingos Abrantes<\/strong>, resistente portugu\u00eas, lan\u00e7ou um olhar sobre o passado e a luta dos resistentes comunistas portugueses, destacando o papel daqueles que foram deportados para o Tarrafal.<\/p>\n<p><strong>Dany Landim<\/strong>, professora de hist\u00f3ria, cabo-verdiana, fez uma resenha hist\u00f3rica do Campo e insistiu na necessidade de serem refor\u00e7ados os conte\u00fados hist\u00f3ricos sobre a resist\u00eancia e a luta de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A historiadora portuguesa, <strong>Irene Pimentel<\/strong>, estabeleceu a rela\u00e7\u00e3o entre a mem\u00f3ria e a hist\u00f3ria. Recordou a necessidade de se distinguir um \u201cCampo de Concentra\u00e7\u00e3o\u201d de um \u201cCampo de Exterm\u00ednio\u201d e procedeu \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal.<\/p>\n<p>Ouviram-se testemunhos de <strong>Edmundo Pedro<\/strong>, de Portugal, <strong>Fernando Tavares<\/strong>, <strong>Eul\u00e1lia Freire (Nha Beba)<\/strong>, e <strong>Pedro Martins<\/strong>, de Cabo Verde, bem como <strong>Manuel Pedro Pacavira<\/strong>, de Angola<\/p>\n<p>\u201cQUE FUTURO PARA O CAMPO DO TARRAFAL?\u201d foi o quadro em que se inseriu o <strong>Quarto Painel<\/strong>, no per\u00edodo da Tarde, com 4 interven\u00e7\u00f5es: <strong>Jos\u00e9 Vicente Lopes<\/strong>, de Cabo Verde, apresentou a sua \u201cRecolha de Testemunhos\u201d; <strong>Antoninho Baptista<\/strong>, de Timor-Leste, falou sobre o \u201cArquivo &amp; Museu da Resist\u00eancia Timorense\u201d; <strong>Alfredo Caldeira<\/strong>, de Portugal, desenvolveu a quest\u00e3o do \u201cDever de Mem\u00f3ria\u201d e do direito \u00e0 mem\u00f3ria, sublinhando que mem\u00f3ria sem liberdade e democracia \u00e9 t\u00e3o s\u00f3 propaganda; <strong>Carlos Carvalho<\/strong>, Presidente do Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o e Patrim\u00f3nio Cultural de Cabo Verde, apresentou o \u201cProjecto do Minist\u00e9rio da Cultura de Cabo Verde sobre o Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal\u201d. Este Painel foi moderado pelo Ministro da Cultura de Cabo Verde.<\/p>\n<p>O \u00faltimo dia do Simp\u00f3sio constou da sess\u00e3o de encerramento, que foi presidida por Sua Excel\u00eancia o Presidente da Rep\u00fablica de Cabo Verde, <strong>Pedro Pires<\/strong>, e teve tamb\u00e9m a honrosa presen\u00e7a de Sua Excel\u00eancia o <strong>Dr. M\u00e1rio Soares<\/strong>, ex-Presidente da Rep\u00fablica de Portugal, que dedicaram aos presentes palavras de agradecimento e regozijo pela forma como decorreram os trabalhos, estimulando \u00e0 consecu\u00e7\u00e3o dos objectivos pretendidos.<\/p>\n<p>A An\u00e1lise Geral do Simp\u00f3sio permitiu extrair as seguintes <strong>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>Destapar e colocar em espa\u00e7o de mem\u00f3ria os outros \u201cTarrafais\u201d espalhados pelo mundo, e em particular nos pa\u00edses integrantes da CPLP, tais como Ilha das Galinhas, na Guin\u00e9-Bissau, Campos de S. Nicolau, Missonbo e Col\u00f3nia Penal do Bi\u00e9, em Angola, Machava, em Mo\u00e7ambique, Vikeke e Ata\u00faro, em Timor-Leste, e Tarrafal de S. Nicolau, em Cabo Verde;<\/li>\n<li>Manifestar o seu rep\u00fadio pela crescente utiliza\u00e7\u00e3o de campos de concentra\u00e7\u00e3o e de tortura em conflitos recentes;<\/li>\n<li>Legisla\u00e7\u00e3o apropriada e multinacional (Portugal, Angola, Cabo Verde e Guin\u00e9-Bissau) para garantir o car\u00e1cter perene da import\u00e2ncia do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal, para que o seu destino n\u00e3o dependa das vicissitudes e vontades circunstanciais dos respectivos governos;<\/li>\n<li>Assegurar a integridade das instala\u00e7\u00f5es de Campo, tal como se encontravam no momento da sua liberta\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Que o Campo se torne um espa\u00e7o de mem\u00f3ria de todos aqueles que aqui sofreram, fazendo dele um espa\u00e7o memorial da conquista da Liberdade;<\/li>\n<li>Que seja criado, dentro do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal, um Museu da Resist\u00eancia e da Liberdade;<\/li>\n<li>Que se crie dentro do Campo um Centro Internacional de pesquisa da Luta pelas Independ\u00eancias;<\/li>\n<li>Criar no espa\u00e7o envolvente do Campo, \u00e1reas dedicadas \u00e0s Crian\u00e7as e \u00e0 Juventude para que elas possam apreender melhor a Hist\u00f3ria;<\/li>\n<li>Criar nos terrenos adjacentes ao Campo val\u00eancias capazes de assegurar a sustentabilidade do Campo;<\/li>\n<li>Inserir nos comp\u00eandios escolares mais mat\u00e9rias sobre a Hist\u00f3ria e as Lutas de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional dos nossos pa\u00edses;<\/li>\n<li>O Simp\u00f3sio apela aos governos de Cabo Verde, Angola, Guin\u00e9-Bissau e Portugal para que assegurem os encargos de edifica\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal como Memorial da Luta comum dos nossos povos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Tarrafal, a 01 de Maio de 2009<br \/>\nOs Participantes<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>local: ANTIGO CAMPO DE CONCENTRA\u00c7\u00c3O DO TARRAFAL (28\/04\/ a 01\/05\/2009) Com o alto patroc\u00ednio do Presidente da Rep\u00fablica de Cabo Verde e do Minist\u00e9rio da Cultura de Cabo Verde, de Angola e Governo de Timor Leste, organizado pelo Funda\u00e7\u00e3o Am\u00edlcar &hellip; <a href=\"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/2009\/05\/08\/simposio-internacional-sobre-o-tarrafal\/\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,7,35,34],"tags":[],"class_list":["post-834","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actividades","category-documentos","category-em-destaque","category-primeira-pagina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/ptMuS-ds","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/834","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=834"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/834\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":841,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/834\/revisions\/841"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/maismemoria.org\/mm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}