Salvaguardar a memória da resistência à opressão do Estado Novo e valorizar a história das lutas pela liberdade e pela democracia são finalidades do Movimento Cívico “Não Apaguem a Memória!”, cujo núcleo do Porto, no âmbito das comemorações do 25 de Abril, organiza, em conjunto com a Câmara Municipal de Matosinhos, as Jornadas pela Memória das Lutas pela Liberdade.
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1. Nota sobre o trabalho da CI
Colegas da Comissão instaladora fizeram já resumo da tramitação seguida até agora para a realização do acto eleitoral para os primeiros órgãos sociais da associação recentemente constituída. Todos eles, porém, se esqueceram de referir à data limite para adesão ao NAM com a consequente capacidade eleitoral para estas eleições, o mesmo é dizer-se, a data limite para fechar o caderno eleitoral. Assim, na última reunião de 20 de Março, por maioria e com oposição de Fernando Vicente ficou estabelecido que essa data seria 31 de Março, data esta que, de acordo com o Regulamento aprovado é a data limite para a convocação do acto eleitoral.
Cordiais saudações para todos,
Isabel Patrício
Associação “Movimento Cívico – Não Apaguem a Memória!”
Foi assinada no passado dia 14 de Março, pelas 16.30H, a escritura para constituição da Associação “Movimento Cívico – Não Apaguem a Memória!”
Aproveitamos para dar a conhecer os Estatutos e o Regulamento Geral da Associação.
A Comissão Instaladora terá a 2ª reunião de trabalho no próximo dia 18 de Março para dar continuidade aos trabalhos de preparação do processo eleitoral.
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Um combate oportuno
O movimento cívico “Não Apaguem a Memória!” surgiu na hora própria para ser uma voz particularmente activa na luta pela preservação da memória da resistência anti fascista. Mas, na minha opinião, não só. Apareceu numa altura em que em vários países europeus essa preocupação, motivada pelo progressivo esquecimento do que representou o ataque dos regimes totalitários contra as liberdades públicas, levou ao aparecimento de movimentos semelhantes. O movimento “Não Apaguem a Memória” não pode preocupar-se só com manter viva a memória da resistência anti-fascista. Tem que estar virado para o futuro. Tem de ligar-se aos movimentos semelhantes que estão a nascer por toda a Europa. A memória da resistência deve ser a fonte inspiradora da luta por um futuro que não nos obrigue, de novo, a travar as lutas passadas pela conquista das liberdades públicas. Tem de denunciar e combater contra todos os atentados a esses direitos.
O Governo de Cabo Verde consagrou, através de uma resolução tomado em 14 de gosto de 2006, o dia 29 de Outubro (data em que foi inaugurado, em 1936, o Campo de Concentração do Tarrafal) como o dia da Resistência Antifascista.
No documento que consagra esta decisão afirma-se: “Esta Resolução enquadra-se no âmbito do reconhecimento do papel histórico e civilizacional desempenhado pelo ex-Campo de Concentração do Tarrafal de Santiago no processo da emancipação e da conquista da liberdade e da independência dos povos das antigas colónias portuguesas e do próprio povo português.”
Proponho que sigamos o exemplo do povo de Cabo Verde. Proponho que o “Movimento Não Apaguem a Memória” designe o dia 29 de Outubro como o dia da Resistência Antifascista e, em geral, luta anti totalitária.
Edmundo Pedro
8 de Março – A resistência feminina em meio operário – Jornada na Margem Sul
A jornada do 8 de Março à Margem Sul fica adiada
Houve 11 inscrições para a jornada de celebração da resistência feminina em meio operário. Apesar dos apelos que fizemos não conseguimos mobilizar um número mínimo de pessoas para concretizar a iniciativa. Há uma série de outras actividades programadas para o mesmo dia 8. Talvez isso tenha distraído muitos dos companheiros e companheiras que o ano passado foram a Coruche e ao Couço, testemunhar a sua amizade para com as mulheres que em meio rural quiseram e souberam resistir à repressão do Estado Novo.
Fica certamente para outra ocasião a concretização desta iniciativa. Os aspectos logísticos, bem como os convites para o colóquio ficaram feitos.
Para a próxima é que vai ser!