Porto perde Museu Militar para o Mosteiro da Serra do Pilar (Diário de Notícias, 2006/07/13)

Artigo de Alfredo Teixeira no Diário de Notícias de 13/07/2006

O Museu Militar do Porto vai ser transferido para Gaia durante este verão. O anúncio foi feito ontem pelo General-Chefe do Estado Maior do Exército, que disse tudo ter sido feito para que esta estrutura museológica permanecesse no Porto. Dificuldades de negociações com diversas instituições do município ditaram a decisão de levar o espólio para os claustros dos mosteiro da Serra do Pilar, propriedade do Ministério da Defesa.

“O exército sempre esteve disponível para que o espólio ficasse na cidade do Porto. Como não foi possível, procurou-se um espaço nosso, muito bonito e que assim passará a estar aberto ao público em geral”, salientou Valença Pinto durante a cerimónia militar de extinção do Comando e Quartel-General da Região Militar do Norte.

Aquele responsável referiu ainda que a transferência terá início ainda este mês, mas, dada a quantidade de peças que fazem parte do acervo do museu, a operação poderá levar um a dois meses, desconhecendo-se ainda a data de abertura na Serra do Pilar. Uma coisa é certa, a decisão foi tomada pelo Exército e parece irreversível, uma vez que a vontade de transferência tem já alguns anos.

Recorde-se que esta mudança para a Serra do Pilar tinha sido já equacionada em 2003, tendo na altura o grupo parlamentar do PS apresentado na Assembleia da República um requerimento pedindo explicações e as razões para esta transferência. O exército refere que foram entretanto realizados diversos contactos com instituições da cidade, não referindo, no entanto, quais, para que uma outra opção fosse estudada. Os anos passaram e o assunto acabou por ser esquecido. Com a reforma em curso dos serviços do Ministério da Defesa, o exército acabou por decidir.

Recorde-se que este é um dos museus mais visitados da cidade do Porto, sendo um dos seus ex-libris a colecção de 1600 miniaturas da evolução do soldado, desde a pré-história até à actualidade. O acervo ficará instalado no claustro redondo do Mosteiro da Serra do Pilar, considerado uma jóia da arquitectura portuguesa e a sua forma só encontra paralelo nas construções da antiga Roma e de Atenas.

O museu deixa o edifício oitocentista da Rua do Heroísmo, no Porto, após 26 anos da sua inauguração. A ideia de se criar um museu militar data do século XIX e a sua instalação esteve inicialmente prevista para o Forte de S. João, na Foz. Chegou a haver pequenas exposições do acervo no quartel-general da Praça da República, ontem extinto, mas apenas em 1980 o museu encontraria um espaço condigno embora sempre de carácter provisório: as instalações onde desde 1948 funcionou no Porto a sede da PIDE/DGS. Agora chega mais uma altura de mudança e tudo leva a crer que, antes do final do ano, o museu abra as portas, agora na margem esquerda do Douro, no concelho gerido por Luís Filipe Menezes.

Iniciativas do mês de Julho [PORTO]

O núcleo do Porto do movimento cívico “Não Apaguem a Memória!” leva a efeito, no mês de Julho, as seguintes iniciativas:

– dia 14 de Julho, 6ª feira, pelas 18 h, no Teatro de Campo Alegre:
visionamento do filme documental “Natureza Morta” seguido de debate com a participação da autora, Susana Sousa Dias e do historiador Manuel Loff.

– dia 15, sábado, pelas 14:30 h, no actual Museu Militar do Porto, instalado no edifício correspondente à sede da PVDE/PIDE/DGS:
visita guiada por ex-presos políticos às instalações da extinta polícia política do “Estado Novo” seguida de debate.

(Cartaz das iniciativas do Núcleo do Porto, em formato PDF)

Fotos da visita guiada e fotos do visionamento e debate do filme.

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Reunião na quinta-feira dia 6 Julho às 21,30h [PORTO]

Amigos

Há reunião na quinta-feira dia 6 Julho às 21,30h.

Estou a escrever isto, porque há pessoas que se inscreveram na lista e nunca apareceram, e outras que apareceram às reuniões e não se inscreveram.

Vamos levar a efeito duas realizações na semana próxima e precisamos de saber com quem podemos contar. É necessário que todos nos empenhemos na sua divulgação e logística.

A existência deste grupo do Porto do “Movimento Não Apaguem a Memória”, parece que é ainda clandestina, pois na página do movimento, na Web, não há nenhuma referência, e muito menos às actividades que iremos desenvolver na próxima semana.

Por estas razões me parece importante a presença activa AMANHÃ de todos os interessados no impulso que é necessário dar.

Saudações
Albertina Lemos (núcleo do Porto)
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Reunião plenária, 6 de Julho 21h [LISBOA]

Nesta 5ª feira, dia 6 de Julho, às 21.00H, na Associação 25A ( Rua da Misericórdia,95, no Chiado) terá lugar a Reunião Plenária do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória.

Da agenda de trabalho constam os seguintes pontos:

1. Acção cívica – Aljube: balanço e perspectivas.
2. Ponto de situação quanto às adesões e ao andamento dos grupos de trabalho: “António Maria Cardoso”; “Memorial”; “Tribunal Plenário da Boa Hora”; “Site e blog do Movimento”.
3. Entrega da Petição na AR.
4. Elaboração da Carta do Movimento.

Não apaguem a memória do Aljube!

Juntámo-nos aos antigos presos políticos do Aljube, no sábado, dia 1º de Julho, às 10.30H, no Largo da Sé.

Ao longo de mais de 30 anos a cadeia do Aljube, em Lisboa, foi um dos principais símbolos da repressão do chamado Estado Novo.

Os presos políticos eram encarcerados nesta prisão durante a fase de instrução do processo conduzido pela PVDE/PIDE. Continue reading