Comunicado sobre a privatização da gestão do FORTE DE PENICHE


2016/10/12

A recente decisão do Governo de atribuir à gestão de privados alguns edifícios públicos classificados, nomeadamente o do Forte de Peniche, monumento nacional, impõe-nos uma pública tomada de posição.

O Movimento Cívico Não Apaguem a Memória – NAM nasceu em 2005, como reacção da sociedade civil a uma atitude política idêntica, a chocante não preservação da memória histórica no edifício sede da PIDE, em Lisboa.

O NAM, no decurso da sua actividade para defesa e preservação da memória da luta contra a ditadura, nas suas diferentes vertentes, conseguiu levar a cabo, entre outros, um acordo com a Câmara Municipal de Lisboa que permitiu a realização da Exposição “A Voz das Vítimas” na antiga cadeia do Aljube, do mesmo modo que no âmbito das suas diligências foi possível um protocolo entre os Ministérios da Justiça, das Finanças e a Câmara Municipal de Lisboa, que levou á criação do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade nas instalações da antiga cadeia do Aljube em Lisboa.

Nestas suas persistentes diligências o NAM encontrou sempre plena receptividade de diversos titulares de órgãos de soberania. Mas a primeira e significativa acção do NAM foi a entrega na AR de uma petição, que reuniu mais de 6.000 assinaturas, exigindo que o Estado assumisse a salvaguarda dos locais ligados à memória da resistência antifascista e a sua divulgação.

Esta petição resultou na Resolução da AR nº 24/2008, aprovada por unanimidade, mas que não tem merecido suficiente atenção por parte dos sucessivos governos. É chegada a altura de lembrarmos ao Governo, aos partidos com assento na AR e à sociedade civil, que esta resolução existe e deve ser cumprida. Ler + »


Liberdade e Cidadania – Tertúlia no Vává em 21 de Março


2015/03/16

Tertúlia no Vává | 2015.03.21 | Liberdade e Cidadania | Mário Sacramento


Debate TTIP


2015/02/22

O Movimento Não Apaguem a Memória – NAM convida-vos a participar no debate que, em parceria com o Movimento CampOvivo, do bairro de Campo d’Ourique, de Lisboa, se realizará pelas 18 h de domingo, dia 22 de Fevereiro, na Padaria do Povo (sede da antiga Universidade Popular – 1919-1948), na Rua Luis Derouet nº 20, Campo d’Ourique, em Lisboa (Metro: Rato) sobre “O Tratado de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento” (TTIP), que a União Europeia está a negociar com os EUA, sem debate público e que se apresenta muito lesivo dos direitos sociais dos portuguese e dos europeus, podendo sobrepor os interesses das empresas investidoras às leis do país, reduzindo ao mínimo muitos dos direitos laborais, de saúde, do consumidor, do ambiente, que foram conquistados na Europa, desde o fim da 2ª Guerra Mundial.
O debate – entrada livre – será animado por Ricardo Cabral Fernandes da “Plataforma Portuguesa para Análise Crítica” e conta com a vossa participação.

A Direção do NAM


“A Cultura como Resistência” – Bento Jesus Caraça


2014/12/30
Bento Jesus Caraça (cartaz)“A CULTURA COMO RESISTÊNCIA”
Bento de Jesus Caraça e a Universidade Popular
Conferência e Debate com Helena Neves e João Caraça

EXPOSIÇÃO
A Vida e a Obra de Bento de Jesus Caraça
ENCERRAMENTO da Exposição a 18 de Janeiro, 18h
com a actuação do Coro Lopes Graça
de 5 a 18 de Janeiro de 2015 na Padaria do Povo
Local: A Padaria do Povo
Rua Luis Derouet, 20, Campo d’Ourique
PROGRAMA

5 Janeiro – 2ª feira
20.30H Inauguração da Exposição
21.00H Conferência e Debate

Horário da Exposição
6 a 18 Janeiro
De 2ª a 6ª | Das 10h às 22h | Sábados e Domingos: Das 15h às 22h

Visitas Guiadas à Exposição
Terças, quintas e sábados às 15H
Janeiro: 6, 8, 10, 13, 15, 17

ENTRADA GRATUITA

VÍTOR SANTOS (1944 – 2014)


2014/08/21

Vítor Santos

Morreu o Vítor Santos. Partiu prematuramente, em Lisboa, aos 70 anos de idade, após enfrentar com exemplar coragem uma doença dolorosa e prolongada. Activista social e político generoso e empenhado, sempre insubmisso e indignado contra as injustiças, sempre do lado dos “de baixo”.

Foi um dos participantes na fundação do NAM, de que era membro, tendo sido também um dos proponentes da lista eleita para os actuais Corpos Sociais. Foi sindicalista e um qualificado profissional na sua área (era desenhador projectista), lutador antifascista, activo e destacado militante comunista, construtor e um dos dirigentes históricos da Festa do Ávante. Foi membro e dirigente da ATTAC e um dos promotores e membro da Comissão Nacional de Apoio ao Tribunal Russell sobre a Palestina. Empenhado nos processos de convergência e diálogo à esquerda, foi um dos fundadores e organizadores do espaço de encontro plural que têm sido os jantares “Em Abril, Esperanças Mil” e um activo apoiante do Congresso Democrático das Alternativas. Nos últimos anos, foi técnico do SPGL, onde deu um qualificado apoio a inúmeras iniciativas e manifestações sindicais, além da animação do seu espaço de artes plásticas, de que era um qualificado conhecedor e organizador de iniciativas, como foram as bienais e outras exposições de artes plásticas na Festa do Ávante.

Exemplo da sua maneira de ser e de estar em variadas situações em que se impunha a exigência moral da resistência e do protesto e a iniciativa cidadã, foi a campanha em que se empenhou contra a guerra de agressão no Iraque, no âmbito da ATTAC, concebendo e produzindo pessoalmente, em sua casa, um numeroso conjunto de faixas de denúncia e protesto, que foi também pessoalmente instalar nos viadutos da IC19, entre Lisboa e Sintra, tamanha era a sua indignação com os crimes da agressão imperial americana e dos seus lacaios na Europa e em Portugal.

16 de Agosto de 2014
Pelos Corpos Sociais do NAM
Henrique de Sousa

 

 





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