Contributo do “Grupo de trabalho do NAM para o Forte de Peniche”

Enviado em 4 de Abril ao Sr ministro da Cultura para ser considerado no âmbito da “comissão consultiva” criada pelo ministério da Cultura em coordenação com a CM de Peniche sobre o futuro do Forte de Peniche, tal como acordado na audiência concedida pelo Sr ministro ao NAM, em 2017-03-23.
O Grupo de Trabalho do NAM é coordenado por José Charters Monteiro e o documento, de sua autoria, reúne os contributos dos restantes membros do grupo.

Contributo do “Grupo de trabalho do NAM para o Forte de Peniche”
(doc em formato PDF)

Forte de Peniche

Carta ao Ministro da Cultura

Lisboa 7 de Fevereiro de 2017

Exmº Senhor Ministro da Cultura

Dr Luís Filipe de Castro Mendes

Em nome da delegação do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória – NAM, que reuniu com os adjuntos de Vª Exª, Dr Hernâni Loureiro e Dr. André Almeida, no dia 31 de Janeiro, gostaria de transmitir que ficámos dececionados por não nos ter recebido na audiência que pedimos em 24 de Novembro de 2016 e assim não podermos obter uma resposta ao principal objectivo deste pedido de audiência: ter um representante nosso na comissão consultiva sobre o futuro da Fortaleza de Peniche.

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Comunicado sobre a privatização da gestão do FORTE DE PENICHE

A recente decisão do Governo de atribuir à gestão de privados alguns edifícios públicos classificados, nomeadamente o do Forte de Peniche, monumento nacional, impõe-nos uma pública tomada de posição.

O Movimento Cívico Não Apaguem a Memória – NAM nasceu em 2005, como reacção da sociedade civil a uma atitude política idêntica, a chocante não preservação da memória histórica no edifício sede da PIDE, em Lisboa.

O NAM, no decurso da sua actividade para defesa e preservação da memória da luta contra a ditadura, nas suas diferentes vertentes, conseguiu levar a cabo, entre outros, um acordo com a Câmara Municipal de Lisboa que permitiu a realização da Exposição “A Voz das Vítimas” na antiga cadeia do Aljube, do mesmo modo que no âmbito das suas diligências foi possível um protocolo entre os Ministérios da Justiça, das Finanças e a Câmara Municipal de Lisboa, que levou á criação do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade nas instalações da antiga cadeia do Aljube em Lisboa.

Nestas suas persistentes diligências o NAM encontrou sempre plena receptividade de diversos titulares de órgãos de soberania. Mas a primeira e significativa acção do NAM foi a entrega na AR de uma petição, que reuniu mais de 6.000 assinaturas, exigindo que o Estado assumisse a salvaguarda dos locais ligados à memória da resistência antifascista e a sua divulgação.

Esta petição resultou na Resolução da AR nº 24/2008, aprovada por unanimidade, mas que não tem merecido suficiente atenção por parte dos sucessivos governos. É chegada a altura de lembrarmos ao Governo, aos partidos com assento na AR e à sociedade civil, que esta resolução existe e deve ser cumprida. Continue reading

Debate TTIP

O Movimento Não Apaguem a Memória – NAM convida-vos a participar no debate que, em parceria com o Movimento CampOvivo, do bairro de Campo d’Ourique, de Lisboa, se realizará pelas 18 h de domingo, dia 22 de Fevereiro, na Padaria do Povo (sede da antiga Universidade Popular – 1919-1948), na Rua Luis Derouet nº 20, Campo d’Ourique, em Lisboa (Metro: Rato) sobre “O Tratado de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento” (TTIP), que a União Europeia está a negociar com os EUA, sem debate público e que se apresenta muito lesivo dos direitos sociais dos portuguese e dos europeus, podendo sobrepor os interesses das empresas investidoras às leis do país, reduzindo ao mínimo muitos dos direitos laborais, de saúde, do consumidor, do ambiente, que foram conquistados na Europa, desde o fim da 2ª Guerra Mundial.
O debate – entrada livre – será animado por Ricardo Cabral Fernandes da “Plataforma Portuguesa para Análise Crítica” e conta com a vossa participação.

A Direção do NAM