Archive for the 'ultimas' Category

VÍTOR SANTOS (1944 – 2014)

Vítor Santos

Morreu o Vítor Santos. Partiu prematuramente, em Lisboa, aos 70 anos de idade, após enfrentar com exemplar coragem uma doença dolorosa e prolongada. Activista social e político generoso e empenhado, sempre insubmisso e indignado contra as injustiças, sempre do lado dos “de baixo”.

Foi um dos participantes na fundação do NAM, de que era membro, tendo sido também um dos proponentes da lista eleita para os actuais Corpos Sociais. Foi sindicalista e um qualificado profissional na sua área (era desenhador projectista), lutador antifascista, activo e destacado militante comunista, construtor e um dos dirigentes históricos da Festa do Ávante. Foi membro e dirigente da ATTAC e um dos promotores e membro da Comissão Nacional de Apoio ao Tribunal Russell sobre a Palestina. Empenhado nos processos de convergência e diálogo à esquerda, foi um dos fundadores e organizadores do espaço de encontro plural que têm sido os jantares “Em Abril, Esperanças Mil” e um activo apoiante do Congresso Democrático das Alternativas. Nos últimos anos, foi técnico do SPGL, onde deu um qualificado apoio a inúmeras iniciativas e manifestações sindicais, além da animação do seu espaço de artes plásticas, de que era um qualificado conhecedor e organizador de iniciativas, como foram as bienais e outras exposições de artes plásticas na Festa do Ávante.

Exemplo da sua maneira de ser e de estar em variadas situações em que se impunha a exigência moral da resistência e do protesto e a iniciativa cidadã, foi a campanha em que se empenhou contra a guerra de agressão no Iraque, no âmbito da ATTAC, concebendo e produzindo pessoalmente, em sua casa, um numeroso conjunto de faixas de denúncia e protesto, que foi também pessoalmente instalar nos viadutos da IC19, entre Lisboa e Sintra, tamanha era a sua indignação com os crimes da agressão imperial americana e dos seus lacaios na Europa e em Portugal.

16 de Agosto de 2014
Pelos Corpos Sociais do NAM
Henrique de Sousa

 

 

Os católicos na luta contra a ditadura

Excelente tertúlia, no dia 22 de Fevereiro, com o tema “Os católicos na luta contra a Ditadura”. Realizou-se no Convento dos Dominicanos, por iniciativa do NAM, e contou com o apoio do Instituto S. Tomás de Aquino.

Foi um reencontro de quase duas centenas de companheiros antifascistas, comovente e animador. A mostrar-nos, e aos mais novos ali presentes, que muitos de nós _católicos e não católicos _ estivemos lado a lado na luta contra o fascismo, e que é possível continuarmos juntos nas batalhas de hoje e de amanhã. Muito bem organizada por dois activistas do NAM, José Dias (Coimbra) e Ana Pena (Lisboa), esta tertúlia contou com a presença de pessoas vindas especialmente do norte do país.

Realmente bem sucedida, na perspectiva da História: houve historiadores que saíram dali com doações documentais impressionantes…Mas continuam a faltar os jovens nestas iniciativas.

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notícias de dezembro

Boletim noticioso de Dezembro de 2013

A. 40 anos depois do III Congresso da Oposição Democrática

No passado dia 7 de Dezembro levámos a cabo, em Aveiro, uma sessão/colóquio para comemoração do 40º aniversário do III Congresso da Oposição Democrática (1973-2013).

1. A reflexão em torno deste tema – uma iniciativa prevista na agenda programática desta Direcção do NAM – começou por um acordo com um centro de estudos universitários da UC (CEIS20) e acabou por alargar-se a outros, nomeadamente ao CD 25 Abril, à Seara Nova e à Universidade de Aveiro (UA).

2. Permitiu, sem dúvida, o entrosamento (pontual) de três entidades com objectivos de cidadania: o NAM que pretende preservar a memória, aqueles que a estudam e a fixam (Investigadores), e aqueles que a reflectem na acção política (Políticos).

Ocorrida fora do quadro habitual partidário e sem a interferência de elites partidárias, a sessão valeu pelo confronto (raro) entre protagonistas e investigadores deste período da História recente. Valeu pela diversidade e qualidade das intervenções dos oradores, oriundos de um largo espectro político e de três gerações diferentes.Para além da análise do acontecimento de 1973, em que tão bem se espelhou a abertura dialogante do NAM (de sempre), foi particularmente relevante a abordagem da situação no presente. Com intervenções sobre a actualidade, caracterizadas pela objectividade, ficou, porém, patente o optimismo com que foram vistos os resultados do percurso do Portugal Democrático nestes 40 anos, desde a Revolução de Abril.

3. A Universidade de Aveiro contribuiu significativamente para a concretização deste evento, disponibilizando-nos um auditório com 270 lugares (com o imprescindível apoio técnico), e assegurou-nos um almoço na cantina e um café no intervalo da tarde.

