Morreu José Saramago

O Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! – NAM associa-se neste momento de dor à família de José Saramago, hoje falecido, e em particular à sua esposa Pilar e filha Violante.

Portugal perde com a morte de José Saramago o seu mais ilustre embaixador vivo no mundo das Letras. José Saramago prestigiou Portugal ao colocá-lo na lista dos Prémios Nobel o que não acontecia desde 1949 com Egas Moniz. Filho de família de trabalhadores sem recursos para lhe proporcionar estudos académicos, Saramago foi ele próprio um trabalhador de vários ofícios antes de, como autodidacta, se tornar numa referência intelectual e política do Portugal democrático resultante da revolução de 25 de Abril de 1974, reconhecido em todo o mundo.

(Links: Wikipédia ; Notícia.)

40.º Aniversário da Comissão de Socorro aos Presos Políticos

Cinema São Jorge apresenta espectáculo evocativo

Com entrada livre, amanhã, dia 27 de Maio, pelas 21h00, na Sala 1, do Cinema São Jorge/EGEAC, EEM, terá lugar o espectáculo evocativo do 40.º Aniversário da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos.

Carlos Alberto Moniz, Francisco Fanhais, Luísa Bastos, Manuel Freire, Paulo Vaz de Carvalho, Manuel Pires da Rocha e Miguel Henriques, são alguns dos artistas que se apresenta numa viagem musical, secundados por momentos de poesia dita por Luís Lucas e Luísa Cruz, e intervenções do Coro Juvenil de Montemor-o-Novo e do Coro Lopes Graça.

Participe, informe-se, actualize-se, cultive-se, divirta-se.

NOTA: A Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos foi eleita sócio honorário da Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! na sua AG de 10 de Abril de 2010.

Solidariedade Com o Juiz Baltasar Garzón

O Movimento Não Apaguem a Memória e a Academia de Estudos Laicos e Republicanos Propõem e subscrevem o seguinte abaixo-assinado a ser entregue na Embaixada de Espanha em Lisboa com destino ao Ministro da Justiça, Primeiro ministro e o Rei de Espanha.

Trinta e cinco anos depois da morte física do ditador Francisco Franco a opinião pública internacional assiste estupefacta à perseguição movida ao Juiz Baltasar Garzón, acusado do delito de “prevaricação” por se ter considerado competente para investigar os crimes do franquismo. É incompreensível que um Estado Democrático impute um delito de prevaricação a um Juiz por aplicar em Espanha a doutrina do Direito Penal Internacional e a Lei da Memória Histórica.

Nenhum de nós ignora que os 113000 cadáveres que, ainda hoje, continuam enterrados em descampados e valas comuns por todo o território espanhol, e eles são a prova evidente de um processo de extermínio sistemático levado a cabo pelo regime franquista no pós guerra civil contra uma parte da população espanhola, o que só pode ser entendido como um Crime Contra a Humanidade.

E os Crimes Contra a Humanidade não têm amnistia, nem prescrevem nunca.

Daí que os Cidadãos e Associações abaixo-assinados venham manifestar a sua viva repulsa pelo processo movido contra o Juiz Baltasar Garzón e a sua solidariedade para com as vitimas do franquismo, pela aplicação em Espanha dos princípios da justiça universal e a preservação da Memória Histórica da luta pela Liberdade e a Democracia

Para subscreveres segue esta ligação:
http://www.peticao.com.pt/solidariedade-juiz-garzon

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sessão comemorativa da fundação da Intersindical [Porto]

O núcleo do Porto do movimento cívico Não Apaguem a Memória! realizará na tarde de sábado 22 de Maio, a partir das 15 horas e 30 minutos, na sede do Sindicato de Professores do Norte, uma sessão comemorativa da fundação da Intersindical. Mais uma vez se comemora a resistência ao fascismo dando voz aos que lutaram activamente contra o sistema.

Dado que no próximo mês de Outubro se completam 40 anos da fundação da Intersindical, visa-se aprofundar a memória histórica das lutas laborais através dos depoimentos de alguns dos que fundaram, em 1970, a central sindical dos trabalhadores portugueses. Os seus testemunhos constituem um património imaterial carregado de sentido histórico que deve ser preservado e transmitido às gerações mais jovens.

O colóquio terá lugar no Auditório do Sindicato de Professores do Norte, na Rua D. Manuel II, 51-C 2º andar, no Porto. Espera-se a presença de activistas pela emancipação dos trabalhadores no decorrer do último ciclo do fascismo português.

O núcleo do Porto da associação
Movimento “Não Apaguem a Memória!”