25 de Abril no Porto


2009/06/4

25 de Abril no Porto
25 de Abril de 2009
Companheiros do núcleo do Porto, presentes no desfile cívico comemorativo do 25 de Abril, cortejo que percorreu algumas ruas da cidade, desde o Largo Soares dos Reis, junto à sede da PIDE, até à Praça da Liberdade, onde decorreu a Festa Popular.
[ Autoria da foto: Henrique Borges ]


Nota da Direcção do NAM


2009/05/18

A assinatura de um protocolo de colaboração entre a Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! e a Câmara Municipal de Lisboa, hoje celebrado, para a realização da exposição “A Voz das Vítimas” no Aljube, a feitura de roteiros da memória em Lisboa e a inauguração de um memorial às vítimas da PIDE, é o resultado de três anos e meio de esforços de centenas de activistas do NAM. Sem a acção de protesto contra a transformação da ex-sede da PIDE em condomínio fechado, realizada em 5 de Outubro de 2005, junto daquele edifício, por um punhado de antifascistas, não se falaria hoje tanto na preservação da memória dos crimes da ditadura e da resistência antifascista. A entrega do edifício do Aljube à Câmara Municipal de Lisboa e o seu compromisso de ali instalar o tão desejado Museu da Resistência e da Liberdade em 2011, tem um alto significado para os ex-presos políticos, para os capitães de Abril e para todos os antifascistas.

A Direcção da Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória!, orgulhosa do protocolo alcançado, vem agradecer publicamente o papel primordial dos primeiros activistas do NAM, constantes da acta da reunião fundadora do Movimento Cívico “Não apaguem a Memória!”, realizada em 8/10/2005, e, através deles, todos quantos colaboraram, desde essa data, na luta pelo Museu da Resistência e da Liberdade. Sem eles, nada disto teria sido alcançado. Eis os seus nomes:

Ana Gaspar, Artur Pinto, Catarina Prista, Garcia Pereira, Henrique Sousa, João Almeida, Júlia Coutinho, Lúcia Esaguy, Maria Emília Neves, Marília Lopes Guerra, Martins Guerreiro, Villalobos Filipe e Vítor Santos.

Uma última palavra de apreço ao coronel Vasco Lourenço e à Associação 25 de Abril, pela disponibilidade manifestada para que o NAM pudesse ter funcionado na sua sede durante um largo período.

A Direcção da Associação – Movimento Cívico Não Apaguem a Memória!

14 de Maio de 2009.


Simpósio Internacional sobre o Tarrafal


2009/05/8

simposio_tarrafal28abra1maio2009-060local: ANTIGO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO TARRAFAL
(28/04/ a 01/05/2009)

Com o alto patrocínio do Presidente da República de Cabo Verde e do Ministério da Cultura de Cabo Verde, de Angola e Governo de Timor Leste, organizado pelo Fundação Amílcar Cabral e Fundação Mário Soares, contando com o apoio da Fundação Agostinho Neto, Fundação Eduardo dos Santos, Fundação Sagrada Esperança, Liga dos Antigos Combatentes de Angola e CODESRIA, realizou-se entre 28 de Abril e 01 de Maio de 2009, nas antigas instalações do Campo de Concentração do Tarrafal, um Simpósio Internacional sobre o Tarrafal com o objectivo de homenagear todos quantos sofreram neste local as agruras do fascismo e do colonialismo, quando se passam 35 anos do seu encerramento. Para tal, foram convidados os ex-presos sobreviventes e outras personalidades, tendo comparecido em grande número.

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NAM assina Protocolo com a CM de Lisboa


2009/04/23
No dia 25 de Abril de 2009, às 18h, no Espaço Justiça – Ministério da Justiça, na Praça do Comércio, em Lisboa, a Associação – Movimento Cívico NÃO APAGUEM A MEMÓRIA! assina um protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa, que tem por objecto definir as condições de colaboração para a preservação da Memória Histórica da Resistência, que compreende:
  • Criação do futuro Museu Municipal da República, Resistência e Liberdade, nas instalações da antiga Cadeia do Aljube;
  • Realização da exposição “A Voz das Vítimas”, de 25 de Abril de 2010 a 25 de Abril de 2011, no Aljube, em parceria com a Fundação Mário Soares e o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no âmbito das Comemorações do Centenáro da Republica;
  • Edificação de um Memorial às vítimas da PIDE/DGS na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa;
  • Elaboração de um Roteiro sobre os locais de resistência em Lisboa.
Será também assinado um protocolo entre os Ministérios da Justiça e das Finanças e a CML, para que esta assuma a propriedade do edifício da antiga Cadeia do Aljube com o objectivo de aí vir a sediar o referido museu.
A Direcção

[ Protocolo entre a CML e o NAM (em formato PDF) ]


Visita à sede da delegação do Porto da PIDE


2009/04/20
visita à sede da Pide

visita à sede da Pide

A sessão pública realizada na tarde de sábado, 18 de Abril, participada por 43 pessoas, enriqueceu-se com os preciosos testemunhos de protagonistas da luta política anti-fascista que, nos anos 60 e 70, foram encarceradas nas instalações da PIDE/DGS do Porto e lá sofreram as humilhações, insultos e torturas que eram característicos métodos da polícia política do regime fascista português.

Francisco Cachapuz, Maria José Ribeiro, Jorge Carvalho, que foram entrevistados para a RTP, e também Joaquim Faria e Fernando Morais partilharam com os presentes as suas memórias do cárcere.

visita à sede da Pide

visita à sede da Pide

A visita aos espaços correspondentes às várias zonas da sede da PIDE do Porto permitiu o reconhecimento das celas de isolamento, do lugar onde se situava o parlatório, das salas “colectivas”, dos gabinetes de interrogatório e de tortura, bem como a sua comparação com o actual edificado, pertencente ao Ministério da Defesa e abrigando o Museu Militar do Porto.
Foram explicadas as estratégias de actuação dos agentes, referenciadas as variadas tipologias de tortura e relembradas as fugas bem sucedidas dos presos políticos. Foi um acto cívico de afirmação dos valores de liberdade e, simultaneamente, uma lição de história pela voz dos seus próprios actores.

[ ver nota à imprensa sobre a visita ]





Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! | Rua do Sol ao Rato, nº 37- 2º C | 1250-261 Lisboa |