4. Porém, ainda que concebida em diversas parcerias, a organização desta iniciativa coube-nos na sua quase totalidade.

Na verdade:

– Fomos responsáveis pelos convites a vários oradores e a importantes protagonistas do III Congresso, presentes na Sessão: José Tengarrinha, Pedro Coelho, Vítor Dias, Pedro Adão e Silva, Martins Guerreiro, Helena Neves, Henrique Neto, Horácio Guimarães; e ainda contactámos diversos intervenientes nos acontecimentos, nomeadamente Gonçalves André, António Regala e Maria Barroso, que não puderam estar presentes. Dois dos painéis foram moderados por elementos da direcção do NAM: Irene Pimentel e Helena Pato.

– Assegurámos sucessivas versões do (feliz) cartaz, da autoria de um jovem designer amigo do NAM, Rui Borges.

– Com o apoio do SPGL, organizámos, a partir de Lisboa, a viagem (ida e volta) num autocarro que transportou, gratuitamente, cerca de 40 participantes e alguns jornalistas.

– Assegurámos praticamente toda a ligação à Comunicação social (significativamente representada no colóquio, ao longo de todo o dia); divulgámos o evento, exaustivamente, nas redes sociais, com destaque para o facebook, onde durante 6 meses foram divulgados factos, documentos e fotos do III Congresso e noticiada a preparação deste evento.

– Enviámos cartas informativas, convites e o programa, quer aos associados, quer a amigos.

– Criámos o endereço electrónico moc.liamgnull@3791ossergnoc, a partir do qual organizámos todas as inscrições para a sessão/colóquio e para o almoço.

– Colaborámos na organização dos materiais destinados aos participantes e 4 membros da direcção asseguraram a recepção.

– Convidámos um amigo do NAM, Carlos Reis, a fazer a cobertura fotográfica do evento para o NAM.

– Distribuímos pelos presentes uma carta assinada por toda a direcção, apelando à inscrição no NAM, acompanhada da respectiva ficha.

5. Apesar do enorme êxito desta iniciativa, não podemos deixar de referir alguns aspectos que não correram bem.

Lamentavelmente, confrontámo-nos com duas alterações de última hora: Fernando Rosas (2º painel), por razões de saúde não pôde estar presente, e Neto Brandão (1º painel) alterou o conteúdo da sua intervenção, desaparecendo do programa o previsto “Momento Seiça Neves”.

Por outro lado, num auditório sempre muito cheio, foi escassa a presença de jovens – provavelmente por ter sido reduzida a divulgação desta iniciativa nos espaços que eles frequentam habitualmente. Ou, simplesmente, porque o tema não faz parte das suas preocupações centrais.

6. Concluído este projecto, consideramos o seu balanço muito positivo, a avaliar pelos ecos extremamente calorosos e entusiásticos que nos chegaram, a animarem-nos para novas iniciativas visando a preservação da memória da Resistência contra o Fascismo.

O próximo levar-nos-á à Assembleia da República, no dia 28 de Janeiro de 2014, pelas 9.30, onde terá lugar a Homenagem aos Advogados dos presos políticos nos Tribunais Plenários.

B. Homenagem aos advogados dos presos políticos nos TP

Assegurada a realização de uma sessão pública, no dia 28 de Janeiro, pelas 9.30, na Sala do Senado da Assembleia da República. Serão oradores:

Irene Pimentel (historiadora), Francisco Teixeira da Mota (jurista), Mário de Carvalho (preso político condenado em TP), Elina Fraga (Bastonária da OA), Jorge Sampaio (advogado dos presos políticos nos TP), António Borges Coelho (sócio honorário do NAM, preso político condenado em TP).

Apelamos à colaboração de todos os associados do NAM no aviso aos familiares de advogados dos presos políticos (1945-1974), de forma a assegurarmos a sua presença, uma vez que a esmagadora maioria desses advogados já faleceu. Em breve, publicaremos na comunicação social e enviar-vos-emos a lista dos nomes desses advogados.

C. Os «católicos progressistas» na luta contra a Ditadura

Promovida pelo NAM/ISTA (Instituto São Tomás de Aquino), vai ter lugar no Convento dos Dominicanos (Lisboa, Alto dos Moinhos) uma tertúlia com este tema. Contamos com a vossa presença: dia 22 de Fevereiro, entre as 15.00 e as 18.00 h. Estão já asseguradas presenças de alguns dos seus intervenientes e a moderação estará a cargo de José Dias, militante activo desse movimento e sócio fundador do NAM.

D. Pagamento das quotas em atraso

Muitos dos associados têm descurado o pagamento das quotas. Pedimos que não deixem entrar o novo ano de 2014 sem regularizarem, pelo menos, o pagamento em atraso relativo a 2013. (12 euros um semestre, 24 euros o ano). Para o efeito, efectuem um depósito ou uma transferência bancária, indicando o vosso nome.

Movimento Cívico, C.G.D., NIB 0035 0667 0000 6003 8306 7

A Direcção

11/12/13

 

 




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